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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Parasitas (2019)

Abril 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Foi Palma de Ouro em 2019, brilhou nos Óscares de 2020 e foi um sucesso de bilheteira, um pouco por todo o mundo, a começar pelo seu país – Coreia do Sul – onde é o filme mais visto de sempre. Parasitas, feroz crítica social, é um filme a ver e rever.

Melhor filme do coreano Bong Joon-ho (The Host, Snowpiercer ou Okja) até ao momento, Parasitas, apresenta-nos uma família coreana (pai, mãe, filho e filha), paupérrima, que vive numa cave onde não é raro verem bêbados a fazer as suas necessidades e que vai subsistindo à custa de biscates e de muita “ratice”. Desempregados, pai e mãe parecem conformar-se com a sua sorte enquanto que os filhos se deixam andar, mais preocupados com apanhar wifi de um vizinho, do que com a sua dignidade.  

Um dia, num golpe de sorte, um amigo do filho, escancara-lhe as portas da casa de uma família rica. A mãe rica, alheada do mundo, deixa-se impressionar pelo filho pobre e logo o contrata. A filha rica, essa, fica à mercê do charme do novo explicador cujo salário é a salvação da família. Mas qualquer Homem quer mais. O filho rico também precisa de quem o ajude e o filho pobre logo infiltra a filha pobre na casa. É o segundo salário. Quando já deixamos de ter pena da família pobre, os esquemas sucedem-se e pai e mãe pobres também já trabalham para a família rica. Jackpot. E a moralidade não entra aqui, se não, num pequeníssimo rebate de consciência do pai, quando pensa alto naqueles que deixou pelo caminho.

Sempre risível, mas sempre afiado na crítica à amoralidade, distribuição de riqueza e vício do digital. Parasitas está cheio de voltas e reviravoltas sem que os ricos pareçam ser muito afetados. São os parasitas que lutam pelo direito a parasitar.

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