Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

1984 - Graphic Novel (2020)

Novembro 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

1984-george-orwell-companhia-das-letras-poster-70-Seguindo a mesma lógica de simplificação de livros densos, que já aqui explanei há pouco tempo, saiu 1984, a imortal obra-prima de George Orwell, adaptada a graphic novel, por Fido Nesti. Se a história é mais do que conhecida, esta brilhante visualização é uma excelente desculpa para regressara a um dos livros mais relevantes da história da humanidade. Ele, que até se mantém bastante atual.

O Mágico de Auschwitz / O Manuscrito de Birkenau (2020)

Novembro 18, 2020

Francisco Chaveiro Reis

714981.png

No ano em que se assinalam os 75 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, têm chegado às livrarias inúmeras obras sobre a vida no local central do horror nazi. Se a nível mundial, se destacam títulos como O Tatuador de Auschwitz ou o Carteiro de Auschwitz, a nível local, o sempre prolifico José Rodrigues dos Santos lançou dois volumes. Se JRS não será o melhor escritor, não há dúvida que consegue muitas vezes encontrar ângulos alternativos e de interesse. No primeiro volume, muito mais interessante do que o segundo, apresenta-nos Herbert Levin (que existiu de facto), um ilusionista famoso na República Checa, que acaba no gueto judeu e depois, já imaginamos onde. JRS começa por apresentar um vivo da Praga ocupada e da degradação da vida dos seus judeus, sem deixar de passar pelas motivações místicas dos nazis, como a sua crença de que o povo ariano descendia dos atlantes.

Em paralelo, conhecemos a história de Francisco, um português duro, integrado na Legião Estrangeira, que se vê na Rússia, apaixonado por uma jovem russa. No segundo volume, como seria de esperar, vemos já esta dupla em pleno campo, cada um no seu papel.

Se o primeiro volume sabe contar a violência, o segundo, em situação bem mais delicada, nem sempre usa do bom gosto, apesar de ser essencial para concluir a história.

A alma perdida (2020)

Novembro 17, 2020

Francisco Chaveiro Reis

alma-perdida-site.png

Disfarçado de livro infantil, A Alma Perdida, da Nobel, Olga Tokarczuk, é um livro peculiar. Tem pouco mais do que uma página de texto, mas esse texto vale os quase vinte euros da obra. Mas grande parte do livro vive das fabulosas ilustrações de Joanna Concejo. A não perder.

Sapiens: A Origem da Humanidade (2020)

Outubro 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

GN-website-banner-3-2.png

Yuval Noah Harari, professor israelita de história, tem sido um autor de best-sellers, muito graças à forma como simplifica temas de interesse geral. Depois do sucesso mundial de Sapiens, sobre as origens da Humanidade, lançou Homo Deus, onde perspetiva o futuro e 21 Lições para o Séc. XXI, onde perspetiva os desafios que aí vêm. Chegou agora às bancas a versão gráfica de Sapiens, onde, com muito humor e de forma ainda mais simples, na qual Harari trabalhou com David Vandermeulen como coautor e com Daniel Casanave, como ilustrador. 

Follett regressa a Kingsbridge

Outubro 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

_methode_times_prod_web_bin_74c94f8c-fd97-11ea-838

A vida literária de Ken Follett está intimamente ligada a Kingsbridge. É por lá que se passa a ação de Os Pilares da Terra, sucesso literário mundial, publicado em 1989, que deu fama, proveito e fortuna ao galês. Nos dois volumes (pelo menos na versão portuguesa), Follett inicia a sua imagem de marca: contar uma história grandiosa, partindo de uma história particular e aparentemente, modesta. No caso, conta a história de um pedreiro, ambicioso e sonhador, quando de facto nos conta a história da construção de uma grande catedral e faz um vivo da Inglaterra de então.

Follett, até então conhecido pelos seus policiais, regressaria várias vezes a Kingsbridge. Com Um Mundo sem Fim deu continuação à história de Os Pilares da Terra, dois séculos depois, quando quatro crianças testemunham um crime que as acompanhará para sempre e claro, vemos como evoluiu a cidade e a catedral, agora velha dominadora da paisagem. Com outros sucessos pelo meio (três geniais e enormes volumes sobre a história do Séc. XX), Follett regressa a Kingsbridge, visitando-a em 1558 (Nos Pilares da Terra estávamos no Séx. XII) em Uma Coluna de Fogo.

