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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Tom (Michael Fassbender) é um homem melancólico, a curar as feridas psicologicas da guerra de 1914-1918. No decorrer dessa sua luta interior, aceita um emprego como faloreiro, na pequena ilha de Janus, onde vive em isolamento e onde apenas recebe visitas com semanas ou meses de intervalo. Mas a sua chegada foi altamente impactada pela visão da lindissima e dulcissima Isabel (Alicia Vikander) de quem se aproxima nas poucas visitas à localidade mais próxima e com quem acaba por casar. A vida do casal na ilha é feliz até que Isabel engravida e perde dois fillhos em menos de um ano. Com a plenitude do casal a devanescer, um estranho acontecimento, muda-lhes a vida. Um barco dá à costa, com um homem morto e uma criança de meses a bordo. Isabel implora que fiquem com a criança como sua e o corpo estranho é enterrado, contra a vontade de Tom. Quando voltam a terra, Tom descobre que a criança é afinal filha de uma rica mulher da região - Hannah (Rachel Weisz) -, que chora a sua perda. O que fazer? Um filme de qualidade superior com o trio central a mostrar toda a sua classe e o realizador (Derek Cienfrance de Como um trovão ou Blue Valentien) a puxar dos galões para um filme triste mas bonito, comtemplativo à lá Malick mas sem nunca perder o rumo. 

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