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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Suits

Setembro 05, 2020

João Ferreira Dias

Terminei de assistir a Suits, uma série que colocou Meghan Markle no radar, e que nos coloca no quotidiano de uma firma de advogados especializada em acordos empresariais. São 9 temporadas que conseguem revitalizar a série, apesar de ali pelo meio parecer que se vai perder. Uma história que começa com um jovem com uma memória fotográfica e que termina com um emaranhado de pequenos dramas emocionais, psicológicos e empresariais. Vale destacar o enorme Rick Hoffman no papel de Louis Litt, um brilhante advogado financeiro com sérios problemas de confiança e obsessão emocional, e de Sarah Rafferty no papel de Donna Paulsen, "a" secretária especialista em ler as emoções e os "não-ditos" das personagens e que é o equilíbrio de uma empresa a viver no limite. A existirem críticas a Suits seriam de natureza cultural, isto é, a série inscreve-se nos mitos norte-americanos de sucesso e do super-herói, ficando, como a maioria das produções da "terra do Tio Sam" desligada da realidade, uma vez que aparecem sempre soluções milagrosas de última hora e o herói é sempre infalível. A reforçar esta mitologia pouco realista estão as filmagens em câmara lenta que nos lembra a entrada dos jogadores de futebol americano na Super Bowl. À parte dessa característica negativa cultural, uma série interessante e que vale a pena.

Snowpiercer (2020-?)

Setembro 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Num futuro não muito distante, a Terra gelou e sobreviventes da Humanidade condensam-se num longo comboio de 1001 carruagens que dá voltas ao planeta sem nunca poder parar. Qual luta de classes em movimento, os mais ricos ocupam as carruagens da frente e os mais pobres as de trás. Como no mundo real, os da frente têm mais conforto e os de trás tentam escalar a pirâmide social e agarrar todas as oportunidades. Quando um corpo aparece nas carruagens da frente, a “gestão” percebe que o único detetive de homicídios presente no comboio está na “Cauda” e chama-o ao serviço. Graphic novel de sucesso, a história tinha chegado ao cinema em 2013 por   Bong Joon Ho, esse mesmo, o realizador de Parasitas.

Brave New World (2020)

Agosto 20, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Em 2020, a HBO traz ao pequeno ecrã do streaming a adaptação da obra visionária de Aldus Huxley, Admirável Mundo Novo (1932). A história de um futuro onde a Humanidade não tem problemas, vivendo numa sociedade perfeita onde a privacidade e monogamia são proibidas. Nesta distopia, estamos na cidade de Nova Londres, na qual todos nascem com um papel definido no “corpo social” (os Alfas + são líderes, os Betas têm profissões intermédias e por aí adiante) e onde a felicidade é uma escolha, afinal, há sexo a rodos e comprimidos de todas as cores para inibir sentimentos negativos.

Ainda assim, esta sociedade perfeita não chega a Bernard (Harry Lloyd, o desprezível irmão de Daenerys em Game of Thrones), Alfa + e psicólogo e a Lenina (Jessica Brown Findley, a irmã mais nova em Downton Abbey), Beta, vacinadora com tendência para ser monógama. É quando visitam a reserva de “selvagens” (humanos tradicionais), que conhecem John (Alden Ehrenreich, o mais recente Han Solo) e uma forma mais parecida com a sua, de pensar. Ainda assim é John que os acompanha no regresso a Nova Londres, criando ondas de choque.

You (2019-?)

Julho 30, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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You é o filho de Dexter, o bom serial killer e de How Get Away With Murder, a lição de como guardar segredos. Tem ainda uns pozinhos de Gossip Girl, ou seja, uns toques de crueldade adolescente e desejo de integração, sem falar que a figura central da série, Penn Badgley, vem justamente do elenco da série que celebrizou Blake Lively. Penn é Joe Goldberg, um jovem nova-iorquino que vamos percebendo que teve uma vida difícil, tendo aprendido os seus valores e o amor pelos livros com a sombria figura de Mr. Mooney (Mark Blum). Aos comandos da livraria de Mr. Mooney (descobrimos mais à frente que está incapacitado e sim, ficamos com a ideia de que Joe teve algo a ver com isso), Joe vê-lhe entrar na loja a bela Beck (Elizabeth Lail) e de antenas para cima, Joe faz dela o objeto da sua profunda obsessão, passando a fazer tudo para conhecer todos os pormenores da sua vida, posicionar-se como o perfeito cavaleiro andante e eliminar todo e qualquer obstáculo que se ponha entre eles…Uma boa surpresa.

