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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Como falar com raparigas em festas (2017)

Julho 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Enn (Alex Sharp) é um punk wannabe na Londres dos anos 70. Falhado típico, com dois típicos amigos falhados e atividades de falhado, acaba por ver a sua vida mudar quando dá de caras com uma nave espacial, com uma sociedade muito particular lá dentro. Claro que quando vê Zan (Elle Fanning), passa a não ter olhos para mais nada. E parece que ela também lhe acha piada, tanto que se liberta das amarras da sua cultura para experimentar a cultura londrina, conhecer a Rainha Punk, Boadicea (Nicole Kidman) e ainda aventurar-se num dueto musical com Enn. Tudo isto, claro, enquanto que se dá um amor impossível.

You (2019-?)

Julho 30, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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You é o filho de Dexter, o bom serial killer e de How Get Away With Murder, a lição de como guardar segredos. Tem ainda uns pozinhos de Gossip Girl, ou seja, uns toques de crueldade adolescente e desejo de integração, sem falar que a figura central da série, Penn Badgley, vem justamente do elenco da série que celebrizou Blake Lively. Penn é Joe Goldberg, um jovem nova-iorquino que vamos percebendo que teve uma vida difícil, tendo aprendido os seus valores e o amor pelos livros com a sombria figura de Mr. Mooney (Mark Blum). Aos comandos da livraria de Mr. Mooney (descobrimos mais à frente que está incapacitado e sim, ficamos com a ideia de que Joe teve algo a ver com isso), Joe vê-lhe entrar na loja a bela Beck (Elizabeth Lail) e de antenas para cima, Joe faz dela o objeto da sua profunda obsessão, passando a fazer tudo para conhecer todos os pormenores da sua vida, posicionar-se como o perfeito cavaleiro andante e eliminar todo e qualquer obstáculo que se ponha entre eles…Uma boa surpresa.

Rocketman (2019)

Julho 29, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Menos badalado, Rocketman está para Elton John como Bohemian Rhapsody está para Freddie Mercury e, fosse isto uma competição, o Elton de Taron Egerton empataria (pelo menos) com o Freddie de Rami Malek (que parece que esteve quase quase a aparecer em Rocketman). O filme acompanha um Elton John em terapia (entrada em grande), lutando contra vícios e fantasmas, à medida que vai recordando a sua vida. No fundo, Rocketman repete a fórmula vencedora de Bohemian Rhapsody, contando como um rapaz sensível e diferente dos outros, em Inglaterra, começa a marcar encontro com o seu destino. E não é de estranhar, já que os dois biopics têm a mão de Derek Fletcher que no caso da história de Freddie Mercury, foi uma espécie de realizador secundário e aqui, assumiu totalmente as rédeas.Ficamos a saber que o pai de Elton pouco lhe ligava e que a mãe não era a mais bondosa das criaturas, cabendo à avó materna, o papel de providenciadora de amor e encorajamento, já que viu em Elton, sensibilidade e talento. Juntando-se os seus dedos prodigiosos às letras daquele que seria um amigo para a vida, Bernie (Jamie Bell), o sucesso chegou, estrondoso. E Elton passou a ser quem é. Espalhafatoso, talentoso e único. Segue-se a complexa relação com John Reid (Richard Madsen), de amante a manager e de manager a vilão. Mas o mais interessante em Rocketman, é a forma pouco ortodoxa em que se transforma, volta e meia, num musical onírico. A ver.

 

Detective Pikachu (2019)

Julho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Lançado em 1996 como jogo de vídeo, Pokemon, a histórica de criaturas míticas de várias cores e formatos que os humanos capturam e treinam para que lutem entre si, alcançou o sucesso global e rapidamente saltou para os ecrãs como uma série de desenhos animados de sucesso em 1997. Depois de um período de acalmia, a febre dos Pocket Monster regressou em 2016 quando foi lançado o jogo de realidade aumentada que fez com que milhões de pessoas andassem na rua a caçar Pokemons.

Terá sido no seguimento desse pico de febre que nasceu a ideia de fazer um filme, estreado este ano, que misturasse imagem real com animação. A imagem real conta com Justice Smith como filho de um detetive morto que quer saber o que aconteceu ao pai e que dá de caras com Pikachu (a estrela da franquia, com voz de Ryan Reynolds e de Nuno Markl por cá) que faz o papel de detetive e ajuda o jovem a ir mais além. Sem nada de imprevisível a acontecer, a verdade é que Detetive Pikachu é um triunfo do cinema de animação, muitíssimo bem conseguido tecnicamente e mais importante, muitíssimo divertido.

Banshee (2013-2016)

Julho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Só agora cheguei ao mundo absolutamente louco de Banshee, nome de uma pequena cidade norte-americana, bem como de um ser da mitologia celta. Saída da prisão, após quinze anos, um misterioso homem (Anthony Star) vê-se naquela localidade da Pensilvânia para encontrar a namorada, Ana (Ivana Milicevic). Mas quinze anos são tempo a mais e Ana, agora Carrie, seguiu em frente, tem marido, dois filhos e emprego. E nem sequer tem os diamantes que fizeram com que o ex ficasse na prisão tanto tempo. Lambendo as feridas do bolso e do peito, num bar local, acaba por se envolver numa cena de pancada. Resultado: dois assaltantes mortos e igual destino para Lucas Hood, o novo xerife. E se ninguém conhecia ainda Hood, o nosso homem misterioso não tem problemas alguns em lhe ficar com a identidade, passando de presidiário a chefe da minúscula esquadra. Tudo para estar mais perto de Ana. É assim que dá azo à sua veia violenta para épicos arraiais de pancada que se parecem ser afrodisíacos para o mulherio que o rodeia. Mesmo tendo que lidar com o arruaceiro local, Kai, amish transformado em rico industrial da carne, o perigo maior é Rabbit, o dono dos tais diamantes.

