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Asterix no cinema

por Francisco Chaveiro Reis, em 23.09.13

 

Ontem num canal de cinema deu um ciclo dedicado aos filmes de Asterix. As aventuras de Asterix e Obelix dispensam apresentações e, sem surpresa, chegaram ao cinema para alegria dos seus milhões de fans. A fórmula é sempre a mesma e tem resultado: um ou mais atores europeus de topo; umas beldades e muito humor. A isto junta-se uma boa  fotografia, bons efeitos e boa montagem. Tecnicamente, é do melhor que se faz na Europa. Em termos de conteúdo, são filmes para toda a família, sendo duas horas divertidas e bem passadas.

Atores - Gerard Depardieu, um dos melhores atores franceses de sempre, aceita ser Asterix desde 1999 e é ele que estrela a saga. Christian Clavier foi Asterix em 1999 e 2002, sendo substituído por Clovis Cornillac em 2008 e por Edouard Baer em 2012. Em 1999, Asterix & Obelix contra César contou com Roberto Begnini. Em 2002, Jamel Debbouze e Alain Chabat (as caras são mais conhecidas do que os nomes); em 2008, Alain Deloin, Benoit Poelvoorde e, no ano passado, Catherine Denouve ou Fabrice Luchini.

Beldades - A cada ano, o novo Asterix traz beldades apenas comparáveis às Bond Girls. Em 1999, Laetitia Casta; em 2002, Monica Bellucci; em 2008, Vanessa Hessler (na imagem) e em 2012, Charlotte Lebon.

 

 

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Sei lá, que filme!

por João Ferreira Dias, em 23.09.13

De Margarida Rebelo Pinto conheço-lhe meia-dúzia de linhas do Sei Lá. Não gosto do seu estilo. Há quem goste, respeito, mas não deixo de olhar MRP como uma versão portuguesa da personagem Carrie Bradshaw do Sexo e a Cidade. E este romance, que foi um "best-seller" é uma versão apressada e lisboeta da série norte-americana estrelada por Sara Jessica Parker. Estas colagens expressam, claro, o impacto que a série norte-americana (mais do que o livro que lhe está na base) teve, e a forma como esta moldou as mulheres no Ocidente, ao ponto de não se saber que a série reflete as mulheres se as mulheres refletem a série. Curioso facto é que o romance está em rodagens, pelo que em breve teremos nas salas de cinema do país o filme Sei Lá. O brejeiro está a ganhar cada vez mais espaço na nossa cultura, onde tudo é plástico e en passant

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A Função Religiosa da Literatura

por João Ferreira Dias, em 19.09.13

 

Os hábitos de leitura compreendem uma dimensão religiosa camuflada, exercendo junto do sujeito moderno um papel de catarse do tipo da experiência do sagrado. Fazendo exclusão dos livros considerados sagrados, isto é, cuja temática se concentra nos aspetos de determinada fórmula religiosa (Bíblia, Alcorão, etc.), as obras literárias como os romances exercem um papel similar aos textos mitológicos - orais ou escritos - proporcionando ao sujeito uma libertação do «agora» e do «aqui», isto é, do seu tempo e espaço, aportando-o a uma outra dimensão temporal, espacial e rítmica, mergulhando-o numa outra "história" que não a sua. Nesse sentido, a literatura laica exerce uma função religiosa do tipo primária, transportando-o sujeito para fora de si e fazendo-o viver por instantes numa outra dimensão, função essa que é exercida pelas narrativas míticas e sagradas, como são exemplo as passagens bíblicas.

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O Homem de Constantinopla.

por Francisco Chaveiro Reis, em 19.09.13

José Rodrigues dos Santos é um escritor português de grande sucesso. A sua qualidade é discutida e discutível mas, a verdade, é que produz livros gigantes (daqueles que custam 20 euros) e que os vende. Ainda há pouco lançou A Mão do Diabo, sobre as razões e origens da crise económica e hoje já está nos escaparates O Homem de Constantinopla.

 

Desta feita, o autor e jornalista, debruça-se sobre a história de Calouste Gulbenkian. Não a conheço e tenho curiosidade. Talvez a leia aqui mesmo tendo a sensação de que, a cada livro, JRS perde qualidades. O abismo entre a Filha do Capitão e A Mão do Diabo é gritante.

 

A Filha do Capitão, sobre a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, é bem escrito, mostra uma Lisboa que não conhecemos e  descreve de forma precisa a vida cruel nas trincheiras. O seguinte, O Codex 632, é um belo livro de aventuras que dá prazer ler. Depois, quanto a mim, o que veio é paisagem. No entanto, comprei quase todos, pois um mérito, JRS tem: apresenta dados e histórias bem compliladas, fruto de boa investigação e já aprendi muito com os seus livros.

