Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

 

150616-news-penny-dreadful.jpg

Penny Dreadful leva-nos à Londres Vitoriana, época que muito aprecio. Mas leva-nos mais fundo. Até um mundo de espíritos, monstros e escuridão. E para combater tais perigos temos um curioso quarteto: um explorador rico; uma médium; um pistoleiro e um médico com gosto por experiências algo macabras. O ricalhaço é Sir Malcolm (Timothy Dalton, em tempos James Bond); a tal médium, bastante sofrida é Vanessa Ives (a bela Eva Green, amplamente conhecida); o pistoleiro é Ethan Chandler (o mais ou menos esquecido Josh Hartnett) e o médico é Victor Frankenstein (Harry Treadaway), esse mesmo, criador do famoso monstro. Com um ambiente pesado e soturno e sem medo de abusar do sangue e do sexo, Penny Dreadful é uma série viciante que se transforma num desfile de personagens clássicas como Dorian Gray, Van Helsing, vampiros ou lobisomens. Mas, nem sei bem como, esta mistura funciona. E muitíssimo bem!

23 Mai, 2016

Uma Noite na Lua

Greg-1-Copia.jpg

Estamos habituados a Gregório Duvivier como um dos elementos do Porta dos Fundos. Sabemos, que fora desse contexto é também escritor e é conhecido por ser de esquerda. Não estamos é habituados a que seja um ator “sério”. Mas é. Tive a grande sorte de ver “Uma Noite na Lua” e fiquei arrebatado. Trata-se de uma peça na qual temos “um homem sozinho no palco pensando”. O tal homem é Duvivier num monólogo de pouco mais de uma hora sobre o amor e o processo criativo. Melhor do que o jogo de luzes, só mesmo Gregório, genial na interpretação.

xmenapocalypseimax-1.jpg

Continua a existir a convicção de que filmes muito comerciais (“de pipoca”) não têm qualidade. Alguns não a terão mas entretêm e divertem (não é essa uma das finalidades do cinema?). Outros têm-na. É o caso da fornada da Marvel dos últimos anos. Este novo capítulo dos X-Men mantém a qualidade com ação despretensiosas e personagens ricas. Depois de termos assistido ao início dos X-Men nos anos 70 no filme anterior, vamos agora até aos anos 80 nos quais Xavier (James McAvoy) gere a sua escola para dotados. Dotados como os jovens Jean (Sophie Turner, a Sansa de Game of Thrones) ou Scott “Ciclope” (Tye Sheridan). Outros afastaram-se do projeto. É o caso de Magneto (Michael Fassbender), a tentar viver pacificamente numa vila na Polónia ou de Raven (Jennifer Lawrence), em busca do seu papel no mundo. Mas, o regresso de En Sabah Nur (Oscar Isaac), o primeiro mutante, faz com que todos tenham que juntar forças para salvar a Terra. Nota máxima para a cena em que Quiksilver (Evan Peters) salva os alunos em slow motion.

olivamunn.jpg

PS: Ver Olivia Munn assim já faz valer a pena ver o filme.

2084-o-fim-do-mundo-de-boualem-sansal.jpg

"2084 é muito mais duro do que Submissão. Descreve um verdadeiro totalitarismo religioso. Boualem Sansal descreve a vitória dos extremistas. Talvez ele tenha razão. A sua visão de futuro é muito plausível". Michel Houellebecq

chernobyl_featured.jpg

Svetlana Aleksievitch é Prémio Nobel de Literatura mas é mais jornalista do que escritora. Recolhe testemunhos sobre um determinado assunto e dá voz a quem os viveu. Já o fez com o fim da União Soviética e fê-lo mais recentemente com o desastre nuclear de Chernobyl. Em “Vozes de Chernobyl”, recolheu opiniões de sobreviventes e a sua própria para criar um compêndio obrigatório sobre as emoções que o desastre provocou e provoca.

 A Verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joel Dicker, lê-se num instante, num trago de letras apetecíveis, saboreando as palavras num policial genial. Um muito justificado best-seller que nos arrasta para uma trama envolvente, onde nada é exatamente o que parece e que, a espaços, nos dá lições sobre o exercício da escrita. Obrigatório.