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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

A maldição de Hill House (2018)

Julho 17, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A maldição de Hill House é uma das melhores séries dos últimos anos. Para isso contribui o que é da praxe: uma boa história central que nos deixa agarrados, pequenas histórias adjacentes que fazem as personagens crescer, um criador e realizador de mão cheia e um elenco de grande qualidade. A maldição de Hill House é uma das melhores séries dos últimos anos. E é-o num género que eu nem aprecio. O terror. Mas o bom terror é mais sobre a expectativa do que aquela ansiedade básica que nos faz saltar de x em x minutos. Confesso que não gosto. Em Hill House não faltam fantasmas nem sustos ocasionais mas o que nos interessa é a forma como os pontos se ligam entre o passado e o presente.

No presente, mais ou menos em 2018, acompanhamos uma família destruída por um acontecimento do passado. Percebemos que há cinco irmãos sem mãe e com um pai distante. Os cinco incluem Steve (Michiel Huisman), um bem-sucedido autor de livros de terror, mesmo sendo cético quanto ao tema; Shirley (Elizabeth Reaser), dona de uma casa mortuária e parte integrante de uma família própria que parece feliz; Theo (Kate Siegel), a irmã do meio que tem sensibilidade para os mortos e os gémeos Luke (Oliver Jackson-Cohen), drogado e Nell (Victoria Pedretti), atormentada.

No passado, há quase 30 anos, a mesma família mas com mãe, pai ausente e cinco filhos felizes, chegou a uma mansão vitoriana no campo norte-americano. A ideia da mãe e do pai era fazer como noutras casas velhas e restaura-la para a vender por boa massa. Depois disso, poderiam viver numa “forever house”. Não chega a acontecer. Com saltos ao presente, percebemos que a vida não correu como esperado a ninguém e que aquele verão maldito terá sido a causa de tudo. Os saltos ao passado mostram fantasmas e estranhos acontecimentos que culminam numa noite em que a mãe desaparece e o pai aparece ensanguentado. O que se passou? É a pergunta que perseguimos.

Bohemian Rhapsody (2018)

Julho 16, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Depois de ler críticas que esmagavam o filme, fui ver Bohemian Rhapsody com cautela e apreensão. Até aqui, tinha visto as fotografias de Malek como Mercury e tinha ficado espantado. Tinha visto o trailer, que ainda mais água na boca me fez. Não tirando o mérito do conhecimento aos críticos, a verdade é que gostei muito do biopic de Freddie Mercury e dos seus Queen e que me parece que Malek é um ótimo Mercury. Se tenho curiosidade de ver Sacha Baron Cohen na pele de Mercury? Sim. Se gostava de ver uma versão mais crua da vida dos Queen? Sim. Se a versão que temos disponível falha redondamente? Não. Bohemian Rhapsody é uma homenagem a Mercury, conta uma história da grandeza dos Queen e de como os outros três elementos não eram apenas ornamentais e fá-lo de forma subtil, não esfregando o consumo de droga ou as orgias na nossa cara, sendo quase um filme de família sobre uma das bandas da primeira divisão do Olimpo do rock. E isso não tem mal algum.

Rami Malek mostra-nos um Freddie Mercury ainda à procura da sua identidade, mas com a certeza de que era diferente e dono de um talento vocal único. Adolescente, conhece Brian May (Gwilym Lee) e Roger Taylor (Bem Hardy) e com a inclusão de John Deacon (Joseph Mazzello, o “puto” do primeiro Jurassic Park) acabam por nascer os Queen. É já como artistas reconhecidos que o filme nos mostra um dos segmentos mais interessantes do filme, quando nasce, numa quinta remota, o álbum/obra-prima A Night at the Opera. A cumplicidade, o génio e os métodos pouco ortodoxos são um mimo para os fãs de música. O fim, com a atuação de uma vida num Wembley repleto por altura do Live Aids de 1985 é outro ponto alto, pela mística e pela reconstituição perfeita do mítico estádio. Pelo meio, Freddie, o homem. O homem que se quer distanciar da família que não o entende; que se apaixona e casa com uma mulher e vai percebendo que tem outra preferência; o homem de excessos sexuais, narcóticos e alcoólicos e o homem à beira do fim que quer deixar a sua marca. Que me perdoem aqueles que sabem que a música A não foi composta naquele ano ou que Freddie não tinha bigode no concerto B mas eu gostei. Muito.

