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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Shot Caller (2017)

Junho 30, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Numas férias da sua pele de guerreira maneta e amante da irmã, Jaime Lanister, perdão, Nikolaj Coster-Waldau, fez uma perninha como Money, durão supremacista branco que sai da prisão, 17 anos depois de lá entrar, apenas para continuar uma vida de crime. Não é que os seus sombrios supeiores hiérarquicos lhe dêm grande escolha. Percebemos depois que a vida de Money, antes Jacob, já foi burguesa e inclui um trabalho em finanças, uma bela mulher e um filho. Um acidente atirou-o para a prisão onde aprendeu a sobreviver, à custa da sua moral, do seu tempo e de se esquecer da sua vida anterior. Money tenta seguir ordens, não voltar a ser preso mas sobretudo, fintar tudo e todos, para que a sua família não sofra mais. Bom thriler.

Serotinina (2019)

Junho 29, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Quatro anos depois de Submissão, Michel Houellebecq regressa às livrarias com Serotonina, seu sétimo romance, onde um homem de meia idade, cínico e com pouco talento para a felicidade, está no centro da trama. Florent-Claude Labrouste, 46 anos, funcionário do Ministério da Agricultura está no centro de tudo. Pouco contente com o seu emprego e com a relação que tem com uma mulher mais nova, aproveita a descoberta de vídeos íntimos da namorada para deitar tudo ao ar. Passa então a andar por Paris, entre restaurantes, bares e lojas, tendo a sua depressão como companhia, contemplando a decadência da sociedade europeia.

Rainhas e princesas

Junho 28, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Estão disponíveis no HBO, três séries da Starz sobre a história de Inglaterra entre os Séc. XV e XVI, baseadas nos livros de enorme sucesso de Phillipa Gregory.

1.jpgA Rainha Branca (2013)

Em plena Guerra das Rosas, a nobre viúva Elizabeth (Rebecca Fergunson), conquista o novo rei, Eduardo (Max Irons), mesmo que as famílias tenham estado em lados opostos da disputa. Contra o ceticismo da família de Elizabeth e a forte oposição da de Eduardo, decidida a formar uma aliança com França, Elizabeth torna-se Rainha de Inglaterra. A partir daqui as intrigas e conspirações ameaçam o casal e não há lealdades certas, destacando-se o Conde de Warwick (James Frain), Fazedor de Reis, como o grande vilão. Nomeado para vários prémios, A Rainha Branca, é um fresco impressionante de uma época decisiva da história inglesa.

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A Princesa Branca (2017)

Quatro anos mais tarde, a Starz voltou a recorrer à mesma fonte. Elizabeth (Jodie Comer) é uma nobre da casa de York que tem a missão de, a contragosto, casar com o Rei Henry (Jacob Collins-Levy) e assim unir finalmente as duas fações e acabar com a Guerra das Rosas. Mesmo tratando-se de um casamento político, o casal acaba por se aproximar e ganhar afeto. Não que isso impeça cada uma das fações de continuar a lutar nas sombras contra a outra e contra o casamento. Elizabeth é obrigada constantemente a provar que está ao lado do Rei, mesmo que isso signifique amiúde, estar contra a sua família. Uma grande interpretação de Comer pré-Killing Eve.

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A Princesa Espanhola (2019)

Já este ano, chegou a história de Catarina de Aragão (Charlotte Hope), princesa espanhola que viajou para Inglaterra para unir os dois países através do casamento com Arthur (filho de Elizabeth e Henry de A Princesa Branca). Mas história é conhecida. Artur morreu e Catarina acabou por se casar com Heny VIII, provavelmente o monarca inglês mais conhecido que, para se livrar de Catarina, rompeu com a Igreja. Mas aqui, ainda são jovens e apaixonados. Esta é, como as duas séries anteriores, uma história de conspirações.

The Act (2019)

Junho 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Dee Dee Blanchard, norte-americana, mãe dedicada de Gipsy, uma adolescente que viveu toda a vida com problemas de saúde, foi assassinada em junho de 2015. Não muito tempo depois descobriu-se que fora Gipsy a autora moral do crime e que tinha usado Nick, seu namorado (apenas online, na maior parte do tempo) como braço armado. Esta história real deu azo a The Act, série da Hulu, exibida em Portugal pela HBO com Patricia Arquette como Dee Dee e Joey King como Gipsy.

Mas o que motivou Gipsy a mandar matar a mãe que cuidara dela toda a vida? Bem, esse era precisamente o problema. Gipsy era uma adolescente perfeitamente normal e nunca precisou dos cuidados de saúde (incluindo cadeira de rodas e alimentação por um tubo) que a mãe lhe prestou. E Dee Dee, com um claro distúrbio, só o fez para manter a filha sob a sua proteção e controlo e tirar daí proveito financeiro e material (doações de bens e dinheiro e a casa onde viviam). Farta das limitações que nem tinha, Gipsy, com a ajuda de Nick (e de Victor, a outra personalidade do namorado…), planeou a morte da mãe da esperança cor-de-rosa de passar a viver uma vida de sonho. Não só cedo percebeu que Nick não lhe daria isso como a polícia lhe bateu à porta.

