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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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Com dois milhões de livros vendidos em três meses (vem escrito na capa e eu acredito que já sejam muitos mais), A Rapariga no Comboio é um grande sucesso editorial. E percebe-se porquê, passadas algumas páginas. Paula Hawkins escreveu uma história que não para. Não para quieta um segundo. E não para de nos surpreender.

 

Rachel, aos trinta e poucos anos, falhou na vida. Sem poder engravidar, começou a beber até se tornar alcoolica e o marido deixou-a. O alcool fê-la, ainda, perder o emprego e, nos dias que correm, vive na casa de uma amiga (que nem é muito próxima), engordou, está deprimida e bebe. Bebe muito e continua a apanhar, todos os dias, o comboio das 08h04, fingindo ter uma rotina. Gosta particularmente de ver, do comboio, um casal, que lhe parece perfeito até que vê algo terrível...

 

É aqui que a narrodara deixa de ser apenas Rachel e passa a ser também Megan, a mulher que  Rachel não conhece mas inveja. E Megan, às tantas, desaparece, sem deixar rasto. Um interessante thriller ao jeito de Gone Girl.