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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

16 Dez, 2013

Encontro com Smaug

 

A vida do hobbit Bilbo Baggins (Martin Freeman) era deveras tranquila até Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen), ter feito da sua casa o ponto de encontro e de partida para uma grande aventura. Numa certa noite, uma série de anões entrou-lhe em casa, comeu-lhe as provisões e a pacata criatura viu-se desafiada a tornar-se ladrão e roubar uma pedra preciosa a um gigantesco e assustador dragão – Smaug – que tomara Erebor, cidade riquíssima dos anões mineiros. Nessa pedra – Arkenstone – graal dos anões, está a esperança na reconquista de Erebor.

 

No primeiro filme, a desconfiança reina até que Bilbo, engenhoso e de bom coração, mostra ser uma adição válida ao grupo de bravos anões guerreiros, liderados por Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), que enfrentara Azog, general dos orcs, só com um tronco de carvalho e o ferira, quase de morte. Bilbo, uma vez chegado ao interior de Erebor, deve ser, mudo e invisível e roubar a pedra sem acordar o dragão. Não consegue. Nem uma coisa, nem outra.

 

E ainda bem. Smaug, gigante, arrogante e avaro marca este filme, e só não mata Bilbo de imediato porque gosta de brincar com ele. O dragão perverso gosta de ser elogiado e temido e Bilbo faz-lhe a vontade. É claro que, sendo esta a segunda parte do filme, o dragão não cai já. A acontecer (não li o livro), só na conclusão da trilogia mas, além do dragão, uma estranha força começa a crescer e a espalhar-se. Uma força que o neto de Bilbo conhecerá bem melhor.

 

Mas, não nos precipitemos, há mais para além de Smaug (voz e personalidade de Ben Cumberbatch, esse mesmo, o que contracena com Freeman na versão moderna de Sherlock).

 

Há a melhor sequência do filme, com o grupo, sem Gandalf a aventurar-se por uma estranha floresta que provoca a quem a penetra, estranhas alucinações e reais perigos como as aranhas gigantes. Esta sequência, só é interrompida pelo regresso de Legolas (Orlando Bloom), que anos depois será dos melhores amigos do tal neto de Bilbo. É que, aos elfos, cabe manter a sua floresta limpa de aranhas e de estranhos.

 

Saúda-se o aparecimento da bela e interessante elfa guerreira Tauriel (Evangeline Lilly, estrela de Lost) que acaba por se apaixonar por Kili (Aidan Turner).

 

A Cidade do Lago é outro ponto de grande interesse. São transportados de barco para lá pelo barqueiro e rebelde Bard (Luke Evans). Trata-se de uma cidade ainda marcada por um ataque de Smaug e liderada por um sombrio Mestre.

 

Destaca-se ainda  cena em que os anões, dentro de barris, fogem, rio abaixo, dos orcs, enquanto que os elfos os ajudam, em movimento, matando o inimigo comum.

 

Motivos de interesse não faltam nesta segunda parte de O Hobbit, onde até Peter Jackson aparece, logo na primeira cena.