 

Uma gaiola de ouro (2019)

Junho 26, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Não é de crer que Camilla Lackberg se tenha fartado do seu casal de heróis, Patrick e Erica, centrais na sua obra mas, desta vez a história que nos traz não é passada em Fjallbacka nem tem o simpático polícia e a determinada escritora como protagonistas. Desta vez, conhecemos outro casal, bastante mais rico, mas bastante menos harmonioso. “Uma gaiola de ouro”, apresenta Faye, nos seus trintas mas totalmente devotada ao marido e à filha, fazendo de tudo para que o marido se concentre apenas na empresa e nos negócios. E fazer tudo, inclui esquecer-se de cuidar de si e esquecer-se que teve um papel determinante no início da empresa. Quando se vÊ traída por uma mulher mais jovem e espoliada da fortuna que ajudou a construir, Faye arquiteta uma terrível vingança que traga ao ex-marido, a pobreza e a humilhação. Escrito com a mestria habitual, este é mais um êxito da rainha do policial nórdico.

Trinkets (2019-?)

Junho 25, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Estamos em Portland, em 2019, e entramos num liceu local. Vemos Elodie (Brianna Hildebrand, a adolescente de cabelo rapado de Deadpool), a chegar a uma nova cidade, depois da morte da mãe, para viver com o pai e debater-se com a sua sexualidade; vemos Moe (Kiana Madeira), determinada a mostrar-se como rebelde insensível enquanto tem um romance secreto com um dos rapazes populares e vemos Tabitha (Quintessa Swindell), a rapariga mais bonita e rica da escola que namora com o seu equivalente masculino mas que nem por isso é feliz. E as três juntam-se num grupo de apoio para pessoas viciadas em…roubar. As suas dores e anseios ficam suspensos quando fazem pequenos furtos em lojas. E esse facto torna-as inseparáveis.

Mergulhando em Agustina

Junho 24, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Atemorizado pela sua escrita densa e er, iniciei-me em Agustina, já depois da sua morte, com a edição recente de Party/A Casa, duas coleções de diálogos para filmes de Manoel de Oliveira. Pude constatar (não que fosse necessária a minha validação) que o epiteto de génio, frequentemente atribuído a Agustina, é mais do que justo. Este, lê-se de uma penada e é uma delícia completa. Já sei que os outros vão ser uma missão mais dura mas pelo que se diz, igualmente prazerosa. Vou então, subir de nível. 

Toy Story 4 (2019)

Junho 23, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Para os lados da terra do Toy Story, as boas ideias não se esgotam e o capítulo quatro, não sendo tão feliz como o terceiro, é um filme obrigatório para os fãs de cinema de animação (e todas as outras pessoas, já agora). Andy, a criança original de Woody (voz de Tom Hanks), já lá vai ao tempo e o cowboy e sua companhia fazem agora parte do baú de Bonnie, mesmo que a menina pouco ligue a Woody, habituado a ser a estrela da companhia. Quando a criança faz com as suas mãos um estranho brinquedo a partir do lixo – Forky – torna-se missão de Woody, proteger Forky e manter Bonnie feliz, ao mesmo tempo que começa a pensar no seu próprio bem estar e  no reencontro com Bo, o seu amor perdido.

Jiro Taniguchi

Junho 22, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Chamo ao blogue Jiro Taniguchi. Taniguchi, japonês, que nos deixou em fevereiro de 2017, aos 69 anos, foi um mestre da banda desenhada, distinguindo-se na manga e nas graphic novels. Vencedor por duas vezes (caso único entre os japoneses) do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, Taniguchi teve uma carreira marcada entre a ponte entre a banda desenhada japonesa e a ocidental. Depois de ter sido empregado de escritório, começou a carreira como assistente de Kyota Ishikawa tendo publicado a sua primeira história em 1970. Foi nos anos 70 que conheceu a banda desenhada europeia, que para o sempre o influenciou. Teve uma carreira recheada, da qual destaco dois títulos: O Diário De Meu Pai e Terra De Sonhos. Em O Diário de Meu Pai, Taniguchi conta a história de Yoshi que regressa a Tottori, sua terra natal, para assistir ao funeral do seu pai e descobrir afinal quem era aquela homem austero. Numa viagem às suas raízes, Yoshi começa a perceber que a vida do país foi muito mais do que aquilo que ele julgava saber. É uma obra-prima de sensibilidade, na qual se nota a mescla perfeita entre a banda desenhada japonesa e a europeia, marca da obra de Taniguchi. Semelhante sensação passa Terra de Sonhos, que reúne cinco contos, com destaque para aquele que conta a história de um casal, sem filhos, que adota um cão e cuida dele até à sua morte e o vazio que esta traz. Mais uma prova da sensibilidade e de como as histórias mais simples podem ter o que ensinar.

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