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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Midnight Sky (2020)

Janeiro 05, 2021

Francisco Chaveiro Reis

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Quando o novo filme realizado e estrelado por George Clooney, em modo Dave Letterman, se inicia, ficamos a saber que um certo evento se deu na Terra, há três semanas. Vemos então o nosso herói, sozinho num observatório, no Círculo Polar Ártico. Os colegas abandonaram o sítio e só Augustine, moribundo, ficou. Vamos percebendo que já pouca vida há na Terra e que Augustine, renomado cientista, é dos poucos sobreviventes.

Depois, a câmara vai até lá a cima, ao espaço. Numa nave digna de Star Wars, uma pouco homogénea tripulação conta os minutos para regressar a casa, após uma missão. Há um casal, composto pelo capitão Ade (David Oyelowo) e pela sua namorada Sully (Felicity Jones), grávida; há um homem de meia idade, solitário, mas bondoso (Demián Bichir); há uma jovem cheia de energia e sonhos (Tiffany Boone) e há um piloto de excelência (Kyle Chandler), mortinho por reencontrar a mulher e os filhos.

O problema é que não têm Terra ou humanos para quem voltar e não sabem disso. Augustine, outrora bem menos sentimental (conhecemo-lo em jovem em idas ao passado com a ajuda da Peaky Blinder, Sophie Rundle), faz da sua última missão ir até uma antena com maior alcance, para dar o aviso aos astronautas. Voltem para trás, se quiserem viver.

Gambito de Dama

Dezembro 21, 2020

João Ferreira Dias

Anya Taylor-Joy dá vida a Beth Harmon, em Gambito de Dama, de uma forma real, humana, profunda e cheia de esquinas. Uma bela performance numa série bem realizada e com uma boa fotografia. Uma série que trata do preço de ser prodígio, um tema que apaixona imaginários românticos e religiosos, mas que ao mesmo tempo nos conduz pelos anos 50 e 60 dos EUA, pela guerra fria, pela perda, pela amizade e pelo amor de estranha correspondência.

Rebecca (2020)

Dezembro 07, 2020

Francisco Chaveiro Reis

 

REB.jpgAlgures nos anos 20, uma jovem, órfã e dama de companhia de uma bruxa rica, vê-se em Monte Carlo e não pode deixar de reparar num belo viúvo, americano como ela, que logo põe de parte o luto, para se apaixonar pela pobretana. E é assim que a nova Mrs. De Winter se vê na grande e antiga propriedade de Manderlay onde a presença da sua antecessora ainda se sente, e muito, até em Maxim (Armie Hammer), que afinal não pôs assim tanto o luto, de lado. Remake do filme de 1940, este Rebecca é um exercício interessante mas não se sabe bem o que acrescenta ao original.

Lamento de uma América em ruínas(2020)

Dezembro 02, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Carta de amor a uma certa américa rural, tida muitas vezes como parola e desviante, Lamento de uma América em Ruínas, conta a história de três gerações de uma família americana, começando pelo fim, por J.D. (Gabriel Basso), jovem estudante de direito em Yale, em busca de um estágio que lhe pague os estudos e as contas. É quando está num momento decisivo da semana em que pode ser escolhido por uma firma de topo, que se vê obrigado a regressar a casa. A mãe, Bev (Amy Adams), tem mais um problema, após os muitos que teve e causou a J.D. e a toda a família e a irmã Lindsay (Haley Bennett) já não consegue domar a mãe sozinha. É neste regresso que J.D. lembra as memórias de infância e adolescência e como a avó (Glenn Closa) o moldou para que fosse ele a receber o papel de equilibrador da família. Mas a mãe tem razões para ser o que é, tendo tido a sua quota parte de tristezas, que também vemos. E vamos ainda mais atrás, até a avó ter apenas 13 anos, engravidar e ter que fugir de casa.

Amor e Anarquia (2020-?)

