Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

An American Pickle (2020)

Setembro 02, 2020

Francisco Chaveiro Reis

an-american-pickle-movie-review-2020.jpg

An American Pickle não é um filme genial, mas, protagonizado por um dos nomes mais relevantes da comédia americana dos últimos anos, Seth Rogen, reveste-se de algum interesse, sobretudo pelo absurdo. Herschel, um judeu polaco, emigra para os EUA em 1919 em busca de uma vida melhor. Os seus planos são interrompidos quando cai num reservatório gigante de pickles. É lá que fica conservado por cem anos, acabando por ser acordado em 2019 e viver com o seu bisneto, Ben. Desbocado e desadequado, Herschel transforma-se num homem de sucesso – produtor de picles caseiro, curiosidade para os endinheirados de Brooklyn e uma celebridade no Twitter – enquanto Ben não para de o desiludir. Herschel é um triunfo à la Borat, num filme suficiente, mas, divertido.

Brave New World (2020)

Agosto 20, 2020

Francisco Chaveiro Reis

sky-brave-new-world-trailer-1024x576.jpg

Em 2020, a HBO traz ao pequeno ecrã do streaming a adaptação da obra visionária de Aldus Huxley, Admirável Mundo Novo (1932). A história de um futuro onde a Humanidade não tem problemas, vivendo numa sociedade perfeita onde a privacidade e monogamia são proibidas. Nesta distopia, estamos na cidade de Nova Londres, na qual todos nascem com um papel definido no “corpo social” (os Alfas + são líderes, os Betas têm profissões intermédias e por aí adiante) e onde a felicidade é uma escolha, afinal, há sexo a rodos e comprimidos de todas as cores para inibir sentimentos negativos.

Ainda assim, esta sociedade perfeita não chega a Bernard (Harry Lloyd, o desprezível irmão de Daenerys em Game of Thrones), Alfa + e psicólogo e a Lenina (Jessica Brown Findley, a irmã mais nova em Downton Abbey), Beta, vacinadora com tendência para ser monógama. É quando visitam a reserva de “selvagens” (humanos tradicionais), que conhecem John (Alden Ehrenreich, o mais recente Han Solo) e uma forma mais parecida com a sua, de pensar. Ainda assim é John que os acompanha no regresso a Nova Londres, criando ondas de choque.

Banshee (2013-2016)

Julho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

banshee.jpg

Só agora cheguei ao mundo absolutamente louco de Banshee, nome de uma pequena cidade norte-americana, bem como de um ser da mitologia celta. Saída da prisão, após quinze anos, um misterioso homem (Anthony Star) vê-se naquela localidade da Pensilvânia para encontrar a namorada, Ana (Ivana Milicevic). Mas quinze anos são tempo a mais e Ana, agora Carrie, seguiu em frente, tem marido, dois filhos e emprego. E nem sequer tem os diamantes que fizeram com que o ex ficasse na prisão tanto tempo. Lambendo as feridas do bolso e do peito, num bar local, acaba por se envolver numa cena de pancada. Resultado: dois assaltantes mortos e igual destino para Lucas Hood, o novo xerife. E se ninguém conhecia ainda Hood, o nosso homem misterioso não tem problemas alguns em lhe ficar com a identidade, passando de presidiário a chefe da minúscula esquadra. Tudo para estar mais perto de Ana. É assim que dá azo à sua veia violenta para épicos arraiais de pancada que se parecem ser afrodisíacos para o mulherio que o rodeia. Mesmo tendo que lidar com o arruaceiro local, Kai, amish transformado em rico industrial da carne, o perigo maior é Rabbit, o dono dos tais diamantes.

Chernobyl (2019)

Julho 23, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Chernobyl-HBO-1280x720.jpgPoucas semanas depois do acidente de Chernobyl ter feito trinta e três anos, a HBO estreou uma minissérie de cinco episódios na qual mergulha nos anos 80 na União Soviética e nas consequências imediatas da explosão do reator. Um elenco de luxo (Jared Harris, Stellan Skarsgard, Emily Watson ou Barry Keoghan) mostra-nos como existiu falta de atenção na manutenção e como houve tentativa política de esconder a verdadeira situação. Apesar de focar homens de maior importância, como Mikhail Gorbachev, o interesse narrativo está na humanização das vítimas. Da mulher em breve viúva de um bombeiro até ao rapaz cuja a incumbência é dar matar cães ao tiro para evitar que transportem radiações, ficamos a conhecer a macabra influência do acidente em todos os aspetos das vidas. Mas claro que a visão, muito gráfica, dos efeitos da radioatividade no corpo humano, é quase tão chocante como as tentativas soviéticas de reafirmar que estava tudo bem.