Follet regressa agora a Kingsbridge mas a antes de tudo acontecer. No séc. X, com os viquingues a atacar Inglaterra, conhecemos Edgar, inteligente construtor de barcos transformado em agricultor após os homens do norte lhe destruírem a terra natal; uma nobre da Normandia que se casa e muda de vida e ainda um monge sonhador. Grande em volume e profundidade das histórias entrelaçadas, Kingsbridge: O Amanhecer de Uma Nova Era promete ser mais um sucesso gigantesco.

Coleção RTP/Levoir

Outubro 08, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Captura-de-ecrã-2020-09-03-às-18.50.05.png

Se, na versão graphic novels (sobretudo desde Watchmen, de 1987), a banda desenhada é um género equiparado ao que de melhor se faz, não é raro que o género seja utilizado como forma de simplificar algumas obras. É neste âmbito que surgiu uma feliz coleção da RTP com a Levoir, debruçada nos clássicos, transformados em banda desenhada. Para já, estão disponíveis Alice nos País das Maravilhas; Volta ao Mundo em 80 dias e Odisseia. À razão de um por mês, vão sair mais volumes, que prometem.

O Mágico de Auschwitz (2020)

Outubro 06, 2020

Francisco Chaveiro Reis

70e7b9288acb033b194a36c6f96e5ec5-783x450.jpg

José Rodrigues dos Santos, campeão de vendas de livros em Portugal, acaba de lançar mais um dos seus volumes, desta vez centrado num ilusionista checo, enviado para Auschwitz. O Mágico de Auschwitz (as profissões do campo de concentração estão na moda, nas livrarias), O Grande Nivelli, acabará por se encontrar com o português Francisco Latino, parte da Legião Estrangeira, capturado pelas SS. Se não se esperar um livro muito bem escrito, o novo de JRS, que terá continuação daqui a poucas semanas, mostra, como sempre, um ângulo diferente.

Feira do Livro 2020: as minhas escolhas

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Feira-do-Livro-de-Lisboa-2020_Foto-LUSA.jpg

Balada para Sophie - A nova graphic novel, acabadinha de sair, promete ser a melhor, até agora, da genial dupla Filipe Melo e Juan Caviá. O objeto livro já merecia a compra, tal a beleza da edição da Tinta da China, mas o traço de Caviá e a sensibilidade de Melo, fazem com que valha ainda mais a pena, gastar mais de trinta euros num livro que, inevitavelmente, demora muito menos a ler do que um em prosa. Depois de uma incursão pela Guerra Colonial (Os Vampiros); a busca pela tarte perfeita no Texas e uma passagem pela Berlim da Segunda Guerra Mundial (Comer/Beber), a dupla apresenta agora a história de “dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro”.

O Árabe do Futuro, 4 – Outra graphic novel de qualidade superior, a quarta parte da biografia do autor, Riad Sattouf, centra-se nos anos de 1987 a 1992. Filho de pai sírio e mãe francesa, Riad passou a infância e adolescência no Médio Oriente e é esse choque de culturas e mentalidades que conta. Neste volume, o menino de cabelo loiro é já adolescente, está cada vez mais dividido entre as culturas francesa e síria e vê a relação dos pais cada vez pior. O pai mudou-se agora sozinho para a Arábia Saudita e virou-se para a religião, provocando desgaste na mãe, farta de tantos anos a seguir o marido e com vontade de regressar a França.

Verões Felizes, 1 e 2 Mais duas graphic novels (a minha tendência para esta feira). Zidrou e Jordi Lafrebre apresentam dois volumes com histórias simples – férias em família – mas carregadas de sensibilidade e nostalgia.

Em tudo havia beleza Considerado um dos melhores e mais belos livros de 2019, a obra do espanhol Manuel Vilas, é profundamente autobiográfica: “Impelido por esta convicção, Manuel Vilas compõe, com uma voz corajosa, desencantada, poética, o relato íntimo de uma vida e de um país. Simultaneamente filho e pai, autor e narrador, Vilas escava no passado, procurando recompor as peças, lutando para fazer presente quem já não está. Porque os laços com a família, com os que amamos, mesmo que distantes ou ausentes, são o que nos sustém, o que nos define. São esses mesmos laços que nos permitem ver, à distância do tempo, que a beleza está nos mais simples gestos quotidianos, no afecto contido, inconfessado, e até nas palavras não ditas”.

Os Sete Pilares da Sabedoria (1922)

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub