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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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"Refrigerantes e Canções de Amor" é o filme do Markl. Nuno Markl, que dispensa apresentações, começou a escrever a história quando se separou da primeira mulher e completou-o mais tarde. Só agora, passou à fita, com a realização de Luís Galvão Teles. Ficamos já conversados: esta é uma comédia romântica bem conseguida, divertida, com ideias extravagantes e com muito boa música. (acreditem, a banda sonora fica na cabeça).

 

Lucas (Ivo Canelas) e Pedro (João Tempera. Quem? O protagonista d´Os Filhos do Rock. Ah) eram uma dupla musical de grande sucesso. Quando se decidem separar, Pedro segue uma carreira de ainda maior sucesso e  acaba por roubar Carla (Lúcia Moniz) ao antigo colega e amigo. Já Lucas, compõe canções para anúncios publicitários e tem uma vida deprimente e solitária (temos um Jorge Palma imaginário para animar o nosso herói). 

 

A  vida de Lucas muda quando conhece uma doce rapariga que, por causa do seu trabalho de promoção de refrigerantes, passa o dia vestida de dinossauro cor de rosa. Lá dentro mora a líndissima Vitória Guerra, que quase não vemos durante o filme todo. Mas ouvimos. E gostamos do que ouvimos. Já sabemos no que isto vai dar, claro. Uma história de amor. Mas até lá temos cenas únicas como o nosso herói a jantar fora com a dinossaura, a beija-la ou a tentar encontrar o amor no supermercado onde ela trabalha, recorrendo à carrinhologia. Bons cameos de Gregório Duvivier, Manuel Moura dos Santos ou David Carreira, sem falar de Sérgio Godinho como Navalhas, um hitman.