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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

A Mulher (2017)

Agosto 07, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Joan Castleman (Glenn Close) é uma mulher fiel e dedicada mas começa a ter dúvidas em relação ao seu marido Joe (Jonathan Pryce) quando estão a voar para Estocolmo. Joe irá receber o Prémio Nobel da Literatura mas é Joan que escreve os livros do marido. O casal conheceu-se quando Joe era professor e um escritor mediano e Joan revelou-se uma estudante brilhante e começou a rescrever os textos do marido, com medo que, como mulher não fosse levada a sério. E é em Estocolmo que Joan pensa no seu percurso de vida e nos seus erros. O que seria desta fabulosa Glenn Close se não fosse contemporânea de Meryl Streep?

O segredo da poção mágica (2018)

Agosto 05, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Depois de se ter passeado em imagem real em quatro filmes entre 1999 e 2012, a dupla Asterix e Obelix regressou à animação em 2014 para a adaptação d´O Domínio dos Deuses. Agora, chega O segredo da poção mágica, no qual o druida Panoramix (voz de Bernard Alane) corre a Gália em busca de um sucessor a quem possa passar o segredo da poção que dá força sobre-humana aos irredutíveis gauleses. Com Christian Clavier a dar voz a Asterix (já lhe tinha dado voz e corpo nos dois primeiros filmes de imagem real) e Guillaume Briat a Obelix, esta é uma história tradicional com muito humor e peripécias que piscam um olho à atualidade. Um bocado muito bem passado.

First Man (2018)

Agosto 02, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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First Man (traduzido para português como um mais óbvio “O primeiro homem na lua”) conta a história de Neil Armstrong, de facto, o primeiro ser humano a pisar solo lunar, mas conta sobretudo a história de vida de um homem ensimesmado, focado e marcado pela morte prematura da filha mais nova. Se a sua ida para a missão que o levaria à Lua tem papel de relevo no filme, não menos importante são as suas relações. Com a mulher Janet (Claire Foy), com os filhos e com os colegas, alguns dos quais não sobrevivem aos diversos estágios da corrida pela conquista do espaço. Damien Chazelle (Wiplash ou La La Land) conta com mestria a história do homem, tendo várias vezes os tiques de usar os planos contemplativos à la Malick ou de simplesmente ser mais longo ou chato do que tinha que ser. Funciona, no global, mas dá ideia que podia funcionar muito melhor.

Como falar com raparigas em festas (2017)

Julho 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Enn (Alex Sharp) é um punk wannabe na Londres dos anos 70. Falhado típico, com dois típicos amigos falhados e atividades de falhado, acaba por ver a sua vida mudar quando dá de caras com uma nave espacial, com uma sociedade muito particular lá dentro. Claro que quando vê Zan (Elle Fanning), passa a não ter olhos para mais nada. E parece que ela também lhe acha piada, tanto que se liberta das amarras da sua cultura para experimentar a cultura londrina, conhecer a Rainha Punk, Boadicea (Nicole Kidman) e ainda aventurar-se num dueto musical com Enn. Tudo isto, claro, enquanto que se dá um amor impossível.

Rocketman (2019)

Julho 29, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Menos badalado, Rocketman está para Elton John como Bohemian Rhapsody está para Freddie Mercury e, fosse isto uma competição, o Elton de Taron Egerton empataria (pelo menos) com o Freddie de Rami Malek (que parece que esteve quase quase a aparecer em Rocketman). O filme acompanha um Elton John em terapia (entrada em grande), lutando contra vícios e fantasmas, à medida que vai recordando a sua vida. No fundo, Rocketman repete a fórmula vencedora de Bohemian Rhapsody, contando como um rapaz sensível e diferente dos outros, em Inglaterra, começa a marcar encontro com o seu destino. E não é de estranhar, já que os dois biopics têm a mão de Derek Fletcher que no caso da história de Freddie Mercury, foi uma espécie de realizador secundário e aqui, assumiu totalmente as rédeas.Ficamos a saber que o pai de Elton pouco lhe ligava e que a mãe não era a mais bondosa das criaturas, cabendo à avó materna, o papel de providenciadora de amor e encorajamento, já que viu em Elton, sensibilidade e talento. Juntando-se os seus dedos prodigiosos às letras daquele que seria um amigo para a vida, Bernie (Jamie Bell), o sucesso chegou, estrondoso. E Elton passou a ser quem é. Espalhafatoso, talentoso e único. Segue-se a complexa relação com John Reid (Richard Madsen), de amante a manager e de manager a vilão. Mas o mais interessante em Rocketman, é a forma pouco ortodoxa em que se transforma, volta e meia, num musical onírico. A ver.

 

Detective Pikachu (2019)

Julho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Lançado em 1996 como jogo de vídeo, Pokemon, a histórica de criaturas míticas de várias cores e formatos que os humanos capturam e treinam para que lutem entre si, alcançou o sucesso global e rapidamente saltou para os ecrãs como uma série de desenhos animados de sucesso em 1997. Depois de um período de acalmia, a febre dos Pocket Monster regressou em 2016 quando foi lançado o jogo de realidade aumentada que fez com que milhões de pessoas andassem na rua a caçar Pokemons.

