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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Livros para o verão - 2

Julho 13, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O Enigma do Quarto 622

Joel Dicker

"Numa noite de dezembro, um cadáver jaz no chão do quarto 622 do Palace de Verbier, um luxuoso hotel nos Alpes suíços. A morte misteriosa ocorre em plena festa anual de um prestigiado banco suíço, nas vésperas da nomeação do seu presidente. A investigação policial nada conclui e a passagem do tempo leva a que o caso seja praticamente esquecido.Quinze anos mais tarde, o escritor Joël Dicker hospeda-se nesse mesmo hotel para recuperar de um desgosto amoroso e para fazer o luto do seu estimado editor. Ao dar entrada no hotel para o que esperava ser uns dias de tranquilidade e inspiração, não imaginava que acabaria a investigar esse crime do passado. Não o fará sozinho: Scarlett, uma bela mulher hospedada no quarto ao lado do seu, acompanhá-lo-á na resolução do mistério, ao mesmo tempo que vai decifrando a receita para escrever um bom livro"

Livros para o verão - 1

Julho 12, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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As sete mortes de Evelyn Hardcastle

Stuart Turton

"O que começa como uma celebração termina em tragédia. Os Hardcastle organizaram uma festa em Blackheath, a sua casa de campo, para anunciar o noivado da filha Evelyn. no final da noite, quando fogos de artifício explodem no céu, a jovem é morta. Mas Evelyn não vai morrer uma vez. Até que Aiden Bishop, um dos convidados, não resolva o seu assassinato, o dia vai repetir-se constantemente, sempre com o mesmo final triste. A única maneira de quebrar este ciclo é identificar o assassino. Sempre que o dia fatídico recomeça, Aiden acorda no corpo de um convidado diferente. E alguém está determinado a impedir Aiden de escapar de Blackheath."

A Biblioteca dos Livros Proibidos (2018)

Julho 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A Biblioteca dos Livros Proibidos (não confundir com A Oficina dos Livros Proibidos de Eduardo Roca que também merece leitura e para além do nome tem uma capa semelhante), apesar de estar nas bocas do mundo há alguns meses, só agora me chegou às mãos. E é fácil de entender o buzz. Há anos que a humanidade presta atenção a romances históricos, livros que revelam segredos e a policiais. O livro de Tom Pugh leva-nos até 1562 e à Moscovo onde Matthew Longstaff tem como missão roubar um livro da biblioteca pessoal de Ivan, o Terrível. Igualmente ladrão de livros é Gaetan Durant, com a missão de roubar o rei da Dinamarca. Ambos trabalham para os Otiosi, “grupo clandestino de livres-pensadores determinado a manter acesa a chama do livre-pensamento que começa a expandir-se por toda a Europa”. Sobre os Otiosi paira a sombra de Gregorio Spina e da Inquisição italiana, disposta a destruir o que considera ser a “Biblioteca do Diabo”.

Habibi (2011)

Julho 01, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Passagens do Corão, histórias tradicionais do Norte de África e do Médio Oriente e um piscar de olho a  “1001 Noites” envolvem a história de amor mutável de Dodola e Zam, dois órfãos, num país vagamente islâmico e num tempo que só com a leitura avançado percebermos (com algum espanto) ser o atual. Depois de Blankets, Craig Thompson criou uma graphic novel ainda melhor, mais profunda e mais emocional, onde mostra ser um mestre no contar de histórias e no desenho, pleno de pormenores a cada página, o que explica os cerca de seis anos que durou a sua criação.

Serotinina (2019)

Junho 29, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Quatro anos depois de Submissão, Michel Houellebecq regressa às livrarias com Serotonina, seu sétimo romance, onde um homem de meia idade, cínico e com pouco talento para a felicidade, está no centro da trama. Florent-Claude Labrouste, 46 anos, funcionário do Ministério da Agricultura está no centro de tudo. Pouco contente com o seu emprego e com a relação que tem com uma mulher mais nova, aproveita a descoberta de vídeos íntimos da namorada para deitar tudo ao ar. Passa então a andar por Paris, entre restaurantes, bares e lojas, tendo a sua depressão como companhia, contemplando a decadência da sociedade europeia.

