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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Rainhas e princesas

Junho 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Estão disponíveis no HBO, três séries da Starz sobre a história de Inglaterra entre os Séc. XV e XVI, baseadas nos livros de enorme sucesso de Phillipa Gregory.

1.jpgA Rainha Branca (2013)

Em plena Guerra das Rosas, a nobre viúva Elizabeth (Rebecca Fergunson), conquista o novo rei, Eduardo (Max Irons), mesmo que as famílias tenham estado em lados opostos da disputa. Contra o ceticismo da família de Elizabeth e a forte oposição da de Eduardo, decidida a formar uma aliança com França, Elizabeth torna-se Rainha de Inglaterra. A partir daqui as intrigas e conspirações ameaçam o casal e não há lealdades certas, destacando-se o Conde de Warwick (James Frain), Fazedor de Reis, como o grande vilão. Nomeado para vários prémios, A Rainha Branca, é um fresco impressionante de uma época decisiva da história inglesa.

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A Princesa Branca (2017)

Quatro anos mais tarde, a Starz voltou a recorrer à mesma fonte. Elizabeth (Jodie Comer) é uma nobre da casa de York que tem a missão de, a contragosto, casar com o Rei Henry (Jacob Collins-Levy) e assim unir finalmente as duas fações e acabar com a Guerra das Rosas. Mesmo tratando-se de um casamento político, o casal acaba por se aproximar e ganhar afeto. Não que isso impeça cada uma das fações de continuar a lutar nas sombras contra a outra e contra o casamento. Elizabeth é obrigada constantemente a provar que está ao lado do Rei, mesmo que isso signifique amiúde, estar contra a sua família. Uma grande interpretação de Comer pré-Killing Eve.

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A Princesa Espanhola (2019)

Já este ano, chegou a história de Catarina de Aragão (Charlotte Hope), princesa espanhola que viajou para Inglaterra para unir os dois países através do casamento com Arthur (filho de Elizabeth e Henry de A Princesa Branca). Mas história é conhecida. Artur morreu e Catarina acabou por se casar com Heny VIII, provavelmente o monarca inglês mais conhecido que, para se livrar de Catarina, rompeu com a Igreja. Mas aqui, ainda são jovens e apaixonados. Esta é, como as duas séries anteriores, uma história de conspirações.

The Act (2019)

Junho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Dee Dee Blanchard, norte-americana, mãe dedicada de Gipsy, uma adolescente que viveu toda a vida com problemas de saúde, foi assassinada em junho de 2015. Não muito tempo depois descobriu-se que fora Gipsy a autora moral do crime e que tinha usado Nick, seu namorado (apenas online, na maior parte do tempo) como braço armado. Esta história real deu azo a The Act, série da Hulu, exibida em Portugal pela HBO com Patricia Arquette como Dee Dee e Joey King como Gipsy.

Mas o que motivou Gipsy a mandar matar a mãe que cuidara dela toda a vida? Bem, esse era precisamente o problema. Gipsy era uma adolescente perfeitamente normal e nunca precisou dos cuidados de saúde (incluindo cadeira de rodas e alimentação por um tubo) que a mãe lhe prestou. E Dee Dee, com um claro distúrbio, só o fez para manter a filha sob a sua proteção e controlo e tirar daí proveito financeiro e material (doações de bens e dinheiro e a casa onde viviam). Farta das limitações que nem tinha, Gipsy, com a ajuda de Nick (e de Victor, a outra personalidade do namorado…), planeou a morte da mãe da esperança cor-de-rosa de passar a viver uma vida de sonho. Não só cedo percebeu que Nick não lhe daria isso como a polícia lhe bateu à porta.

 

Trinkets (2019-?)

Junho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Estamos em Portland, em 2019, e entramos num liceu local. Vemos Elodie (Brianna Hildebrand, a adolescente de cabelo rapado de Deadpool), a chegar a uma nova cidade, depois da morte da mãe, para viver com o pai e debater-se com a sua sexualidade; vemos Moe (Kiana Madeira), determinada a mostrar-se como rebelde insensível enquanto tem um romance secreto com um dos rapazes populares e vemos Tabitha (Quintessa Swindell), a rapariga mais bonita e rica da escola que namora com o seu equivalente masculino mas que nem por isso é feliz. E as três juntam-se num grupo de apoio para pessoas viciadas em…roubar. As suas dores e anseios ficam suspensos quando fazem pequenos furtos em lojas. E esse facto torna-as inseparáveis.