Rainhas e princesas

Junho 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Estão disponíveis no HBO, três séries da Starz sobre a história de Inglaterra entre os Séc. XV e XVI, baseadas nos livros de enorme sucesso de Phillipa Gregory.

1.jpgA Rainha Branca (2013)

Em plena Guerra das Rosas, a nobre viúva Elizabeth (Rebecca Fergunson), conquista o novo rei, Eduardo (Max Irons), mesmo que as famílias tenham estado em lados opostos da disputa. Contra o ceticismo da família de Elizabeth e a forte oposição da de Eduardo, decidida a formar uma aliança com França, Elizabeth torna-se Rainha de Inglaterra. A partir daqui as intrigas e conspirações ameaçam o casal e não há lealdades certas, destacando-se o Conde de Warwick (James Frain), Fazedor de Reis, como o grande vilão. Nomeado para vários prémios, A Rainha Branca, é um fresco impressionante de uma época decisiva da história inglesa.

2.jpg

A Princesa Branca (2017)

Quatro anos mais tarde, a Starz voltou a recorrer à mesma fonte. Elizabeth (Jodie Comer) é uma nobre da casa de York que tem a missão de, a contragosto, casar com o Rei Henry (Jacob Collins-Levy) e assim unir finalmente as duas fações e acabar com a Guerra das Rosas. Mesmo tratando-se de um casamento político, o casal acaba por se aproximar e ganhar afeto. Não que isso impeça cada uma das fações de continuar a lutar nas sombras contra a outra e contra o casamento. Elizabeth é obrigada constantemente a provar que está ao lado do Rei, mesmo que isso signifique amiúde, estar contra a sua família. Uma grande interpretação de Comer pré-Killing Eve.

3.jpg

A Princesa Espanhola (2019)

Já este ano, chegou a história de Catarina de Aragão (Charlotte Hope), princesa espanhola que viajou para Inglaterra para unir os dois países através do casamento com Arthur (filho de Elizabeth e Henry de A Princesa Branca). Mas história é conhecida. Artur morreu e Catarina acabou por se casar com Heny VIII, provavelmente o monarca inglês mais conhecido que, para se livrar de Catarina, rompeu com a Igreja. Mas aqui, ainda são jovens e apaixonados. Esta é, como as duas séries anteriores, uma história de conspirações.

The Act (2019)

Junho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

1280_720.jpg

Dee Dee Blanchard, norte-americana, mãe dedicada de Gipsy, uma adolescente que viveu toda a vida com problemas de saúde, foi assassinada em junho de 2015. Não muito tempo depois descobriu-se que fora Gipsy a autora moral do crime e que tinha usado Nick, seu namorado (apenas online, na maior parte do tempo) como braço armado. Esta história real deu azo a The Act, série da Hulu, exibida em Portugal pela HBO com Patricia Arquette como Dee Dee e Joey King como Gipsy.

Mas o que motivou Gipsy a mandar matar a mãe que cuidara dela toda a vida? Bem, esse era precisamente o problema. Gipsy era uma adolescente perfeitamente normal e nunca precisou dos cuidados de saúde (incluindo cadeira de rodas e alimentação por um tubo) que a mãe lhe prestou. E Dee Dee, com um claro distúrbio, só o fez para manter a filha sob a sua proteção e controlo e tirar daí proveito financeiro e material (doações de bens e dinheiro e a casa onde viviam). Farta das limitações que nem tinha, Gipsy, com a ajuda de Nick (e de Victor, a outra personalidade do namorado…), planeou a morte da mãe da esperança cor-de-rosa de passar a viver uma vida de sonho. Não só cedo percebeu que Nick não lhe daria isso como a polícia lhe bateu à porta.

 

Euphoria (2019-?)