Terá sido no seguimento desse pico de febre que nasceu a ideia de fazer um filme, estreado este ano, que misturasse imagem real com animação. A imagem real conta com Justice Smith como filho de um detetive morto que quer saber o que aconteceu ao pai e que dá de caras com Pikachu (a estrela da franquia, com voz de Ryan Reynolds e de Nuno Markl por cá) que faz o papel de detetive e ajuda o jovem a ir mais além. Sem nada de imprevisível a acontecer, a verdade é que Detetive Pikachu é um triunfo do cinema de animação, muitíssimo bem conseguido tecnicamente e mais importante, muitíssimo divertido.

Can You Ever Forgive Me? (2018)

Julho 21, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Lee Israel (1939-2014) foi uma escritora norte-americana com alguns pontos altos na carreira. Mas tornou-se conhecida pelo seu ponto mais baixo: a falsificação e venda de cartas de escritores famosos. É esse ponto baixo que a, até aqui, entediante comediante (não que não tenha piada mas o mesmo papel ad eternum, cansa) Melissa McCarthy retrata. Num papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz, McCarthy mostra Israel como sendo alguém que gostava de manter a distância de todos os seres vivos à exceção da sua gata; que tinha uma relação distante com a higiene e próxima com o álcool e cujo único interesse parecia ser o de escrever biografias, mais por medo de expor a sua voz do que por real vocação. Numa altura em que já ganhou algum dinheiro com a sua nova actividade, Israel conhece o prostituto inglês Jack Hock (Richard E. Grant), que se torna no seu único amigo e no seu cúmplice, expondo um lado mais carinhoso de Israel que com o esquema, acabou por se mostrar uma exímia escritora, absorvendo quase todos os tiques da escrita de nomes maiores da literatura. E se Isarel viveu nestes tempos os seus dias mais felizes, esta é a interpretação mais feliz da carreira de McCarthy.

O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017)

Julho 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Antes de saber quem era Yorgos Lanthamos e que tinha sido nomeado para o Óscar de melhor realizador, deparei-me com O Sacrifício do Cervo Sagrado, baseado numa tragédia da sua Grécia natal. Aqui, Colin Farrell (teve um impulso na carreira com Lanthamos) é um médico de meia-idade, de sucesso, com uma bonita esposa (Nicole Kidman) e um casal de filhos espertos e vivaços. O problema é a tendência do doutor de beber uns copos o que uma das vezes resulta na morte de um paciente na mesa de operações. O filho do morto (brilhante Barry Keoghan) começa então a aproximar-se do bom doutor que, pensando que este precisa de atenção, lhe dispensa o seu tempo e apresenta a sua família. Mal sabe que o espera uma maldição que leva os dois filhos à cama, sem se conseguirem mexer ou comer. Colin tem então uma escolha kafkiana: ou escolhe um dos membros da família e mata-o ou inevitavelmente a mulher e os filhos morrem. Cerca de duas horas de pura tensão.

Um pequeno favor (2018)

Julho 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Este Um Pequeno Favor (A Simple Favor) fez-me lembrar A Rapariga no Comboio ou Em Parte Incerta pela forma como explora o mistério a partir de vidas aparentemente simples e domésticas. Stephanie é viúva, dona de casa e sobretudo, uma supermãe. Tem um vlog onde dá dicas a outras mães e está sempre disponível para liderar todas as atividades na escola do seu filho. Percebemos mais tarde que é mais complexa do que aparenta mas em grande parte do filme é uma “croma”. A sua personalidade contrasta com a de Emily (Blake Lively), espampanante e sofistica loira, trabalhadora incansável da área do marketing, vestida à última moda, com casa e marido de sonho e apesar do amor pelo filho, bastante mais descontraída na sua educação. Por força da amizade dos pequenos, Stephanie torna-se visita de casa de Emily, conhece os prazeres das bebidas brancas antes das 15h00 e começa a trocar confidências. Quando mais uma vez Emily pede à amiga que vá buscar à escola, algo começa a parecer estranho à medida que Emily não dá notícias. Desaparecida, Stephanie e o marido de Emily começam a ver consolo um no outro até que algo começa a perturbar a nova ordem. Um filme com muito potencial mas que se perde em voltas previsíveis e quando tenta ser cómico, torna-se ridículo…

 

 

O rapto (2017)

Julho 18, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Interessante surpresa que me passou pelos olhos ontem. Em O Rapto, do espanhol Luis Prieto, Halle Berry é Karla, uma empregada de café que leva o seu filho a brincar no parque. Num momento de distração, o pequeno Frankie desaparece e Karla só vê o filho a ser levado por dois estranhos. Sem telemóvel e sem ajuda, começa uma perseguição louca de carro para tentar alcançar o filho.

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