Uma gaiola de ouro (2019)

Junho 26, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Não é de crer que Camilla Lackberg se tenha fartado do seu casal de heróis, Patrick e Erica, centrais na sua obra mas, desta vez a história que nos traz não é passada em Fjallbacka nem tem o simpático polícia e a determinada escritora como protagonistas. Desta vez, conhecemos outro casal, bastante mais rico, mas bastante menos harmonioso. “Uma gaiola de ouro”, apresenta Faye, nos seus trintas mas totalmente devotada ao marido e à filha, fazendo de tudo para que o marido se concentre apenas na empresa e nos negócios. E fazer tudo, inclui esquecer-se de cuidar de si e esquecer-se que teve um papel determinante no início da empresa. Quando se vÊ traída por uma mulher mais jovem e espoliada da fortuna que ajudou a construir, Faye arquiteta uma terrível vingança que traga ao ex-marido, a pobreza e a humilhação. Escrito com a mestria habitual, este é mais um êxito da rainha do policial nórdico.

Mergulhando em Agustina

Junho 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Atemorizado pela sua escrita densa e er, iniciei-me em Agustina, já depois da sua morte, com a edição recente de Party/A Casa, duas coleções de diálogos para filmes de Manoel de Oliveira. Pude constatar (não que fosse necessária a minha validação) que o epiteto de génio, frequentemente atribuído a Agustina, é mais do que justo. Este, lê-se de uma penada e é uma delícia completa. Já sei que os outros vão ser uma missão mais dura mas pelo que se diz, igualmente prazerosa. Vou então, subir de nível. 

Jiro Taniguchi

Junho 22, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Chamo ao blogue Jiro Taniguchi. Taniguchi, japonês, que nos deixou em fevereiro de 2017, aos 69 anos, foi um mestre da banda desenhada, distinguindo-se na manga e nas graphic novels. Vencedor por duas vezes (caso único entre os japoneses) do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, Taniguchi teve uma carreira marcada entre a ponte entre a banda desenhada japonesa e a ocidental. Depois de ter sido empregado de escritório, começou a carreira como assistente de Kyota Ishikawa tendo publicado a sua primeira história em 1970. Foi nos anos 70 que conheceu a banda desenhada europeia, que para o sempre o influenciou. Teve uma carreira recheada, da qual destaco dois títulos: O Diário De Meu Pai e Terra De Sonhos. Em O Diário de Meu Pai, Taniguchi conta a história de Yoshi que regressa a Tottori, sua terra natal, para assistir ao funeral do seu pai e descobrir afinal quem era aquela homem austero. Numa viagem às suas raízes, Yoshi começa a perceber que a vida do país foi muito mais do que aquilo que ele julgava saber. É uma obra-prima de sensibilidade, na qual se nota a mescla perfeita entre a banda desenhada japonesa e a europeia, marca da obra de Taniguchi. Semelhante sensação passa Terra de Sonhos, que reúne cinco contos, com destaque para aquele que conta a história de um casal, sem filhos, que adota um cão e cuida dele até à sua morte e o vazio que esta traz. Mais uma prova da sensibilidade e de como as histórias mais simples podem ter o que ensinar.

A Possibilidade de Uma Ilha (2005)

Junho 06, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A Possibilidade de Uma Ilha é-nos contado através das entradas de três diários. O mais extenso é o de Daniel 1, comediante francês de meia-idade, inteligente, cínico e com grande apetite sexual (como todas as personagens centrais de Michel Houellebecq) que após ter perdido o gosto pela carreira e ter ganho vários milhões, vive uma vida sem grande sentido, indo-se distraindo com Esther, uma jovem e debochada espanhola e com os Eloim, uma estranha seita que evolui para a resposta do ser humano à imortalidade. Os outros diários são os de Daniel 24 e 25, neo-humanos, descendentes diretos de Daniel, criados como parte de uma nova e melhorada raça mais ou menos humana. É mais um soco de Houellebecq, provavelmente o autor mais interessante e inquietante da atualidade, que nos faz pensar na velhice, embrulhando essa angústia pessoal numa ficção científica de segunda.

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