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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

22 Jan, 2016

The Revenant (2015)

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Sigo com admiração a carreira de Alejandro Gonzázez Iñárritu desde que vi Amor Cão, em 2000, protagonizado por então desconhecido Gael Garcia Bernal. Fiquei depois arrebatado por 21 Gramas (2003) e bastante convencido com Babel (2006). O mexicano filma o sofrimento humano extremo com mestria e faz uso superior da fotografia e de técnicas únicas de filmagem (os planos diabólicos de Birdman mostram bem isso). Regressa agora com um filme de época, The Revenant, piscando o olho à câmera contemplativa do mestre Malick (muitas vezes me lembrei do quase ignorado O Novo Mundo) e dando o seu toque de sofrimento. Aliás, Glass (Leo Di Caprio com Óscar garantido), sofre como poucas personagens terão sofrido na história do cinema. Em quase três horas, os espetadores estão tensos na sua cadeira, à espera da próxima sangrenta desventura do protagonista. Mas voltemos atrás. Nos anos 1820, um grupo de caçadores de peles, algures nas Montanhas Rochosas, já com um bom saque, prepara-se para voltar para o seu quartel general quando são atacados por índios (numa história paralela, um chefe índio procura a filha, raptada). Os 45 homens, transformam-se em 10, que fogem à justa e escondem as peles. Glass acaba por encontrar e ser atacado violentamente por um urso (cena arrepiante). Estropiado, é abandonado pelos companheiros. Começa aqui a sua luta para sobreviver e regressar à civilização. Tendo principal motivação a vingança contra Fitzerald (Tom Hardy, mais uma vez, perfeito), Glass tudo enfrentará para regressar.