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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

 

A sequência inicial explica-nos tudo. Nela, vemos um casal francês a casar as filhas. Uma casa com um judeu; outra com um chinês e, ainda outra, com um muçulmano. Pela cara do casal - Christian Clavier (Asterix) e Chantal Lauby (A Gaiola Dourada), percebemos que não apoiam as escolhas das filhas. Ele, é racista, ela, é católica e ambos teriam preferido outros genros mesmo após, uma valente discussão, organizarem um Natal em família onde admitem que, afinal, os genros até são boas pessoas. O caldo entorna-se, claro, quando Laure, a quarta filha avisa que vai casar. Só não refere que escolheu um marfinense e que o pai do noivo, é ainda mais casmurro e racista do que o seu próprio pai. Apesar de uma série de gags previsiveis, é mais uma bela amostra do cinema francês que permite umas belas gargalhadas e muitos sorrisos. Com um plus da beleza das filhas casadoiras com destaque para a última a casar, Laure (Elódie Fantan).