Hollywood (2020)

Junho 17, 2020

João Ferreira Dias

Ainda em visionamento, a série Hollywood além do excelente trabalho de reconstituição material, do guarda-roupa ao cenário, é um divertido convite à reflexão sobre como o cinema sempre foi produtor e reprodutor de estereótipos -- da negra serviçal à asiática inadequada para o papel de asiática por ser excessivamente asiática --, assim como se apresenta como reflexo dos meandros de uma sociedade onde o sucesso, a prostituição e os favores sexuais sempre fizeram parte do show business

Comedians In Cars Getting Coffee (2012-?)

Junho 15, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Jerry Seinfeld não precisa de dinheiro nem de notoriedade, o que torna Comedians In Cars Getting Coffee mais interessante ainda. Vê-se que as conversas de Seinfeld com outros membros da realeza norte-americana (e não só) do humor (e não só) são sinceras e que dão genuíno gozo ao host (bem, umas mais do que outras). Escolhido um carro (a grande paixão do comediante) por episódio que reflita a personalidade do convidado é tempo de conversar sobre tudo e nada com o humor que se espera, passando por sessões de café e comida. São viciantes chávenas de cerca de 15 minutos, disponíveis na Netflix.

Orange is the new Black (2013-2019)

Junho 14, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Só agora, cerca de cinco anos depois do lançamento, chego a este Orange Is The New Black (OITNB) , série de culto, desenvolvida por Jenji Kohan, Sara Hess e Tara Herrmann, que vai para a sétima temporada. Baseada na história de Piper Kerman e nas suas experiências na FCI Danbury, OITNB conta a história de Piper Chapman. Piper Chapman (Taylor Chapman) é uma betinha. A sua família tem dinheiro e Piper tem estudos, casa, um pequeno negócio em ascensão e um namorado sólido, Larry Bloom (Jason Biggs), um escritor com pouco trabalho. Não fora um erro do passado e Piper teria uma vida tranquilo. Não fora, durante uma relação lésbica com uma traficante de droga, ter sido correio de droga e tudo poderia ser calmo na sua vida. Dando-se como culpada antes de ser apanhada, Piper entrega-se para 15 meses de prisão, testando as suas relações do exterior, criando outras no interior e sobretudo, testando-se a si. Na prisão, passamos a conhecer um ecossistema muito próprio. Na cadeia de comando há Figueroa (Alysia Reiner), com tendência para fazer cortes orçamentais na prisão que a parecem beneficiar; Caputo (Nick Sandow), que se vai safando do trabalho e muitas chatices no dia-a-dia e Healy (Michael Harney), chefe dos guardas e bom homem, não fosse a sua tendência para ver lesbianismo em todo o lado, a toda a hora. Entre os guardas, destacam-se Mendez (Pablo Schreiber), tarado e com vontade de estimular o contrabando na prisão e Bennett (Matt McGorry), um ex-soldado que se apaixona por uma reclusa. As histórias mais ricas vêm das colegas de Piper comoTaystee (Danielle Brooks), uma órfã bem-disposta e génio da matemática; Tiffany (Taryn Manning), “white trash” que descobre Deus após um quinto aborto; Red (Kate Mulgrew), implacável chefe da cozinha; Crazy Eyes (Uzo Aduba) que se apaixona por Piper à primeira vista; Morello (Yael Stone) que planeia o casamento mesmo que o noivo não dê sinal de vida; Boo (Lea DeLaria), a falsa bully ou Sophia (Laverne Cox), recém-operada para ser uma mulher e que gere o salão de beleza da prisão. E há, claro, Alex (Laura Prepon), a ex-amante e traficante. Comédia negra, OITNB, consegue não perder o ritmo mesmo passando-se dentro de prisões, isto porque é-nos contada com mestria, não só a história de Piper como a história de várias reclusas antes de o ser. E não é à pressa, uma por episódio. Há histórias complexas, sempre negras, que duram o seu tempo.