Banshee (2013-2016)

Julho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Só agora cheguei ao mundo absolutamente louco de Banshee, nome de uma pequena cidade norte-americana, bem como de um ser da mitologia celta. Saída da prisão, após quinze anos, um misterioso homem (Anthony Star) vê-se naquela localidade da Pensilvânia para encontrar a namorada, Ana (Ivana Milicevic). Mas quinze anos são tempo a mais e Ana, agora Carrie, seguiu em frente, tem marido, dois filhos e emprego. E nem sequer tem os diamantes que fizeram com que o ex ficasse na prisão tanto tempo. Lambendo as feridas do bolso e do peito, num bar local, acaba por se envolver numa cena de pancada. Resultado: dois assaltantes mortos e igual destino para Lucas Hood, o novo xerife. E se ninguém conhecia ainda Hood, o nosso homem misterioso não tem problemas alguns em lhe ficar com a identidade, passando de presidiário a chefe da minúscula esquadra. Tudo para estar mais perto de Ana. É assim que dá azo à sua veia violenta para épicos arraiais de pancada que se parecem ser afrodisíacos para o mulherio que o rodeia. Mesmo tendo que lidar com o arruaceiro local, Kai, amish transformado em rico industrial da carne, o perigo maior é Rabbit, o dono dos tais diamantes.

Chernobyl (2019)

Julho 23, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Chernobyl-HBO-1280x720.jpgPoucas semanas depois do acidente de Chernobyl ter feito trinta e três anos, a HBO estreou uma minissérie de cinco episódios na qual mergulha nos anos 80 na União Soviética e nas consequências imediatas da explosão do reator. Um elenco de luxo (Jared Harris, Stellan Skarsgard, Emily Watson ou Barry Keoghan) mostra-nos como existiu falta de atenção na manutenção e como houve tentativa política de esconder a verdadeira situação. Apesar de focar homens de maior importância, como Mikhail Gorbachev, o interesse narrativo está na humanização das vítimas. Da mulher em breve viúva de um bombeiro até ao rapaz cuja a incumbência é dar matar cães ao tiro para evitar que transportem radiações, ficamos a conhecer a macabra influência do acidente em todos os aspetos das vidas. Mas claro que a visão, muito gráfica, dos efeitos da radioatividade no corpo humano, é quase tão chocante como as tentativas soviéticas de reafirmar que estava tudo bem.

A maldição de Hill House (2018)

Julho 17, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A maldição de Hill House é uma das melhores séries dos últimos anos. Para isso contribui o que é da praxe: uma boa história central que nos deixa agarrados, pequenas histórias adjacentes que fazem as personagens crescer, um criador e realizador de mão cheia e um elenco de grande qualidade. A maldição de Hill House é uma das melhores séries dos últimos anos. E é-o num género que eu nem aprecio. O terror. Mas o bom terror é mais sobre a expectativa do que aquela ansiedade básica que nos faz saltar de x em x minutos. Confesso que não gosto. Em Hill House não faltam fantasmas nem sustos ocasionais mas o que nos interessa é a forma como os pontos se ligam entre o passado e o presente.

No presente, mais ou menos em 2018, acompanhamos uma família destruída por um acontecimento do passado. Percebemos que há cinco irmãos sem mãe e com um pai distante. Os cinco incluem Steve (Michiel Huisman), um bem-sucedido autor de livros de terror, mesmo sendo cético quanto ao tema; Shirley (Elizabeth Reaser), dona de uma casa mortuária e parte integrante de uma família própria que parece feliz; Theo (Kate Siegel), a irmã do meio que tem sensibilidade para os mortos e os gémeos Luke (Oliver Jackson-Cohen), drogado e Nell (Victoria Pedretti), atormentada.

No passado, há quase 30 anos, a mesma família mas com mãe, pai ausente e cinco filhos felizes, chegou a uma mansão vitoriana no campo norte-americano. A ideia da mãe e do pai era fazer como noutras casas velhas e restaura-la para a vender por boa massa. Depois disso, poderiam viver numa “forever house”. Não chega a acontecer. Com saltos ao presente, percebemos que a vida não correu como esperado a ninguém e que aquele verão maldito terá sido a causa de tudo. Os saltos ao passado mostram fantasmas e estranhos acontecimentos que culminam numa noite em que a mãe desaparece e o pai aparece ensanguentado. O que se passou? É a pergunta que perseguimos.

