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O Voo do Colibri

«O Colibri não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre.»

Quino

Outubro 01, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Morreu Quino, criador da imortal personagem Mafalda, uma argentina de seis anos, de uma família da classe média que tem sido a voz da reivindicação e justiça social. Quino, de 88 anos, até deixou de desenhar Mafalda e companhia há mais de quarenta anos, suspeita-se que por intervenção política, mas Mafalda continua a ser presença frequente nas livrarias e estantes (comprei um pesado volume há poucas semanas). O Expresso lembra, e bem, que Quino foi mais do que Mafalda. Quino desenhou de forma simples, as questões mais complexas. Gracías.

Suits

Setembro 05, 2020

João Ferreira Dias

Terminei de assistir a Suits, uma série que colocou Meghan Markle no radar, e que nos coloca no quotidiano de uma firma de advogados especializada em acordos empresariais. São 9 temporadas que conseguem revitalizar a série, apesar de ali pelo meio parecer que se vai perder. Uma história que começa com um jovem com uma memória fotográfica e que termina com um emaranhado de pequenos dramas emocionais, psicológicos e empresariais. Vale destacar o enorme Rick Hoffman no papel de Louis Litt, um brilhante advogado financeiro com sérios problemas de confiança e obsessão emocional, e de Sarah Rafferty no papel de Donna Paulsen, "a" secretária especialista em ler as emoções e os "não-ditos" das personagens e que é o equilíbrio de uma empresa a viver no limite. A existirem críticas a Suits seriam de natureza cultural, isto é, a série inscreve-se nos mitos norte-americanos de sucesso e do super-herói, ficando, como a maioria das produções da "terra do Tio Sam" desligada da realidade, uma vez que aparecem sempre soluções milagrosas de última hora e o herói é sempre infalível. A reforçar esta mitologia pouco realista estão as filmagens em câmara lenta que nos lembra a entrada dos jogadores de futebol americano na Super Bowl. À parte dessa característica negativa cultural, uma série interessante e que vale a pena.

Snowpiercer (2020-?)

Setembro 03, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Num futuro não muito distante, a Terra gelou e sobreviventes da Humanidade condensam-se num longo comboio de 1001 carruagens que dá voltas ao planeta sem nunca poder parar. Qual luta de classes em movimento, os mais ricos ocupam as carruagens da frente e os mais pobres as de trás. Como no mundo real, os da frente têm mais conforto e os de trás tentam escalar a pirâmide social e agarrar todas as oportunidades. Quando um corpo aparece nas carruagens da frente, a “gestão” percebe que o único detetive de homicídios presente no comboio está na “Cauda” e chama-o ao serviço. Graphic novel de sucesso, a história tinha chegado ao cinema em 2013 por   Bong Joon Ho, esse mesmo, o realizador de Parasitas.

An American Pickle (2020)

Setembro 02, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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An American Pickle não é um filme genial, mas, protagonizado por um dos nomes mais relevantes da comédia americana dos últimos anos, Seth Rogen, reveste-se de algum interesse, sobretudo pelo absurdo. Herschel, um judeu polaco, emigra para os EUA em 1919 em busca de uma vida melhor. Os seus planos são interrompidos quando cai num reservatório gigante de pickles. É lá que fica conservado por cem anos, acabando por ser acordado em 2019 e viver com o seu bisneto, Ben. Desbocado e desadequado, Herschel transforma-se num homem de sucesso – produtor de picles caseiro, curiosidade para os endinheirados de Brooklyn e uma celebridade no Twitter – enquanto Ben não para de o desiludir. Herschel é um triunfo à la Borat, num filme suficiente, mas, divertido.

Feira do Livro 2020: as minhas escolhas

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Balada para Sophie - A nova graphic novel, acabadinha de sair, promete ser a melhor, até agora, da genial dupla Filipe Melo e Juan Caviá. O objeto livro já merecia a compra, tal a beleza da edição da Tinta da China, mas o traço de Caviá e a sensibilidade de Melo, fazem com que valha ainda mais a pena, gastar mais de trinta euros num livro que, inevitavelmente, demora muito menos a ler do que um em prosa. Depois de uma incursão pela Guerra Colonial (Os Vampiros); a busca pela tarte perfeita no Texas e uma passagem pela Berlim da Segunda Guerra Mundial (Comer/Beber), a dupla apresenta agora a história de “dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro”.

