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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

 Quatro horas da tarde e o Centro Cultural de Belém fervilhava de gente de todas as idades. Inesperadamente vinham pessoas dos seus 70 anos e de um Portugal de outros tempos, misturados às crianças e aos habitantes de Lisboa e arredores. Formávamos uma massa de gente diferente mas toda ela motivada para beber do espírito irlandês num encenado pub de Cork. Durante quase duas horas fomos levadas pelo sapateado que inundou a terceira classe do Titanic, pela fome e emigração do séc. XIX, pela centralidade dos pubs na vida social irlandesa, pela luta contra a opressão britânica e o espírito dos dias que correm, onde a cerveja é sempre uma constante e a poderosa música irlandesa o pano de fundo. Um espetáculo emocionante, vibrante, musicalmente poderoso, que mistura a força dos homens que não vergam à beleza singela das mulheres que dançam como fadas. Assistir ao Irish Celtic foi regressar ao Temple Bar em Dublin e ao copo de cidra irlandesa, a Glendalough ou Kylemore Abbey com o seu vibrante verde, a Galway ou Limerick, das margens dos rios, dos pubs, das discotecas, regressar ao silêncio profundo da gaita de foles. 

 

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