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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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Os Irmãos Wachowski (antes Andy e Larry, agora Andy e Lana) têm lugar na história do cinema graças à triologia Matrix (1999 a 2003). Depois disso pouco fizeram. Regressam agora, três anos após sofrível Cloud Atlas, com este divertido Jupiter Ascending.

 

Sem grandes preocupações com a profundidade do tema, colocam Mila Kunis como Jupiter, uma jovem descendente de russos que lava casas de banho em Chicago e odeia a sua vida. Mas, Jupiter é, na verdade, a reincarnação de uma rainha interestelar que, até é dona da Terra, o planeta onde vive e que, para a família Abrasax é só um campo de colheita como outros planetas que dizima. Os seus descendentes – Balem (Eddie Redmayne), Titus (Douglas Booth) e Kalique (Tuppence), pouco fraternos entre si, querem-na morta para depois lutarem entre si pelo controlo da herança. Cabe a Caine (Channing Tatum), um polícia das estrelas com orelhas pontiagudas e asas (???) e a Stinger (Sean Bean) proteger a terráquea. Uma trapalhada? Sim. Divertido? Sim!

 

Com muito humor, efeitos especiais e ação, este Jupiter Asceding não se nega a piscar o olho às suas influências como Os Guardiões da Galáxia, sendo uma estranha mas eficaz loucura espacial, cheia de ritmo. Um filme de aventuras à anos 80 com muitos apontamentos assumidamente foleiros. E, divertidamente, viciante.