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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Follett regressa a Kingsbridge

Outubro 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A vida literária de Ken Follett está intimamente ligada a Kingsbridge. É por lá que se passa a ação de Os Pilares da Terra, sucesso literário mundial, publicado em 1989, que deu fama, proveito e fortuna ao galês. Nos dois volumes (pelo menos na versão portuguesa), Follett inicia a sua imagem de marca: contar uma história grandiosa, partindo de uma história particular e aparentemente, modesta. No caso, conta a história de um pedreiro, ambicioso e sonhador, quando de facto nos conta a história da construção de uma grande catedral e faz um vivo da Inglaterra de então.

Follett, até então conhecido pelos seus policiais, regressaria várias vezes a Kingsbridge. Com Um Mundo sem Fim deu continuação à história de Os Pilares da Terra, dois séculos depois, quando quatro crianças testemunham um crime que as acompanhará para sempre e claro, vemos como evoluiu a cidade e a catedral, agora velha dominadora da paisagem. Com outros sucessos pelo meio (três geniais e enormes volumes sobre a história do Séc. XX), Follett regressa a Kingsbridge, visitando-a em 1558 (Nos Pilares da Terra estávamos no Séx. XII) em Uma Coluna de Fogo.

Follet regressa agora a Kingsbridge mas a antes de tudo acontecer. No séc. X, com os viquingues a atacar Inglaterra, conhecemos Edgar, inteligente construtor de barcos transformado em agricultor após os homens do norte lhe destruírem a terra natal; uma nobre da Normandia que se casa e muda de vida e ainda um monge sonhador. Grande em volume e profundidade das histórias entrelaçadas, Kingsbridge: O Amanhecer de Uma Nova Era promete ser mais um sucesso gigantesco.

Coleção RTP/Levoir

Outubro 08, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Se, na versão graphic novels (sobretudo desde Watchmen, de 1987), a banda desenhada é um género equiparado ao que de melhor se faz, não é raro que o género seja utilizado como forma de simplificar algumas obras. É neste âmbito que surgiu uma feliz coleção da RTP com a Levoir, debruçada nos clássicos, transformados em banda desenhada. Para já, estão disponíveis Alice nos País das Maravilhas; Volta ao Mundo em 80 dias e Odisseia. À razão de um por mês, vão sair mais volumes, que prometem.

O Mágico de Auschwitz (2020)

Outubro 06, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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José Rodrigues dos Santos, campeão de vendas de livros em Portugal, acaba de lançar mais um dos seus volumes, desta vez centrado num ilusionista checo, enviado para Auschwitz. O Mágico de Auschwitz (as profissões do campo de concentração estão na moda, nas livrarias), O Grande Nivelli, acabará por se encontrar com o português Francisco Latino, parte da Legião Estrangeira, capturado pelas SS. Se não se esperar um livro muito bem escrito, o novo de JRS, que terá continuação daqui a poucas semanas, mostra, como sempre, um ângulo diferente.

Feira do Livro 2020: as minhas escolhas

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Balada para Sophie - A nova graphic novel, acabadinha de sair, promete ser a melhor, até agora, da genial dupla Filipe Melo e Juan Caviá. O objeto livro já merecia a compra, tal a beleza da edição da Tinta da China, mas o traço de Caviá e a sensibilidade de Melo, fazem com que valha ainda mais a pena, gastar mais de trinta euros num livro que, inevitavelmente, demora muito menos a ler do que um em prosa. Depois de uma incursão pela Guerra Colonial (Os Vampiros); a busca pela tarte perfeita no Texas e uma passagem pela Berlim da Segunda Guerra Mundial (Comer/Beber), a dupla apresenta agora a história de “dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro”.

O Árabe do Futuro, 4 – Outra graphic novel de qualidade superior, a quarta parte da biografia do autor, Riad Sattouf, centra-se nos anos de 1987 a 1992. Filho de pai sírio e mãe francesa, Riad passou a infância e adolescência no Médio Oriente e é esse choque de culturas e mentalidades que conta. Neste volume, o menino de cabelo loiro é já adolescente, está cada vez mais dividido entre as culturas francesa e síria e vê a relação dos pais cada vez pior. O pai mudou-se agora sozinho para a Arábia Saudita e virou-se para a religião, provocando desgaste na mãe, farta de tantos anos a seguir o marido e com vontade de regressar a França.

Verões Felizes, 1 e 2 Mais duas graphic novels (a minha tendência para esta feira). Zidrou e Jordi Lafrebre apresentam dois volumes com histórias simples – férias em família – mas carregadas de sensibilidade e nostalgia.

Em tudo havia beleza Considerado um dos melhores e mais belos livros de 2019, a obra do espanhol Manuel Vilas, é profundamente autobiográfica: “Impelido por esta convicção, Manuel Vilas compõe, com uma voz corajosa, desencantada, poética, o relato íntimo de uma vida e de um país. Simultaneamente filho e pai, autor e narrador, Vilas escava no passado, procurando recompor as peças, lutando para fazer presente quem já não está. Porque os laços com a família, com os que amamos, mesmo que distantes ou ausentes, são o que nos sustém, o que nos define. São esses mesmos laços que nos permitem ver, à distância do tempo, que a beleza está nos mais simples gestos quotidianos, no afecto contido, inconfessado, e até nas palavras não ditas”.

