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A Gaiola Dourada.

por João Ferreira Dias, em 04.09.13

A emigração portuguesa, um tema tão nosso e ao mesmo tempo tão esquecido pela categorização como dado popularucho, num misto de substrato social e repulsa ideológica, é o tema deste magnífico filme. A Gaiola Dourada (La Cage Dorée, título original) retrata com primor, humor e particular detalhe, a vida de uma família de portugueses emigrados em França, e os dos seus filhos luso-franceses. As especificidades culturais dos emigrantes, com os detalhes linguísticos, com a mescla cultural luso-francesa, com os constrangimentos e complexos em matéria de estatuto social, ou os almoços barulhentos em mesas fartas, tudo está ali deliciosamente retratado. O "agosto". O futebol. O fado. A Gaiola Dourada é o filme que faltava ao cinema português, um elogio à qualidade do cinema europeu. Altamente recomendado. 

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Jobs

por Francisco Chaveiro Reis, em 03.09.13

Todos somos apaixonados por um história de vida de sucesso. Até ser derrotado pela doença, Steve Jobs foi um homem de sucesso. Ashton Kutcher está perfeito na pele do criador da Apple, imitando a voz, o andar e os tiques, sendo o melhor de toda a fita.

 

O filme começa em  2001, quando Jobs apresenta internamente o iPod (não há Phones ou Pads para ninguém) e recua até aos anos 70, nos quais, Jobs fundou a Apple na garagem dos pais adotivos.

 

Jobs tem o mérito de não endeuzar Steve Jobs, retratando-o como alguém com dificuldades em relacionar-se com outras pessoas, incluindo os amigos mais próximos ou a filha. Jobs é visto como alguém para quem o trabalho está acima de tudo.

 

É-nos mostrado um Jobs mais humano, a espaços, mas, a imagem que fica é de alheamento e egoísmo. Mesmo o génio informático parece ser mais atribuido a Steve Wozniak do que ao próprio.

 

Tendo pontos de interesse, faltará aprofundar o lado negro de Jobs. E já agora, o mais claro.

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Da noite para o dia

por Francisco Chaveiro Reis, em 03.09.13



Benoît Poelvoorde é um grande ator francês, que já vimos em Coco Avant Channel, Asterix nos Jogos Olímpicos ou Românticos Anónimos. No outro dia, a fazer zapping, dei de caras com Da noite para o dia, de 2006. Na fita, o ator francês é François, um homem a quem tudo corre mal. A máquina de café explode-lhe na cara todos os dias, o patrão não gosta dele, almoça sozinho e, quando chega a casa, o cão do vizinho ladra, os outros vizinhos fazem amor ruidosamente e a pizza que come todos os dias traz sempre ovo, ao qual é alérgico.

 

Um dia, sem saber porquê, tudo muda. François bebe café sem problemas, é promovido, começa a almoçar com uma rapariga atraente que mete convers com ele, o cão morre, os vizinhos começam a ter problemas conjugais e o ovo desaparece. E, mais importante, a mulher, que o deixara, volta a apaixonar-se.

 

Mas François não sabe como lidar com tanta felicidade...

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O segundo livro

por Francisco Chaveiro Reis, em 03.09.13

 

 

Harry Quebert é professor universitário e um escritor de sucesso. Respeitado por toda a América, é com surpresa que se descobre, no seu jardim, o corpo de Nola, desaparecida em 1975. Junto ao corpo está enterrrado o manuscrito de As Origens do Mal, segundo romance de Harry que atingira sucesso por toda a América. A admiração por aquele homem, simpático e respeitado por todos, cai por terra e, aos olhos do seu país, o grande Quebert é um assassino, prestes a ser condenado à morte.

 

Nada melhora quando confessa ter tido um caso com Nola, então com 15 anos, quando ele tinha mais de 30 e que, de facto, escreveu As Origens do Mal para ela. Quase ninguém acredita na sua inocência. Um dos poucos, é Marcus, seu ex-aluno e atual amigo. Vivendo na crise de ideiais depois do sucesso da sua obra de estreia, procura o apoio do mestre e amigo mas, acaba a prestar apoio ele próprio.

 

Se "A verdade sobre o caso Harry Quebert" fosse só a história do desaparecimento e assassinato de Nola já seria muito bom pois, estaria repleto de boas personagens à volta de uma boa história, mas Joel Dicker, suíço de 29 anos, faz neste seu segundo livro, uma análise às dores dos escritores e dos seus processos criativos, tornando a leitura deste seu livro, viciante, deliciosa e surpreendente.

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50 Séries de Sempre.

por João Ferreira Dias, em 03.09.13

O jornal 'Expresso' traz uma lista de séries obrigatórias, 50 momentos que marcaram a história da televisão. Vale a pena conferir.

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Sangue Vermelho em Campo de Neve.

por João Ferreira Dias, em 03.09.13

Depois da leitura de Ave de Mau Agoirocontinuei pela literatura sueca com este Sangue Vermelho em Campo de Neve de Mons Kallentoft. De salientar que entre Mons Kallentoft e Camilla Läckberg parece haver um continuo de escrita. A obsessão pela trama policial em torno de homicídios, a meio de uma Suécia com as suas assimetrias e especificidades sociais e geográficas, é uma constante que encontramos também na produção televisiva com Wallanderpermitindo-nos assim compreender o eixo temático das narrativas suecas. Longe de ter um final arrebatador e de ser uma história de profundidade psicológica ou social, Sangue Vermelho em Campo de Neve é contudo um bom livro, seguindo o vigente modelo internacional de contar histórias.

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