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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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"Refrigerantes e Canções de Amor" é o filme do Markl. Nuno Markl, que dispensa apresentações, começou a escrever a história quando se separou da primeira mulher e completou-o mais tarde. Só agora, passou à fita, com a realização de Luís Galvão Teles. Ficamos já conversados: esta é uma comédia romântica bem conseguida, divertida, com ideias extravagantes e com muito boa música. (acreditem, a banda sonora fica na cabeça).

 

Lucas (Ivo Canelas) e Pedro (João Tempera. Quem? O protagonista d´Os Filhos do Rock. Ah) eram uma dupla musical de grande sucesso. Quando se decidem separar, Pedro segue uma carreira de ainda maior sucesso e  acaba por roubar Carla (Lúcia Moniz) ao antigo colega e amigo. Já Lucas, compõe canções para anúncios publicitários e tem uma vida deprimente e solitária (temos um Jorge Palma imaginário para animar o nosso herói). 

 

A  vida de Lucas muda quando conhece uma doce rapariga que, por causa do seu trabalho de promoção de refrigerantes, passa o dia vestida de dinossauro cor de rosa. Lá dentro mora a líndissima Vitória Guerra, que quase não vemos durante o filme todo. Mas ouvimos. E gostamos do que ouvimos. Já sabemos no que isto vai dar, claro. Uma história de amor. Mas até lá temos cenas únicas como o nosso herói a jantar fora com a dinossaura, a beija-la ou a tentar encontrar o amor no supermercado onde ela trabalha, recorrendo à carrinhologia. Bons cameos de Gregório Duvivier, Manuel Moura dos Santos ou David Carreira, sem falar de Sérgio Godinho como Navalhas, um hitman.

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Ready Playeer One é o livro que mais me apaixonou este ano. Mesmo depois de ter lido alguns volumes bastante interessantes. Saído da mente de Ernest Cline (escritor, argumentista, pai e geek), leva-nos até 2044. A Terra é um lugar triste, em colapso graças a fome, pobreza, doenças, guerras e escassez de energia. Neste mundo, os mais pobres vivem em roulottes mas, em vez delas estarem no chão, estão amontoadas em torres. É neste novo tipo de bairro da lata que vive o adolescente Wade Watts, órfão e sem grandes esperanças na vida. Existe apenas um escape: o OASIS.

 

Criado por um mago tecnológico, o OASIS é uma plataforma de realidade virtual que permite aos seus utilizadores fazerem um pouco de tudo: desde ir gratutamente às melhores escolas até travarem batalhas num dos milhares de mundos disponíveis. Sendo o acesso à OASIS gratuito, é lá que Wade passa grande parte do seu dia, bem como o resto da humanidade. Mas o OASIS muda quando o seu criador morre. O testamento dá acesso à sua fortuna mas lança uma competição. Os jogadores terão que seguir pistas para obter três chaves e conseguir abrir três portões. E, apesar de existir uma obscura organização e milhões de gunters (jogadores deste jogo conhecido como A Caçada), é o pobre Wade o primeiro a descobrir a primeira chave, anos após o jogo se iniciar. E aí começa a aventura.

Wade, conhecido pelo seu avatar, Perzival, tenta manter a sua amizade com Aech e conhece Art3mis, Dairo e Shoto, à medida que persegue os seus sonhos. Uma grande aventura, escrita com muito ritmo e humor e repleta de referências directas à cultura Pop dos EUA nos anos 80 com divertidas incursões nos universos dos filmes e livros de ficção cientifica, BD e, sobretudo, videojogos.

 

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Steven Spielberg voltou às cameras para realizar este Amigo Gigante, BFG em inglês. Nele, a pequena Sophie, com problemas em dormir à noite, no orfanato onde vive, dá de caras com um gigante. Com medo que ela contasse a outros humanos sobre a sua existencia, o gigante leva-a consigo para casa. Nasce assim uma amizade forte entre duas criaturas muito diferentes mas igualmente solitárias. Um conto muito bonito a fazer lembrar...E.T.

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Se por um lado temos a lindissima Blake Lively de bikini durante duas horas, por outro, temos um daqueles filmes em que ação se centra num só aspecto, o que o pode tornar chato. The Shallows, em português, Águas Perigosas, apresenta a história de Nancy, uma jovem estudante de medicina que decide aventurar-se no mundo após a morte da mãe. Vai parar a uma praia escondida, algures no México, onde a sua mãe surfara. Quer fazer o mesmo. Só não contava ver-se lá sozinha...com um tubarão. Um thriller impressionante, com boa fotografia e bons momentos de mestria cinematográfica. O final desilude mas até lá, tudo no sítio.

11 Ago, 2016

A Terceira Virgem

Da aclamada escritora francesa Fred Vargas, este A Terceira Virgem é um policial interessante e inteligente, onde a poesia se mistura com detalhes sociológicos da Normandia. Dos cafés e cemitérios normandos, de profecias medievais a peculiares agentes policiais. Cumpre muito bem como leitura de Verão, e é fácil imaginá-lo como um filme na linha de Código Da Vinci

 

 © Fotografia | João Ferreira Dias