Os Sete Pilares da Sabedoria (1922)

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Asas de Prata (2020)

Agosto 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

maxresdefault.jpgVerão não o é sem um novo livro de Camilla Lackberg, a princesa dos policiais nórdicos. Com a sua série principal em pausa – as aventuras do polícia Patrik e da mulher, a escritora Erica - sai “Asas de Prata”. Continuação de “Uma Gaiola de Ouro”, acompanha a história de Faye, uma mulher que se anulou a bem do casamento com um homem que haveria de ser bem-sucedido por sua causa, apenas para depois trair e desprezar Faye. Com a vingança contra o marido bem sucedida, Faye é agora uma empresária de gabarito que se prepara para “atacar” o mercado americano.

Terra Americana (2020)

Agosto 18, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Se Terra Americana fosse apenas a história de como Lydia e o seu filho Luca fogem de um cartel do narcotráfico, rumo aos EUA, deixando para trás dezasseis familiares mortos, já seria um livro interessante e, provavelmente, um best-seller, mas o livro de Jeanine Cummins. Mas é isso e muito mais.

No centro da ação está uma pacata família de Acapulco, uma cidade tradicionalmente turística, agora transformada em terreno de combate de carteis. Lydia, a mãe, tem uma livraria; Sebastián, o pai, é jornalista especializado em crime organizado e Luca, o filho, é uma criança como outra qualquer. Só quando um churrasco de família é interrompido por um massacre é que Lydia percebe que o último artigo do marido teve um impacto inesperado. Escondida na casa de banho com o filho, Lydia tem que esquecer a dor de perder marido, mãe e resto da família e põe-se em fuga. Afinal, atrás de si, tem o mais poderoso dos carteis, liderado por Javier, um homem que frequenta a sua livraria, charmoso e com quem mantem uma espécie de romance platónico, pelo menos até conhecer a sua verdadeira identidade.

Já seria uma história marcante, mas Terra Americana é verdadeiramente sobre todas as histórias que Lydia encontra pelo caminho. A bordo da Besta, um comboio de mercadorias onde se entra, em movimento com perigo de perder um braço, uma perna ou a vida, Lydia vai tentando seguir em frente. É na Besta e nas suas paragens que conhece duas irmãs a quem a beleza só traz o fardo da violação constante; um menino pouco mais velho do que o filho, que vivia sozinho no meio do lixo ou um adolescente que tenta fugir do mesmo cartel que procura Lydia. E há ainda a viagem a pé, na fronteira, até chegar aos EUA, onde há ainda mais histórias tristes.

Um livro duríssimo que mostra as lutas diárias daqueles que são obrigados a deixar as suas casas apenas para serem mal recebidos.

Livros para o verão - 2

Julho 13, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O Enigma do Quarto 622

Joel Dicker

"Numa noite de dezembro, um cadáver jaz no chão do quarto 622 do Palace de Verbier, um luxuoso hotel nos Alpes suíços. A morte misteriosa ocorre em plena festa anual de um prestigiado banco suíço, nas vésperas da nomeação do seu presidente. A investigação policial nada conclui e a passagem do tempo leva a que o caso seja praticamente esquecido.Quinze anos mais tarde, o escritor Joël Dicker hospeda-se nesse mesmo hotel para recuperar de um desgosto amoroso e para fazer o luto do seu estimado editor. Ao dar entrada no hotel para o que esperava ser uns dias de tranquilidade e inspiração, não imaginava que acabaria a investigar esse crime do passado. Não o fará sozinho: Scarlett, uma bela mulher hospedada no quarto ao lado do seu, acompanhá-lo-á na resolução do mistério, ao mesmo tempo que vai decifrando a receita para escrever um bom livro"

Livros para o verão - 1

Julho 12, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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As sete mortes de Evelyn Hardcastle

Stuart Turton

"O que começa como uma celebração termina em tragédia. Os Hardcastle organizaram uma festa em Blackheath, a sua casa de campo, para anunciar o noivado da filha Evelyn. no final da noite, quando fogos de artifício explodem no céu, a jovem é morta. Mas Evelyn não vai morrer uma vez. Até que Aiden Bishop, um dos convidados, não resolva o seu assassinato, o dia vai repetir-se constantemente, sempre com o mesmo final triste. A única maneira de quebrar este ciclo é identificar o assassino. Sempre que o dia fatídico recomeça, Aiden acorda no corpo de um convidado diferente. E alguém está determinado a impedir Aiden de escapar de Blackheath."

A Biblioteca dos Livros Proibidos (2018)

Julho 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A Biblioteca dos Livros Proibidos (não confundir com A Oficina dos Livros Proibidos de Eduardo Roca que também merece leitura e para além do nome tem uma capa semelhante), apesar de estar nas bocas do mundo há alguns meses, só agora me chegou às mãos. E é fácil de entender o buzz. Há anos que a humanidade presta atenção a romances históricos, livros que revelam segredos e a policiais. O livro de Tom Pugh leva-nos até 1562 e à Moscovo onde Matthew Longstaff tem como missão roubar um livro da biblioteca pessoal de Ivan, o Terrível. Igualmente ladrão de livros é Gaetan Durant, com a missão de roubar o rei da Dinamarca. Ambos trabalham para os Otiosi, “grupo clandestino de livres-pensadores determinado a manter acesa a chama do livre-pensamento que começa a expandir-se por toda a Europa”. Sobre os Otiosi paira a sombra de Gregorio Spina e da Inquisição italiana, disposta a destruir o que considera ser a “Biblioteca do Diabo”.

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