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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Trinkets (2019-?)

Junho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Estamos em Portland, em 2019, e entramos num liceu local. Vemos Elodie (Brianna Hildebrand, a adolescente de cabelo rapado de Deadpool), a chegar a uma nova cidade, depois da morte da mãe, para viver com o pai e debater-se com a sua sexualidade; vemos Moe (Kiana Madeira), determinada a mostrar-se como rebelde insensível enquanto tem um romance secreto com um dos rapazes populares e vemos Tabitha (Quintessa Swindell), a rapariga mais bonita e rica da escola que namora com o seu equivalente masculino mas que nem por isso é feliz. E as três juntam-se num grupo de apoio para pessoas viciadas em…roubar. As suas dores e anseios ficam suspensos quando fazem pequenos furtos em lojas. E esse facto torna-as inseparáveis.

Hollywood (2020)

Junho 17, 2020

João Ferreira Dias

Ainda em visionamento, a série Hollywood além do excelente trabalho de reconstituição material, do guarda-roupa ao cenário, é um divertido convite à reflexão sobre como o cinema sempre foi produtor e reprodutor de estereótipos -- da negra serviçal à asiática inadequada para o papel de asiática por ser excessivamente asiática --, assim como se apresenta como reflexo dos meandros de uma sociedade onde o sucesso, a prostituição e os favores sexuais sempre fizeram parte do show business

Comedians In Cars Getting Coffee (2012-?)

Junho 15, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Jerry Seinfeld não precisa de dinheiro nem de notoriedade, o que torna Comedians In Cars Getting Coffee mais interessante ainda. Vê-se que as conversas de Seinfeld com outros membros da realeza norte-americana (e não só) do humor (e não só) são sinceras e que dão genuíno gozo ao host (bem, umas mais do que outras). Escolhido um carro (a grande paixão do comediante) por episódio que reflita a personalidade do convidado é tempo de conversar sobre tudo e nada com o humor que se espera, passando por sessões de café e comida. São viciantes chávenas de cerca de 15 minutos, disponíveis na Netflix.

Turn Up Charlie (2019-?)

Maio 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Para surpresa do mundo, Idris Elba tem um comediante dentro de si. Para desgosto do próximo, ninguém acreditou nisso e teve que ser o próprio a criar uma série de humor para estrelar. Nasceu assim Turn Up Charlie que coloca Elba na pele de Charlie, um DJ de meia-idade, que conheceu a fama há vinte anos mas que hoje vive com a tia, sem dinheiro e que mente aos seus pais, inventando um trabalho bem-sucedido e omitindo já não ter noiva. É quando o seu amigo de infância, David (JJ Field) regressa a Londres, que a vida do DJ começa a mudar. Há amor instantâneo entre Charlie e Gabs Gabs (Frankie Hervey), uma pré-adolescente de pelo na venta que não parece respeitar ninguém e de quem Charlie se torna…ama. Ao mesmo tempo aproxima-se de Sara (Piper Perabo), mulher de David e DJ famosíssima que lhe promete ajuda para um regresso à ribalta. Eis se não quando, do sorumbático Luther, sai um comediante de qualidade que nos oferece a surpresa do ano.

Aos olhos da justiça (2019)

Maio 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Em 1989, uma jovem foi violada e espancada em pleno Central Park, em Nova Iorque. O ato bárbaro levou a que cinco adolescentes fossem condenados a consideráveis penas de prisão. No entanto, apesar de terem estado encarcerados doze anos, não chegaram a cumprir as suas penas na totalidade. Em 2002, o verdadeiro criminoso, num rebate de consciência, confessou-se e foi preso. Os cinco foram libertados, indemnizados e são agora homenageadas numa série Netflix. A homenagem, justa, mostra como a justiça escolheu e condenou cinco jovens negros, de poucos meios, por um crime que não cometeram, mudando para sempre o rumo da sua vida. A questão levantada é simples e complexa: estão os EUA livres de voltar a fazer o mesmo?