Turn Up Charlie (2019-?)

Maio 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Para surpresa do mundo, Idris Elba tem um comediante dentro de si. Para desgosto do próximo, ninguém acreditou nisso e teve que ser o próprio a criar uma série de humor para estrelar. Nasceu assim Turn Up Charlie que coloca Elba na pele de Charlie, um DJ de meia-idade, que conheceu a fama há vinte anos mas que hoje vive com a tia, sem dinheiro e que mente aos seus pais, inventando um trabalho bem-sucedido e omitindo já não ter noiva. É quando o seu amigo de infância, David (JJ Field) regressa a Londres, que a vida do DJ começa a mudar. Há amor instantâneo entre Charlie e Gabs Gabs (Frankie Hervey), uma pré-adolescente de pelo na venta que não parece respeitar ninguém e de quem Charlie se torna…ama. Ao mesmo tempo aproxima-se de Sara (Piper Perabo), mulher de David e DJ famosíssima que lhe promete ajuda para um regresso à ribalta. Eis se não quando, do sorumbático Luther, sai um comediante de qualidade que nos oferece a surpresa do ano.

Euphoria (2019-?)

Maio 26, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Cru, duro e muitas vezes, literalmente nu, assim é o retrato que Euphoria faz da adolescência ocidental, onde há necessidade viver tudo, no limite e rapidamente. No centro, está Rue (Zendaya, ex-menina Disney), que regressa às aulas após um verão de overdose e desintoxicação. Atormentada pelo passado e com necessidade constante de escape, continua a drogar-se, engando a mãe e irmã e caminhando para o abismo, seja lá isso, o que for. Eis se não quando, lhe aparece à frente, Jules (a ativista Hunter Schafer), cheia de estilo e de dores da separação dos pais e se torna na sua melhor amiga e razão de abstinência de drogas, ao mesmo tempo que se apaixona por estranhos via app´s. Num mundo digital, há ainda a gordinha que perde a virgindade e é filmada, acabando por virar o jogo e transformar-se numa sensação sexy em sites pornográficos. Há o menino perfeito, com uma a namorada perfeita que cresce à sombra de um pai dominador e que tem tendência para o controlo e violência. E existe a boazona, disposta a tudo, para que gostem dela, confundido o sexo com o amor e existe muito mais, num ecossistema de uma realidade aparentemente paralela que afinal acontece aqui ao lado.

Aos olhos da justiça (2019)

Maio 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Em 1989, uma jovem foi violada e espancada em pleno Central Park, em Nova Iorque. O ato bárbaro levou a que cinco adolescentes fossem condenados a consideráveis penas de prisão. No entanto, apesar de terem estado encarcerados doze anos, não chegaram a cumprir as suas penas na totalidade. Em 2002, o verdadeiro criminoso, num rebate de consciência, confessou-se e foi preso. Os cinco foram libertados, indemnizados e são agora homenageadas numa série Netflix. A homenagem, justa, mostra como a justiça escolheu e condenou cinco jovens negros, de poucos meios, por um crime que não cometeram, mudando para sempre o rumo da sua vida. A questão levantada é simples e complexa: estão os EUA livres de voltar a fazer o mesmo?

Os Últimos Czares (2019)

Maio 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O fim dos Romanov – brutalmente assassinados na cava da casa onde eram prisioneiros políticos – é conhecido. O percurso do Czar Nicolau II desde a subida ao trono até aquela cave, nem tanto. É esse percurso que Os Últimos Czares, série documental da Netflix, nos ajuda a perceber. Recorrendo a atores - Robert Jack, Susanna Herbert ou Ben Cartwright e a estudiosos dos Romanov, como Simon Sebag Montefiore, a série é uma espantosa reconstituição de uma Rússia imperial, em queda, muito graças à forma como o Czar contraria os seus instintos e deixa que a opinião dos que o rodeiam sejam prevalentes. Uma fabulosa reconstituição de época.

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