Chernobyl (2019)

Julho 23, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Chernobyl-HBO-1280x720.jpgPoucas semanas depois do acidente de Chernobyl ter feito trinta e três anos, a HBO estreou uma minissérie de cinco episódios na qual mergulha nos anos 80 na União Soviética e nas consequências imediatas da explosão do reator. Um elenco de luxo (Jared Harris, Stellan Skarsgard, Emily Watson ou Barry Keoghan) mostra-nos como existiu falta de atenção na manutenção e como houve tentativa política de esconder a verdadeira situação. Apesar de focar homens de maior importância, como Mikhail Gorbachev, o interesse narrativo está na humanização das vítimas. Da mulher em breve viúva de um bombeiro até ao rapaz cuja a incumbência é dar matar cães ao tiro para evitar que transportem radiações, ficamos a conhecer a macabra influência do acidente em todos os aspetos das vidas. Mas claro que a visão, muito gráfica, dos efeitos da radioatividade no corpo humano, é quase tão chocante como as tentativas soviéticas de reafirmar que estava tudo bem.

Can You Ever Forgive Me? (2018)

Julho 21, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Lee Israel (1939-2014) foi uma escritora norte-americana com alguns pontos altos na carreira. Mas tornou-se conhecida pelo seu ponto mais baixo: a falsificação e venda de cartas de escritores famosos. É esse ponto baixo que a, até aqui, entediante comediante (não que não tenha piada mas o mesmo papel ad eternum, cansa) Melissa McCarthy retrata. Num papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz, McCarthy mostra Israel como sendo alguém que gostava de manter a distância de todos os seres vivos à exceção da sua gata; que tinha uma relação distante com a higiene e próxima com o álcool e cujo único interesse parecia ser o de escrever biografias, mais por medo de expor a sua voz do que por real vocação. Numa altura em que já ganhou algum dinheiro com a sua nova actividade, Israel conhece o prostituto inglês Jack Hock (Richard E. Grant), que se torna no seu único amigo e no seu cúmplice, expondo um lado mais carinhoso de Israel que com o esquema, acabou por se mostrar uma exímia escritora, absorvendo quase todos os tiques da escrita de nomes maiores da literatura. E se Isarel viveu nestes tempos os seus dias mais felizes, esta é a interpretação mais feliz da carreira de McCarthy.

O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017)

Julho 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Antes de saber quem era Yorgos Lanthamos e que tinha sido nomeado para o Óscar de melhor realizador, deparei-me com O Sacrifício do Cervo Sagrado, baseado numa tragédia da sua Grécia natal. Aqui, Colin Farrell (teve um impulso na carreira com Lanthamos) é um médico de meia-idade, de sucesso, com uma bonita esposa (Nicole Kidman) e um casal de filhos espertos e vivaços. O problema é a tendência do doutor de beber uns copos o que uma das vezes resulta na morte de um paciente na mesa de operações. O filho do morto (brilhante Barry Keoghan) começa então a aproximar-se do bom doutor que, pensando que este precisa de atenção, lhe dispensa o seu tempo e apresenta a sua família. Mal sabe que o espera uma maldição que leva os dois filhos à cama, sem se conseguirem mexer ou comer. Colin tem então uma escolha kafkiana: ou escolhe um dos membros da família e mata-o ou inevitavelmente a mulher e os filhos morrem. Cerca de duas horas de pura tensão.

Um pequeno favor (2018)

Julho 19, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Este Um Pequeno Favor (A Simple Favor) fez-me lembrar A Rapariga no Comboio ou Em Parte Incerta pela forma como explora o mistério a partir de vidas aparentemente simples e domésticas. Stephanie é viúva, dona de casa e sobretudo, uma supermãe. Tem um vlog onde dá dicas a outras mães e está sempre disponível para liderar todas as atividades na escola do seu filho. Percebemos mais tarde que é mais complexa do que aparenta mas em grande parte do filme é uma “croma”. A sua personalidade contrasta com a de Emily (Blake Lively), espampanante e sofistica loira, trabalhadora incansável da área do marketing, vestida à última moda, com casa e marido de sonho e apesar do amor pelo filho, bastante mais descontraída na sua educação. Por força da amizade dos pequenos, Stephanie torna-se visita de casa de Emily, conhece os prazeres das bebidas brancas antes das 15h00 e começa a trocar confidências. Quando mais uma vez Emily pede à amiga que vá buscar à escola, algo começa a parecer estranho à medida que Emily não dá notícias. Desaparecida, Stephanie e o marido de Emily começam a ver consolo um no outro até que algo começa a perturbar a nova ordem. Um filme com muito potencial mas que se perde em voltas previsíveis e quando tenta ser cómico, torna-se ridículo…

 

 

O rapto (2017)

Julho 18, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Interessante surpresa que me passou pelos olhos ontem. Em O Rapto, do espanhol Luis Prieto, Halle Berry é Karla, uma empregada de café que leva o seu filho a brincar no parque. Num momento de distração, o pequeno Frankie desaparece e Karla só vê o filho a ser levado por dois estranhos. Sem telemóvel e sem ajuda, começa uma perseguição louca de carro para tentar alcançar o filho.

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