O Árabe do Futuro, 4 – Outra graphic novel de qualidade superior, a quarta parte da biografia do autor, Riad Sattouf, centra-se nos anos de 1987 a 1992. Filho de pai sírio e mãe francesa, Riad passou a infância e adolescência no Médio Oriente e é esse choque de culturas e mentalidades que conta. Neste volume, o menino de cabelo loiro é já adolescente, está cada vez mais dividido entre as culturas francesa e síria e vê a relação dos pais cada vez pior. O pai mudou-se agora sozinho para a Arábia Saudita e virou-se para a religião, provocando desgaste na mãe, farta de tantos anos a seguir o marido e com vontade de regressar a França.

Verões Felizes, 1 e 2 Mais duas graphic novels (a minha tendência para esta feira). Zidrou e Jordi Lafrebre apresentam dois volumes com histórias simples – férias em família – mas carregadas de sensibilidade e nostalgia.

Em tudo havia beleza Considerado um dos melhores e mais belos livros de 2019, a obra do espanhol Manuel Vilas, é profundamente autobiográfica: “Impelido por esta convicção, Manuel Vilas compõe, com uma voz corajosa, desencantada, poética, o relato íntimo de uma vida e de um país. Simultaneamente filho e pai, autor e narrador, Vilas escava no passado, procurando recompor as peças, lutando para fazer presente quem já não está. Porque os laços com a família, com os que amamos, mesmo que distantes ou ausentes, são o que nos sustém, o que nos define. São esses mesmos laços que nos permitem ver, à distância do tempo, que a beleza está nos mais simples gestos quotidianos, no afecto contido, inconfessado, e até nas palavras não ditas”.

Os Sete Pilares da Sabedoria (1922)

Agosto 31, 2020

Francisco Chaveiro Reis

Um Príncipe em Nova Iorque (1988)

Agosto 30, 2020

Francisco Chaveiro Reis

paramount-32157-Full-Image_GalleryBackground-en-USClássico dos anos 80, Um Príncipe em Nova Iorque apresenta Eddie Murphy e Arsenio Hall nas suas eras de ouro, fazendo cada um, quatro papeis na fita. No centro está Akeem (Murphy), um riquíssimo príncipe africano, que farto de mordomias, resolve voar até Queens, Nova Iorque, para conhecer a mulher dos seus sonhos. Acompanhado pelo servo (Hall), passa por um pobre, arranjando emprego num restaurante de fast-food e é lá que conhece a filha do seu patrão. Com um elenco de estrelas e uma história bem interpretada, Coming to America envelheceu muito bem.

Chadwick Boseman (1976-2020)

Agosto 29, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Após quatro anos de luta, Chadwick Boseman partiu, aos 43 anos. Celebrizado pelos seus papeis como Pantera Negra ou James Brown, Boseman era um dos atores mais talentosos da sua geração. 

Asas de Prata (2020)

Agosto 27, 2020

Francisco Chaveiro Reis

maxresdefault.jpgVerão não o é sem um novo livro de Camilla Lackberg, a princesa dos policiais nórdicos. Com a sua série principal em pausa – as aventuras do polícia Patrik e da mulher, a escritora Erica - sai “Asas de Prata”. Continuação de “Uma Gaiola de Ouro”, acompanha a história de Faye, uma mulher que se anulou a bem do casamento com um homem que haveria de ser bem-sucedido por sua causa, apenas para depois trair e desprezar Faye. Com a vingança contra o marido bem sucedida, Faye é agora uma empresária de gabarito que se prepara para “atacar” o mercado americano.

Brave New World (2020)

Agosto 20, 2020

Francisco Chaveiro Reis

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Em 2020, a HBO traz ao pequeno ecrã do streaming a adaptação da obra visionária de Aldus Huxley, Admirável Mundo Novo (1932). A história de um futuro onde a Humanidade não tem problemas, vivendo numa sociedade perfeita onde a privacidade e monogamia são proibidas. Nesta distopia, estamos na cidade de Nova Londres, na qual todos nascem com um papel definido no “corpo social” (os Alfas + são líderes, os Betas têm profissões intermédias e por aí adiante) e onde a felicidade é uma escolha, afinal, há sexo a rodos e comprimidos de todas as cores para inibir sentimentos negativos.

Ainda assim, esta sociedade perfeita não chega a Bernard (Harry Lloyd, o desprezível irmão de Daenerys em Game of Thrones), Alfa + e psicólogo e a Lenina (Jessica Brown Findley, a irmã mais nova em Downton Abbey), Beta, vacinadora com tendência para ser monógama. É quando visitam a reserva de “selvagens” (humanos tradicionais), que conhecem John (Alden Ehrenreich, o mais recente Han Solo) e uma forma mais parecida com a sua, de pensar. Ainda assim é John que os acompanha no regresso a Nova Londres, criando ondas de choque.

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