Novembro 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Amor e Anarquia é uma comédia sueca, já disponível no Netflix. Sofia (Ida Engvoll) é uma consultora independente, responsável por ajudar empresas a dar a volta a momentos maus. Mulher sofisticada, casada com um realizador de anúncios publicitários e mãe de dois, anda numa fase de tédio e confusão, que combate, em parte, masturbando-se, um pouco por todo o lado. Quando entra de raspão numa peculiar editora, é apanhada em cheio pelo jovem informático temporário, Max (Bjorn Mosten), começando assim uma relação de humor e algum amor, recheada de pequenos jogos. Rodeados de personagens únicas, sobretudo os que trabalham na editora, os dois vivem momentos hilariantes que, na verdade, os distraem das suas pequenas tragédias.

The Crown, 4 (2020)

Novembro 15, 2020

Francisco Chaveiro Reis

the-crown-lady-diana.jpgThe Crown já regressou à antena da Netflix para a sua quarta temporada, na qual apresenta a personagem mais aguardada: Lady Di (Emma Corrin, muito bem). Vemos como a família real britânica aprova a inclusão da jovem inocente Diana Spencer no seu seio, mesmo sabendo que o casamento de Carlos não será amor, de, pelo menos, de um dos lados. Também nova é a personagem de Margaret Thatcher (fantástica Gillian Anderson), como contraponto a uma classe privilegiada, ociosa e snob. The Crown, soma e segue.

A Maldição de Bly Manor (2020)

Outubro 13, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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“A Maldição de Bly Manor” é, de certa forma, uma continuação de “A Maldição de Hill House”, com vários dos seus atores e com uma mansão isolada e amaldiçoada como protagonista. Desta vez, estamos no Essex inglês onde uma jovem norte-americana aceita o desafio de ser a “au pair” de dois órfãos, depois da anterior ter morrido em circunstâncias misteriosas. Rapidamente percebe que as crianças são fora do comum e que algo que muito estranho se passa…

Sneakerheads (2020)

Outubro 06, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Um olhar despretensioso sobre a comunidade de Sneakerheads, aqueles que colecionam avidamente sapatilhas novas ou vintage. No centro da história está Devin (Allen Maldonado), “reformado” do colecionismo, casado e pai de filhos, que se vê tentado a voltar à cultura urbana por um novo par de ténis e puxado por um amigo de sempre, sempre em busca do melhor negócio. Uma boa e curta comédia.

Suits

Setembro 05, 2020

João Ferreira Dias

Terminei de assistir a Suits, uma série que colocou Meghan Markle no radar, e que nos coloca no quotidiano de uma firma de advogados especializada em acordos empresariais. São 9 temporadas que conseguem revitalizar a série, apesar de ali pelo meio parecer que se vai perder. Uma história que começa com um jovem com uma memória fotográfica e que termina com um emaranhado de pequenos dramas emocionais, psicológicos e empresariais. Vale destacar o enorme Rick Hoffman no papel de Louis Litt, um brilhante advogado financeiro com sérios problemas de confiança e obsessão emocional, e de Sarah Rafferty no papel de Donna Paulsen, "a" secretária especialista em ler as emoções e os "não-ditos" das personagens e que é o equilíbrio de uma empresa a viver no limite. A existirem críticas a Suits seriam de natureza cultural, isto é, a série inscreve-se nos mitos norte-americanos de sucesso e do super-herói, ficando, como a maioria das produções da "terra do Tio Sam" desligada da realidade, uma vez que aparecem sempre soluções milagrosas de última hora e o herói é sempre infalível. A reforçar esta mitologia pouco realista estão as filmagens em câmara lenta que nos lembra a entrada dos jogadores de futebol americano na Super Bowl. À parte dessa característica negativa cultural, uma série interessante e que vale a pena.

Snowpiercer (2020-?)

Setembro 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Num futuro não muito distante, a Terra gelou e sobreviventes da Humanidade condensam-se num longo comboio de 1001 carruagens que dá voltas ao planeta sem nunca poder parar. Qual luta de classes em movimento, os mais ricos ocupam as carruagens da frente e os mais pobres as de trás. Como no mundo real, os da frente têm mais conforto e os de trás tentam escalar a pirâmide social e agarrar todas as oportunidades. Quando um corpo aparece nas carruagens da frente, a “gestão” percebe que o único detetive de homicídios presente no comboio está na “Cauda” e chama-o ao serviço. Graphic novel de sucesso, a história tinha chegado ao cinema em 2013 por   Bong Joon Ho, esse mesmo, o realizador de Parasitas.

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