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História de Um Gato e de Um Rato que se Tornaram Amigos

por Francisco Chaveiro Reis, em 17.09.13

No sábado dei comigo na FNAC. Peguei neste História de Um Gato e de Um Rato que se Tornaram Amigos e, em cerca de meia hora, li-o. Trata-se de um livro pequeno, com poucas páginas e muitos e bons desenhos. Luís Sepúlveda, escritor chileno que deu ao mundo obras primas como O Velho Que Lia Romances de Amor; Nome de Toureiro, Patagónia Express; Diário de Um Killer Sentimental ou Rosas de Atacama, escreveu uma história com linguagem simples, ao alcance de qualquer pessoa, sobre a amizade. Não é um livro típico seu mas é um belo livro, que vale a pena ler e ver. Conta a história do seu filho Max, a viver na Alemanha, quando era um jovem universitário, e do seu gato Mix. Mix, sozinho em casa durante o dia, acaba por conhecer o rato Mex, fazendo amizade com ele e vivendo algumas aventuras. É o regresso às fábulas, após História de uma Gaivota e do Gato que A Ensinou a Voar.

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Zoo

por Francisco Chaveiro Reis, em 16.09.13

A minha pequena sobrinha ainda não fez dois anos e já foi duas vezes ao Zoo pela minha mão. Ontem foi dia de passar umas horas na companhia de animais, algo que ela gostou quase tanto como os adultos que a acompanharam. O Jardim Zoológico de Lisboa está bonito, bem arranjado e os seus animais parecem bem tratados. Gosto da experiência, ainda para mais quando me lembro das horas lá passadas na infância. No entanto, parece-me sempre cruel ver tantos animais enjaulados por muito que saiba que fora dali, alguns não estariam vivos. Nunca consigo sair totalmente satisfeito por isso mesmo.

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AM

por Francisco Chaveiro Reis, em 16.09.13

Os Artic Monkeys estão de volta após Suck It And See com AM. Ao quinto disco, os AM dividem-se. Não são os adolescentes enérgicos e quase punks de Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006) ou Favourite Worst Nightmare (2007) nem os homenzinhos melancólicos de Humbug (2009) e Suck It and See (2011). São uma mescla dos dois, para felicidade dos fãs que gostam da maturidade dos novos AM mas sentiam-se saudades da irreverência de canções contagiantes como Bet You Look Good on the Dancefloor; Fake Tales of San Francisco ou When the Sun Goes Down. Vale a pena ouvir. Com toda a atenção.

 

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A Serpente Vermelha

por João Ferreira Dias, em 16.09.13

Terminei finalmente a leitura de A Serpente Vermelha de Peal S. Buck. Se em Mándálá a narrativa tem o poder de nos oferecer os condimentos das índias mas peca por um final menos poderoso, neste Pearl S. Buck coloca toda a magistralidade da sua escrita ao serviço de uma trama poderosa que nos leva para o coração da Coreia em luta pela independência, pela afirmação da sua individualidade, ao mesmo tempo que nos oferece as subtilezas das castas coreanas, da luta de classes, do devir da condição humana. "A Serpente Vermelha" é uma obra sem dúvida notável e com um final arrebatador. Uma obra obrigatória, uma narrativa com tremenda sensibilidade e detalhe.

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Agenda Cultural

por João Ferreira Dias, em 16.09.13

Espiões, esplanadas cheias de refugiados, artistas, políticos e membros da realeza a encher os hotéis, jornalistas, revistas de propaganda, manobras diplomáticas: Lisboa foi, durante a II Guerra Mundial, um refúgio e uma via de fuga da Europa em guerra. Uma exposição no Terreiro do Paço recorda esses anosA Última Fronteira - Lisboa em Tempo de Guerra Torreão Poente do Terreiro do Paço. Todos os dias das 10h às 20h. Até 15 de Dezembro 3 euros.

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A Louca da Casa

por João Ferreira Dias, em 15.09.13

Há uns anos li A Louca da Casa de Rosa Montero, com algum desdém diante do rosa da capa e do apelo feminista que esta transmite. Puro engano. A Louca da Casa é uma excelente viagem ao mundo da criação literária através da própria vida de Rosa Montero. Um mergulho no ato de escrever, na influência da experiência de vida na criação literária, bem expressa na relação de Rosa Montero com o chão da casa onde cresceu. Este é, então, um convite à reflexão sobre a vida, sobre a intimidade e a emotividade da escrita. Vale a pena.

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