Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

 

 

 

Michael Bay regressa ao mundo dos Transformers depois de aventuras em 2007, 2009 e 2011. Pela primeira vez sem Shia LeBouef, herói das primeiras fitas, Bay encontrou novos motivos de interesse. Afinal, poucos como ele são mestres em filmes de ação. Armageddon, Bad Boys, O Rochedo ou A Ilha são da sua lavra, já para não falar em Pearl Harbour.

 

Na versão 2014 de Transformers, Cade Yager (Mark Wahlberg) é um inventor amador, daqueles que estão sempre em busca de uma ideia genial sem que ela surja, a braços com a indigência e com os problemas de ter uma filha adolescente e bonita, mesmo que responsável como Tessa (Nicola Peltz).

Numa das suas buscas por tralhas para arranjar, compra, por tuta e meia, um camião.

 

Dias depois de tê-lo no seu celeiro/oficina, descobre que a velharia é, afinal, Optimus Prime, líder dos Autobots, robots alienígenas responsáveis por salvarem o planeta Terra vezes sem conta.

 

Prime, está terrivelmente avariado e busca salvação da perseguição a que ele e o seu gangue sofrem às mãos dos humanos. É que, após a “batalha de Chicago” onde salvaram o Mundo, os humanos colocam em causa a sua utilidade e perseguem-nos, a todo o custo. É assim, na defesa do novo e improvável amigo que Cade se vê sem casa, com a vida ameaçada e com a descoberta de que a filha, quebrando promessas, tem, afinal, namorado.

 

Um piloto de carros irlandês, mais velho do que ela e que formará um estranho trio de heróis durante as mais de duas horas que a fita dura.

 

Por detrás da perseguição está o megalómano inventor Joshua (Stanley Tucci) que com os restos dos Autobots capturados descobre forma de recriá-los; o sombrio agente da CIA, Kelsey (Harold Attinger), ferido pelo pouco reconhecimento obtido por uma vida ao serviço dos EUA e xxx, uma espécie de caçador de prémios alien e robótico que quer levar Optimus Prime aos seus criadores (que estarão algures no Universo sem que saibamos quem são). Pelo meio, das experiências de Joshua, Megraton, eterno inimigo de Prime, renasce como Galvatron e promete no fim, regressar para o quinto filme.

Tantos inimigos criam, até, uma certa confusão, à medida que perseguem Prime e companhia.

 

A quem pertence aquele robot que dispara e ataca os nossos heróis? Nem sempre percebemos mas quase nunca isso interessa.

 

A Era da Extinção falha na narrativa de tentar encontrar um sentido para a vida em robots aliens e em colocar os “maus” como responsáveis pela extinção dos dinossauros mas, resulta espetacularmente na velha luta de bons contra maus, tendo pelo meio fantásticos efeitos especais e cenas de ação de cortar o folego. Junta-se a isto Walhberg a ser um bad boy com estilo, como sempre; uma cara laroca com a de Peltz e o enorme talento de Tucci e Attinger.

 

Não será muto profundo, mas que é divertido, é. Em Imax, ainda mais.