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Versailles (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 30.03.16

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Estreou-se na semana passada na grelha da RTP (o sinal aberto também tem séries de qualidade), Versailles.George Blagden, o padre Athelstan de Vikings, dá vida a um Luís XIV, de 28 anos, mais tarde conhecido como "Rei Sol", que sonha e concretiza Versailles. Numa pequena aldeia francesa, idealiza a construção de um palácio e jardins que simbolizem o seu poder e o poder de França e o proteja contra os atentados à sua vida. Pelo meio, claro, não faltam intrigas e muito erotismo.

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Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 28.03.16

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Já está nas salas de cinema um dos filmes de super-heróis do ano: Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça. O resultado nas bilheteiras tem sido positivo em todo o mundo mas as críticas, têm sido terríveis. E eu, que já contribui para as primeiras, concordo com as segundas. Este é um filme com pouco interesse, uma narrativa apressada e confusa, que se torna chato amiúde. Com Zack Snyder (300, Watchmen ou O Homem de Aço) e um orçamento galáctico esperava-se muito melhor.

 

O primeiro erro é de abordagem. Os filmes com heróis DC levam-se a sério, acabando correrem o risco de ser tornarem ridículos. Os filmes Marvel que temos visto nos últimos anos gozam abertamente consigo próprios, oferecendo heróis com sentido de humor mais a pancadaria que se espera. Ant-Men, Deadpool ou qualquer um dos Vingadores são filmes que entretêm. Este não.

 

Nem tudo é mau. Snyder, mestre dos planos lentos (usou-os frequentemente em 300) e de sequencias épicas acompanhadas por boas músicas (genial, a abertura de Watchmen ou os “sonhos” de Sucker Puncher) tira da cartola algumas sequências de grande qualidade. Depois, temos a Wonder Woman. Para além da beleza estonteante de Gal Gadot, a Wonder Women tem uma entrada triunfal (plano e músicas perfeitos) e arrisca-se a ser o melhor do filme. Também o Lex Luther de Jesse Einsenberg (o Zuckerberg d´A Rede Social) aparece frenético, ambicioso e maquiavélico como se quer, com cabelos compridos e um desejo de matar os heróis.

 

O pior são os homens que dão corpo aos heróis do título. Henry Cavill (muito bem há pouco tempo em O Agente da U.N.C.L.E.) é um Super-Homem desenxabido, canastrão e chato. Como Clark Kent é ainda pior. À sua volta, anda a sua apaixonada Lois Lane (Amy Adams) que nada contribui para o filme, andando por ali. Nada mais.

 

Do outro lado, temos Ben Affleck como Batman. Depois de Christian Bale qualquer um teria dificuldades e Ben teve-as desde o momento em que foi escolhido para o papel. A internet condenou-o ao fracasso desde logo. E Ben, não estando tão mal como previsto, também não traz nada de novo. Melhor como Bruce Wayne do que como Batman, não dá interesse nenhum a uma personagem mítica e, quando aparece com o segundo fato de Batman dá vontade rir.

 

O filme, extremamente confuso, tal a vontade de meter demasiados elementos em duas horas e meia (já de si exageradas), desilude. Mas vai haver mais disto.

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Stieg Larsson já não mora aqui

por Francisco Chaveiro Reis, em 15.03.16

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Depois de três livros que colocaram até hoje os policiais nórdicos (Camilla Lackberg, Asa Larsson, Jo Nesbo, Mons Kalentoft, entre muitos outros) no centro da literatura europeia, Stieg Larsson morreu. Tinha apenas 50 anos e muitos projetos para aventuras futuras de Lisbeth Salander, génio dos computadores com poucas capacidade sociais e de Mikael Blomkvist, o herói do jornalismo sueco.

 

No fim do ano passado, saiu o quarto volume da coleção Millenium. Onze anos depois da morte de Larsson, David Lagercrantz, conhecido por ter escrito a biografia do futebolista Ibrahimovic, escreveu A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha. Fã incondicional dos três primeiros volumes e dos filmes neles baseados corri a comprar este novo tomo. Encalhei na sua leitura várias vezes. Só agora, meses após a compra o leio a bom ritmo.

 

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha é um bom policial nórdico, quase tão bom como os melhores mas é inevitável sentir que estas personagens não pertencem a este autor. Uma vez que o leitor tome consciência de que este não é um livro de Larsson, poderá apreciar a leitura. Até lá, ficará empacado. A história essa, não desilude. A ler.

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Soneto Quarto

por Guilherme Diniz, em 09.03.16

Eclesiastes

«Ó mundo, que és o exílio dos exílios

— Cruz e Souza

E tudo se esvai, sem canto ou resposta,
Neste fim de caminho ante as escarpas.
Ali adormecem as águas, cansadas,
Entre fé e corações de quem se gosta.
Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria
Engasgada nas horas, entre os passos
Que largos ao fim se vão. Que abraços
Esperar dessa terra, céu de espúria
Imensidão, só chaga e não? Os sonhos,
Quantos sonhos caídos, sem vitórias,
Como ânsias de irmãos ainda estranhos?
Assim te quer — Oh! Sim, resto e homem —,
O Mundo: sempre fraco, todo glória,
Corpo vazio, sem carne, sem nome.

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Henrique Raposo e o Alentejo

por João Ferreira Dias, em 03.03.16

Este livro de Henrique Raposo, que de passagem diga-se que o tomo por um cronista desinteressante, tem suscitado inúmeras críticas. Não o li, ainda. O colega Francisco tem uma opinião bem balizada do assunto. A questão que se coloca é saber quais os critérios usados por Henrique Raposo para as conclusões que subtrai. Que método foi utilizado para a obtenção dos resultados? Desenvolveu trabalho de campo? Realizou entrevistas? Em segundo lugar, e não menos importante, cumpre salientar que Henrique Raposo é investigador no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa. Não é, portanto, um sociólogo ou antropólogo. E isto é importante no contexto da obra em menção pois ela traz uma chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a qual tem uma parceria com o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Ora, porque razão foi Henrique Raposo indicado para a redação deste trabalho? 

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