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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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Não faltam livros sobre o Holocausto e ainda assim, a avaliar pela quantidade de grupos organizados com simpatias nazis que populam pela Europa e resto do mundo, parece que eles continuam a fazer muita falta para lembrar à humanidade o requinte de malvadez de um plano que pretendia exterminar uma raça. O Homem foi e continua a ser bárbaro em muitas geografias e de muitas formas mas ali, naquele momento na história, parece ter havido uma intervenção direta de uma força maligna superior que concentrou o terror, em poucos anos.

 

Existem livros de História, de memórias (Se Isto É Um Homem), romances (O Inverno do Mundo) e graphic novels (Maus). Outro subgénero são os livros em que são as crianças a contar a história, sendo o exemplo óbvio, O Diário de Anne Frank. Tivemos depois o Rapaz do Pijama às Riscas ou A Menina Que Roubava Livros. Chegou-me agora à mão este O Livro de Aron.

 

Com uma linguagem simples, própria de uma criança, aterramos na Varsóvia de 1939, na qual os judeus estão confinados ao seu gueto (realidade muito bem explorada por Zimmler em Os Anagramas de Varsóvia), despojados da sua riqueza e dignidade e na dúvida sobre qual será o seu futuro já que nada sabem dos campos de extermínio. É nesta realidade que vive Aron, um menino judeu com cerca de 8 anos, tido pela família com distraído e mal comportado. Na privação do gueto, acaba por se juntar a outras crianças para se tornar contrabandista e assim poder ajudar a sua família, garantindo-lhes comida, através de esquemas e subornos.

 

Multipremiado, este livro é um belo contributo para a história do Holocausto, pelos olhos de uma crianças, seus amigos e família que tentam manter-se vivos e dignos num cenário de pobreza e sujidade.

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