Os Últimos Czares (2019)

Maio 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O fim dos Romanov – brutalmente assassinados na cava da casa onde eram prisioneiros políticos – é conhecido. O percurso do Czar Nicolau II desde a subida ao trono até aquela cave, nem tanto. É esse percurso que Os Últimos Czares, série documental da Netflix, nos ajuda a perceber. Recorrendo a atores - Robert Jack, Susanna Herbert ou Ben Cartwright e a estudiosos dos Romanov, como Simon Sebag Montefiore, a série é uma espantosa reconstituição de uma Rússia imperial, em queda, muito graças à forma como o Czar contraria os seus instintos e deixa que a opinião dos que o rodeiam sejam prevalentes. Uma fabulosa reconstituição de época.

Huge in France (2019-?)

Maio 18, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Gad Elmaleh, um dos maiores comediantes franceses, faz de si próprio nesta nova série do Netflix, que explora, com muita piada a diferença entre ser famosa em França e nos EUA. Farto do sucesso garantindo em França, Gad regressa aos EUA onde vive o filho de 15 anos com o qual quase não tem relação. Habituada a ser uma estrela, Gad descobre sem se conformar, que ninguém o conhece nos EUA e que não pode usar a sua influência para ajudar o filho na carreira de modelo, o atalho para ganhar a admiração do rapaz. E só conta com Brian, um solicito assistente como apoio...

Undercover (2019-?)

Maio 17, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Depois do sucesso da organização do Campeonato da Europa de Futebol de 2000, Bélgica e Holanda voltaram-se a unir para, desta vez, para coproduzirem uma série para a Netflix, sobre o tráfico de pastilhas a partir da região belga de Limburg, aqui apresentada como a “Colômbia do Ecstasy”.

Bob (Tom Waes) e Kim (Anna Drjver) são polícias que põem a vida em suspenso para se fazerem passar por um casal que se instala no parque de campismo de Limburg. O cenário algo decrépito, parrasse não ser o local ideal de férias de um barão da droga, mas é lá que Ferry Bouman (Frank Lammers) se sente em casa e tem o seu chalé. Rodeado por bando de aparentes idiotas, Ferry parece ser um Tony Soprano wannabe (e vê-se que Os Sopranos e Breaking Bad tiveram influência nos autores de Undercover).

Mas nas primeiras cenas do vilão da série, entendemos que a sua vilania é a valer. Faz milhões com pastilhas e é duro com os que com ele trabalham. Aqueles que o traem já sabem que não vivem outro dia. Com ar de urso zangando, Ferry é a melhor personagem e aquela que mais se desenvolve ou que pelo menos, mais se revela. Não é fácil ganhar-lhe a confiança, mas a ganância tem sempre o seu papel. Uma bela surpresa, mais ou menos perdida na Netflix, que já tem uma segunda visita a Limberg em preparação.

Castlevania (2017-?)

Maio 10, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Castlevania cruza o mundo de um popular videojogo com o anime japonês e é um sucesso. Percebo porquê, mesmo nunca tendo jogado o título ou sem ter o olho treinador para a animação japonesa. Vlad Tepes, que é como quem diz Drácula, recebe a visita da intrépida Lisa, decidida a que o vampiro lhe ensine os segredos da medicina, para que possa ajudar os humanos. O casal apaixona-se, casa-se e até tem um filho, mas coincidindo com a ausência de Drácula, a Igreja condena Lisa à fogueira como bruxa. Regressado, Vlad trata da sua vingança: exterminar a humanidade, recorrendo a todo o tipo de demónios sanguinários (aqui começamos a ver a violência bastante visual pelo qual a anime é também conhecida). Para evitar o fim do Homem, junta-se um vampiro (só vendo perceberão porquê), uma humana com poderes e Trevor Belmont, o último de uma família de caçadores de vampiros e outras ameaças para a humanidade, fazendo o papel de anti-herói. A terceira temporada está a caminho e promete ser mais do mesmo. Violência e misticismo, misturada com história e bastante humor, numa espécie de Guerra dos Tronos em animação. Originalmente, Castlevania é uma série de jogos da mítica produtora Konami. O primeiro título foi lançado em 1986 e até 2018, dezenas de produtos da série chegaram a todas as consolas e sistemas.

Colateral (2018)

Maio 06, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Se nem sempre vou com a cara falta-de-sal de Carey Mulligan, desta vez ela vai muito bem como detetive londrina, grávida mas com vontade de levar um estranho caso de homícidio até ao fim. Na linha do melhor que se fez nos últimos anos para aqueles lados como  Broadchurch, Sherlock ou Midsomer Murders, Collateral é uma aposta Netflix, em formato minisérie que merece um olho atento.

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