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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

 Virei a última página de O Livro dos Baltimore, coberto de imensa emoção. Tal como A Verdade sobre o caso Harry Quebert, Joël Dicker oferece-nos uma leitura arrebatadora e comovente, que começa por nos fazer viver a maravilhosa adolescência dos Goldman, que muito recorda a série Dawson's Creek, para nos ir conduzindo até ao Drama. Não há spoilers neste texto, há uma indicação de leitura: leiam. Não sei qual dos livros gosto mais, sei que gosto muito de ambos. É (...)
Encontrei-o por acaso, num corredor de uma qualquer feira do livro, abandonado como literatura vulgar. Não o é. "Um Dia" de David Nicholls é um romance cru, profundamente humano e real, sem artifícios ou melodramas dos romances exagerados, com personagens habitados de uma densidade psicológica tremenda, que nos fazem esquecer que lidamos com ficção e não com relatos de vida. Uma viagem pelo crescimento emocional e pelas voltas que a vida dá, entre Edimburgo, Londres e Paris.  
13 Jan, 2017

Homens Bons (2016)

  Arturo Perez Reverte é um dos nomes maiores da literatura espanhola, sendo responsável por clássicos instantâneos como A Rainha do Sul (agora série do Netflix), a série Alatriste (adaptado ao cinema, com Viggo Mortensen no centro da trama) ou O Hussardo. Em 2016, lançou Homens Bons, um livro de aventuras que descreve a viagem dos espanhóis don Hermógenes Molina e almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola, em busca dos 28 volumes da Enciclopédia Francesa (...)
12 Jan, 2017

Lanzarote (2000)

  O francês Michel Houellebecq conquistou-me em 2015, com Submissão, onde imaginava que França seria controlado por um partido islâmico que faria valer os seus ideais. Desde logo se notava a sua escrita mordaz e a sua obsessão por personagens autobiográficas profundamente cínicas, egoístas e com um apetite sexual voraz. Em Submissão, na Paris de 2020, François, um professor (...)
18 Out, 2016

Teia de Cinzas

Como o Francisco já escreveu, Camilla Läckberg não é uma escritora de Nobel, das profundezas da alma humana, das cogitações da humanidade. A sua literatura tem o condão do entretenimento, do lazer de Verão, ou de uma noite de Inverno na paisagem sueca de Fjallbacka. Teia de Cinzas entrecruza acontecimentos espassados por um século, ligados por laços de sangue, por cinzas de fogos e morte. Camilla Läckberg nunca nos defrauda.
Ready Playeer One é o livro que mais me apaixonou este ano. Mesmo depois de ter lido alguns volumes bastante interessantes. Saído da mente de Ernest Cline (escritor, argumentista, pai e geek), leva-nos até 2044. A Terra é um lugar triste, em colapso graças a fome, pobreza, doenças, guerras e escassez de energia. Neste mundo, os mais pobres vivem (...)
11 Ago, 2016

A Terceira Virgem

Da aclamada escritora francesa Fred Vargas, este A Terceira Virgem é um policial interessante e inteligente, onde a poesia se mistura com detalhes sociológicos da Normandia. Dos cafés e cemitérios normandos, de profecias medievais a peculiares agentes policiais. Cumpre muito bem como leitura de Verão, e é fácil imaginá-lo como um filme na linha de Código Da Vinci.     © Fotografia | João Ferreira Dias
26 Jun, 2016

Bar Flaubert

  Encontrado por acaso, mais ou menos como Yannis, a sua personagem principal, descobre Bar Flaubert, um romance jamais publicado e que o seu pai fez questão de o manter nesse estado de solidão literária. Stamatis oferece-nos uma narrativa intensa sobre a busca de um homem por um autor cuja obra lhe arrebata até ao mais profundo de si, arrastando-o (...)
Velhinhos solitários; vidas chatas que sofrem uma mudança inesperada e interessantes flashbacks ao passado. Eis a fórmula que tem conquistado leitores em todo o mundo com títulos como A Improvável Jornada de Harold Fry (Rachel Joyce, 2012) ou A Elizabeth Desapareceu (Emma Healy, 2013). Agora que está a conquistar o mundo é Ove. O sueco é um viuvo (...)