Maio 26, 2020

Francisco Chaveiro Reis

1280_720.jpg

Cru, duro e muitas vezes, literalmente nu, assim é o retrato que Euphoria faz da adolescência ocidental, onde há necessidade viver tudo, no limite e rapidamente. No centro, está Rue (Zendaya, ex-menina Disney), que regressa às aulas após um verão de overdose e desintoxicação. Atormentada pelo passado e com necessidade constante de escape, continua a drogar-se, engando a mãe e irmã e caminhando para o abismo, seja lá isso, o que for. Eis se não quando, lhe aparece à frente, Jules (a ativista Hunter Schafer), cheia de estilo e de dores da separação dos pais e se torna na sua melhor amiga e razão de abstinência de drogas, ao mesmo tempo que se apaixona por estranhos via app´s. Num mundo digital, há ainda a gordinha que perde a virgindade e é filmada, acabando por virar o jogo e transformar-se numa sensação sexy em sites pornográficos. Há o menino perfeito, com uma a namorada perfeita que cresce à sombra de um pai dominador e que tem tendência para o controlo e violência. E existe a boazona, disposta a tudo, para que gostem dela, confundido o sexo com o amor e existe muito mais, num ecossistema de uma realidade aparentemente paralela que afinal acontece aqui ao lado.

Lambs of God (2019)

Maio 16, 2020

Francisco Chaveiro Reis

lambs-of-god.jpg

Algures na Austrália, numa ilha esquecida pela Igreja e pelos tempos, vivem três irmãs, as últimas da peculiar Ordem de Saint Agnes. Iphigenia (Essie Davis) e Margarita (Ann Dowd) juntaram-se à ordem para fugir das suas vidas e Carla (Jessica Barden), só sabe que foi deixado à porta do convento em ruínas que lhe serve de casa. Entre orações e histórias, as irmãs cuidam os seus cordeiros (que acreditam ser a reencarnação das irmãs que já partiram) e tricotam a sua lã. A sua vida calma é interrompida quando o Padre Ignatius (Sam Reid) chega à ilha para avaliar a propriedade onde vive as irmãs, que ele nem sabia que existiam. A Igreja quer vender o mosteiro que será transformado num hotel de luxo. E isso, é algo que as três irmãs não podem permitir, fazendo da vida de Ignatius, um cativeiro e um inferno. Mais de quatro horas cheias de surpresas, a começar pela época. Quando penamos estar algures na Idade Média, o telemóvel de Ignatius toca…

O Pioneiro (2019)

Maio 12, 2020

Francisco Chaveiro Reis

hhhhhhh.jpg

Jesus Gil y Gil (1933-2004) é conhecido em Portugal por ter sido presidente do Atlético de Madrid, tendo em muito contribuído Paulo Futre para a sua eleição, como decisivo trunfo. Polémico no futebol, a nova série da HBO, O Pioneiro, conta a vida do espanhol, que foi, afinal, polémico em todos os aspetos da sua vida. Recorrendo a diversos testemunhos, desde o dos filhos ao dos opositores políticos, passando por Futre, e a imagens da vida pública de Gil, este documentário conta como o empresário se fez, fazendo fortuna a qualquer custo mas sempre de forma engenhosa e inovadora criando uma cidade onde nada existia ou vitalizado Marbella, colocando-a no mapa do luxo. Vendedor de carros, promotor imobiliário, presidente de um clube ou político foram algumas das facetas de um self made man à espanhola.

The Loudest Voice (2019)

Maio 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

sssssssss.jpeg

The Loudest Voice, nova aposta da Showtime, disponibilizada em Portugal via HBO, conta a história da criação e ascensão da Fox News, canal aqui mostrado como o braço armado de uma América do Norte altamente conservadora. Baseado no livro de 2014, “The Loudest Voice in the Room: How the Brilliant, Bombastic Roger Ailes Built Fox News--and Divided a Country”, de Gabriel Sherman, a minisérie (6 episódios de cerca de uma hora cada um), chama o australiano Russell Crowe a vestir a volumosa pele de Roger Ailes, assessor de Nixon, Reagan e George. H. W. Bush ou Giuliani antes de se dedicar ao mundo da televisão, nunca pondo de parte a sua veia política. Em 1996, a pedido de Rupert Murdoch, liderou a Fox News que mudou para sempre a forma de fazer informação em televisão.  Apesar de aparentemente datada, a série aborda questões pertinentes e atuais como a ideologia atrás de supostas notícias ou o assédio por parte de pessoas numa posição de vantagem, como era o caso do próprio Ailes. 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D