Dumbo (2019)

Julho 15, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Dumbo, o clássico de animação que a Disney mostrou ao mundo em 1941 está de regresso para uma versão em imagem real (bem, quase real) e com um elenco de luxo, dirigido pelo one and only Tim Burton. Colin Farrell é um veterano da I Guerra Mundial, regressado sem um braço e para o circo que estrelou. Mas tudo mudou. A mulher morreu na sua ausência, os filhos não têm grande ligação com ele e os seus cavalos, coestrelas do seu número, foram vendidos pelo oportunista e dono do circo, Medici (Danny Del Vito). As coisas só se começam a compor com o nascimento de Dumbo, bebé elefante de orelhas XXL, motivo de gozo e desprezo, pelo menos até o pequeno paquiderme aprender a voar e tornar-se na galinha dos ovos de ouro do circo. A fama chega longe e logo logo, o Circo Medici e o seu elevador são contratos a peso de ouro. Dumbo passa a voar com Colette (Eva Green) no lombo e a ser propriedade do excêntrico Vandemere (Michael Keane), homem de princípios que pouco usa. E num instante passamos para um tratado pró-liberdade para os animais de circo onde a missão dos “bons da fita” passa a ser libertar Dumbo. Bons efeitos, boas interpretações e um filme muito bonito. Destaque para as crianças Farrier, filhas de Holt, Milly (Nico Parker, filha de Thandie Newton) e Joe (Finley Hobbes), duas revelações.

The Woods (2020)

Julho 14, 2020

João Ferreira Dias

The Woods, inspirado na obra homónima de Harlan Coben, traz-nos uma Polónia entre os anos de 1980 e 2020, cuja realidade parece ter mudado muito pouco. A partir do olhar Paweł Kopiński, a série relata a busca pela solução de um misterioso desaparecimento da sua irmã e de outros jovens de um acampamento de Verão, depois de um Verão quente e cheio de romance adolescente, cujas histórias foram brutalmente interrompidas. Sem o sensacionalismo da produção americana, The Woods é uma boa opção em matéria de investigação policial e produção europeia, tanto que há rumores de uma segunda temporada, que traria acontecimentos para além do livro. Sem dados de spoiler fica a recomendação de três estrelas e meia. 

Goodbye Christopher Robin (2017)

Julho 14, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O escritor londrino Alan Milne (Domhall Gleeson) vem transformado da I Guerra Mundial e cedo percebe que não pode continuar a escrever peças de teatro leves como outrora, nem desfrutar da companhia da mulher Daphne (Margot Robbie). Para escrever um livro contra a guerra e encontrar alguma paz interior, Alan decide mudar-se para o campo, com a mulher e o filho, o pequeno Christopher (Will Tilston) e a ama, Nou (Kelly McDonald). Com dificuldades em desprender-se da guerra, só quando se vê sozinho com o filho é que Alan percebe o que realmente é importante, criando um laço de afecto e criando Winnie The Pooh, uma historia infantil que o celebrizaria e traria alguma felicidade à Inglaterra entre guerras.

