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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Ouvi dizer bem do livro e não o li. Ouvi dizer mal do filme mas vi-o. Comboio Nocturno para Lisboa, baseado no livro de Pascal Mercier, parece mais um telefilme de segunda do que um filme de qualidade que se espera quando se vai ao cinema. Aos comandos está Billie August, que regressou à luz de Lisboa 20 anos depois de A Casa dos Espiritos, a contar a história de Raimund (Jeremy Irons), um professor suíço que impede uma desconhecida de se suicidar. Pouco depois, a estranha personagem desaparece mesmo, deixando para trás um casaco vermelho, um livro que cativa Raimund e um bilhete de comboio para Lisboa. Normalmente racional, Raimond deixa tudo para trás e vai para Lisboa, para descobrir a identidade da mulher e, sobretudo, para perceber quem era Amadeu (Jack Huston), escritor do livro que devora e com o qual se identifica como nenhum antes, mesmo sendo professor de literatura. Nem mesmo a presença de Mélanie Laurent salva esta pessegada. August Diehl; Bruno Ganz; Marco D´Almeida; Beatriz Batarda; Christopher Lee; Charlotte Rampling ou Nicolau Breynar integram um elenco  mal aproveitado. Lisboa merecia mais.

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