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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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Já vi Mad Max: Fury Road duas vezes e sei que vou ver mais vezes. Sem ser particular fã dos primeiros três filmes dos anos 70 a 80 (três filmes entre 1979 e 1985), com Mel Gibson como Max, apaixonei-me por este filme logo no trailer, ansiando pela sua estreia. E, não era particular fã porque acredito que Mad Max precisava da tecnologia que tem hoje para contar a sua história. George Miller, volta aos comandos da saga que criou e dá-nos sempre essa mesma sensação. Agora sim, o seu mundo pós-apocalíptico é mostrado como ele sempre imaginou.

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Percebi, aos ver várias vezes esse trailer, que seria uma ópera futurista e caótica. Revelou-se melhor que o esperado. É uma Furiosa perseguição onde reina a violência, velocidade, ação pura mas, também, uma análise lúcida à humanidade atual, de forma subtil e cheia de pormenores (os pés inchados do burocrata, aqui chamado de The People Eater) ou a forma como os guerreiros pedem a atenção dos outros quando estão prestes a fazer algo, gritando “testemunhem!”, como se nada valesse a pena ser feito sem público e aplausos (piscar de olho às redes sociais?).

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Algures num futuro onde a Terra se tornou num gigantesco deserto e a doença e escassez reinam, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que participara no filme de 1979), lidera, com punho de ferro uma cidade, na qual, detém todos os privilégios: mulheres lindíssimas nas quais tenta fazer filhos perfeitos numa era de doença; água e leite sem limitações e acesso a gasolina. Tem um exército privado – The War Boys – que o veneram e cuja única ambição é guerrear, ao volante de carros artilhados para o efeito (V8 é a religião), de modo a entrarem no paraíso – Valhalla – quais vikings.

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A viagem a uma cidade próxima para reabastecer os tanques de gasolina, torna-se numa perseguição. Imperator Furiosa (Charlize Theron, a verdadeira estrela do filme) lidera a missão mas, muda de rumo. O seu plano é outro. Fugir com as jovens esposas de Joe para a sua terra natal, onde tudo é verde (The Green Place, terra das Muitas Mães, amazonas) e cheio de esperança. Toast (Zoe Kravitz, filha de Lenny); Splendid, a favorita e atualmente grávida (Rosie Huntington-Whiteley); Capable (Riley Keogh, neta de Elvis); The Dag (Abbey Lee) e Cheedo (Courtney Eaton), aceitam a ajuda de Furiosa para fugir ao tirano.

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E, é quando Joe percebe que o que lhe é mais caro é roubado que começa uma cavalgada louca para a recuperação dos seus pertences. É aqui que aparecem dois elementos-chave: Max e Nux. Max (Tom Hardy) é um durão solitário de poucas palavras que foi capturado pelos War Boys e atualmente serve de “saco de sangue”, ou seja o seu sangue é usado para transfusões e Max está, literalmente, ligado a Nux (Nicholas Holt). Na perseguição, Max e Nux chegam perto de Furiosa e juntam-se lhe. Max, porque quer deixar Joe para trás e Nux, primeiro por lealdade a Joe e para capturar as fugitivas e, depois por amor, tomando-se um aliado.

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 Mad Max é um dos filmes do ano e é muito mais do que um filme de ação e de perseguição. Max Max: Fury Road é um futuro que nos é apresentado como aviso e condenação.