Livros para o verão - 2

Julho 13, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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O Enigma do Quarto 622

Joel Dicker

"Numa noite de dezembro, um cadáver jaz no chão do quarto 622 do Palace de Verbier, um luxuoso hotel nos Alpes suíços. A morte misteriosa ocorre em plena festa anual de um prestigiado banco suíço, nas vésperas da nomeação do seu presidente. A investigação policial nada conclui e a passagem do tempo leva a que o caso seja praticamente esquecido.Quinze anos mais tarde, o escritor Joël Dicker hospeda-se nesse mesmo hotel para recuperar de um desgosto amoroso e para fazer o luto do seu estimado editor. Ao dar entrada no hotel para o que esperava ser uns dias de tranquilidade e inspiração, não imaginava que acabaria a investigar esse crime do passado. Não o fará sozinho: Scarlett, uma bela mulher hospedada no quarto ao lado do seu, acompanhá-lo-á na resolução do mistério, ao mesmo tempo que vai decifrando a receita para escrever um bom livro"

Wasp Network (2020)

Julho 13, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Cerca de quatro meses depois, regressei ao cinema para ver Wasp Network, um filme de espiões, baseado numa história verídica. No início dos anos 90, quando se pensava que a queda da União Soviética teria efeito dominó no regime de Fidel Castro, muitos desertaram para os Estados Unidos, em especial para Miami. É o caso do protagonista Rene (Edgar Ramirez), piloto, que deixa para a trás a mulher, Olga (Penélope Cruz) e a filha, de seis anos. Ajudado por uma associação de desertores cubanos, começa a trabalhar para eles a detetar aqueles que vão fugindo de Cuba em embarcações rudimentares, ajudando-os a chegar aos EUA, onde os espera uma vida melhor, com um olho posto no derrubar de Fidel. Pouco depois de Rene, também Juan Pablo (Wagner Moura), deserta, a nado e junta-se aos pilotos que querem fazer algo por Cuba. Mas nada é o que parece e nem sempre sabemos quem está de que lado. Numa história com aviões abatidos, explosões em hotéis e muito mais, brilham, ainda, Gael Garcia Bernal, como nome central da tal Wasp Network ou a bela Ana de Armas. Sem ser o filme do ano, é um filme interessante que conta uma história pouco conhecida e se debruça sobre uma época de Cuba, pouco retratada.

Livros para o verão - 1

Julho 12, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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As sete mortes de Evelyn Hardcastle

Stuart Turton

"O que começa como uma celebração termina em tragédia. Os Hardcastle organizaram uma festa em Blackheath, a sua casa de campo, para anunciar o noivado da filha Evelyn. no final da noite, quando fogos de artifício explodem no céu, a jovem é morta. Mas Evelyn não vai morrer uma vez. Até que Aiden Bishop, um dos convidados, não resolva o seu assassinato, o dia vai repetir-se constantemente, sempre com o mesmo final triste. A única maneira de quebrar este ciclo é identificar o assassino. Sempre que o dia fatídico recomeça, Aiden acorda no corpo de um convidado diferente. E alguém está determinado a impedir Aiden de escapar de Blackheath."

A Biblioteca dos Livros Proibidos (2018)

Julho 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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A Biblioteca dos Livros Proibidos (não confundir com A Oficina dos Livros Proibidos de Eduardo Roca que também merece leitura e para além do nome tem uma capa semelhante), apesar de estar nas bocas do mundo há alguns meses, só agora me chegou às mãos. E é fácil de entender o buzz. Há anos que a humanidade presta atenção a romances históricos, livros que revelam segredos e a policiais. O livro de Tom Pugh leva-nos até 1562 e à Moscovo onde Matthew Longstaff tem como missão roubar um livro da biblioteca pessoal de Ivan, o Terrível. Igualmente ladrão de livros é Gaetan Durant, com a missão de roubar o rei da Dinamarca. Ambos trabalham para os Otiosi, “grupo clandestino de livres-pensadores determinado a manter acesa a chama do livre-pensamento que começa a expandir-se por toda a Europa”. Sobre os Otiosi paira a sombra de Gregorio Spina e da Inquisição italiana, disposta a destruir o que considera ser a “Biblioteca do Diabo”.

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