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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

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Kurt Cobain queria ter sucesso na música mas não aguentou o sucesso que viria a ter, cedendo ao peso da sua personalidade tímida e depressiva. Ter-se-há (persistem teorias da conspira suicidado na sua garagem com 27 anos, já lá vão mais de 20. E já se sabe que os grandes artistas nunca morrem, porque deixam obra feita e porque os familiares insistem em ter baus de raridades que vão libertando sempre que precisam de dinheiro. Só o dinheiro - e será muito, já que os milhões de fans não esqueceram os Nirvana - justifica este filme, uma manta de retalhos de filmagens caseiras inéditas; de atuações lendárias e de testemunhos selecionados. Não havendo material suficiente, há bons momentos de animação da vida do músico, cenas de filmes e muito mais.  Produzido pela filha de Kurt, Montage of Heck até poderia ser interessante como um documentário sobre o homem e não o músico. Mas não é isso. Não nos dá novidade nem nos leva a lado nenhum. É uma banalidade e, pelo que se sabe de Cobain, a banalidade era algo contra a qual lutava.

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Adolf Hitler acorda num terreno baldio na Berlim de 2011. Ao longe vê um grupo de jovens e, quando, eles se aproximam dele e não lhe fazem a saudação nazi, o velho, desorientado, percebe que algo não está bem. Aos poucos, adapta-se a uma realidade nova, onde a guerra acabou e a cidade destruida deu lugar a uma enorme e organizada cidade moderna. Numa sociedade dominada pela TV e pelos novos media, Hitler, visto por todos como um entretenimento, começa a perceber como usar o novo mundo para voltar ao poder. Uma sátira genial.

04 Mai, 2015

O Caçador de Pipas

 O primeiro romance do escritor afegão-americano Khaled Hosseini, The Kite Runner, versão original, ou O Menino de Cabul em Portugal, tem de figurar entre os romances obrigatórios do novo milénio. Já adaptado ao cinema, trata-se de uma narrativa notável, tocante e profundamente humanista, versando sobre culpa e remissão de pecados, ao mesmo tempo que nos coloca no interior do Afegão antes da chegada dos Talibã. Este é um romance sobre a amizade na infânica, a busca pelo amor e reconhecimento paternal, sobre coragem, dor, perda, reconciliação consigo e com os outros, morte e vida, amarguras e esperança subtraída de pequenos detalhes.