The Woods (2020)

Julho 14, 2020

João Ferreira Dias

The Woods, inspirado na obra homónima de Harlan Coben, traz-nos uma Polónia entre os anos de 1980 e 2020, cuja realidade parece ter mudado muito pouco. A partir do olhar Paweł Kopiński, a série relata a busca pela solução de um misterioso desaparecimento da sua irmã e de outros jovens de um acampamento de Verão, depois de um Verão quente e cheio de romance adolescente, cujas histórias foram brutalmente interrompidas. Sem o sensacionalismo da produção americana, The Woods é uma boa opção em matéria de investigação policial e produção europeia, tanto que há rumores de uma segunda temporada, que traria acontecimentos para além do livro. Sem dados de spoiler fica a recomendação de três estrelas e meia. 

Rainhas e princesas

Junho 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Estão disponíveis no HBO, três séries da Starz sobre a história de Inglaterra entre os Séc. XV e XVI, baseadas nos livros de enorme sucesso de Phillipa Gregory.

1.jpgA Rainha Branca (2013)

Em plena Guerra das Rosas, a nobre viúva Elizabeth (Rebecca Fergunson), conquista o novo rei, Eduardo (Max Irons), mesmo que as famílias tenham estado em lados opostos da disputa. Contra o ceticismo da família de Elizabeth e a forte oposição da de Eduardo, decidida a formar uma aliança com França, Elizabeth torna-se Rainha de Inglaterra. A partir daqui as intrigas e conspirações ameaçam o casal e não há lealdades certas, destacando-se o Conde de Warwick (James Frain), Fazedor de Reis, como o grande vilão. Nomeado para vários prémios, A Rainha Branca, é um fresco impressionante de uma época decisiva da história inglesa.

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A Princesa Branca (2017)

Quatro anos mais tarde, a Starz voltou a recorrer à mesma fonte. Elizabeth (Jodie Comer) é uma nobre da casa de York que tem a missão de, a contragosto, casar com o Rei Henry (Jacob Collins-Levy) e assim unir finalmente as duas fações e acabar com a Guerra das Rosas. Mesmo tratando-se de um casamento político, o casal acaba por se aproximar e ganhar afeto. Não que isso impeça cada uma das fações de continuar a lutar nas sombras contra a outra e contra o casamento. Elizabeth é obrigada constantemente a provar que está ao lado do Rei, mesmo que isso signifique amiúde, estar contra a sua família. Uma grande interpretação de Comer pré-Killing Eve.

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A Princesa Espanhola (2019)

Já este ano, chegou a história de Catarina de Aragão (Charlotte Hope), princesa espanhola que viajou para Inglaterra para unir os dois países através do casamento com Arthur (filho de Elizabeth e Henry de A Princesa Branca). Mas história é conhecida. Artur morreu e Catarina acabou por se casar com Heny VIII, provavelmente o monarca inglês mais conhecido que, para se livrar de Catarina, rompeu com a Igreja. Mas aqui, ainda são jovens e apaixonados. Esta é, como as duas séries anteriores, uma história de conspirações.

The Act (2019)

Junho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Dee Dee Blanchard, norte-americana, mãe dedicada de Gipsy, uma adolescente que viveu toda a vida com problemas de saúde, foi assassinada em junho de 2015. Não muito tempo depois descobriu-se que fora Gipsy a autora moral do crime e que tinha usado Nick, seu namorado (apenas online, na maior parte do tempo) como braço armado. Esta história real deu azo a The Act, série da Hulu, exibida em Portugal pela HBO com Patricia Arquette como Dee Dee e Joey King como Gipsy.

Mas o que motivou Gipsy a mandar matar a mãe que cuidara dela toda a vida? Bem, esse era precisamente o problema. Gipsy era uma adolescente perfeitamente normal e nunca precisou dos cuidados de saúde (incluindo cadeira de rodas e alimentação por um tubo) que a mãe lhe prestou. E Dee Dee, com um claro distúrbio, só o fez para manter a filha sob a sua proteção e controlo e tirar daí proveito financeiro e material (doações de bens e dinheiro e a casa onde viviam). Farta das limitações que nem tinha, Gipsy, com a ajuda de Nick (e de Victor, a outra personalidade do namorado…), planeou a morte da mãe da esperança cor-de-rosa de passar a viver uma vida de sonho. Não só cedo percebeu que Nick não lhe daria isso como a polícia lhe bateu à porta.

 

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