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O Livro dos Baltimore de Joël Dicker

por João Ferreira Dias, em 18.02.17

 Virei a última página de O Livro dos Baltimore, coberto de imensa emoção. Tal como A Verdade sobre o caso Harry Quebert, Joël Dicker oferece-nos uma leitura arrebatadora e comovente, que começa por nos fazer viver a maravilhosa adolescência dos Goldman, que muito recorda a série Dawson's Creek, para nos ir conduzindo até ao Drama. Não há spoilers neste texto, há uma indicação de leitura: leiam. Não sei qual dos livros gosto mais, sei que gosto muito de ambos. É impossível não entrar nos personagens, não esperançar e sofrer com eles. A escolha fica com cada leitor.

 

© fotografia de JFD

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Um Dia, de David Nicholls

por João Ferreira Dias, em 10.02.17

Encontrei-o por acaso, num corredor de uma qualquer feira do livro, abandonado como literatura vulgar. Não o é. "Um Dia" de David Nicholls é um romance cru, profundamente humano e real, sem artifícios ou melodramas dos romances exagerados, com personagens habitados de uma densidade psicológica tremenda, que nos fazem esquecer que lidamos com ficção e não com relatos de vida. Uma viagem pelo crescimento emocional e pelas voltas que a vida dá, entre Edimburgo, Londres e Paris.

 

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Homens Bons (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 13.01.17

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Arturo Perez Reverte é um dos nomes maiores da literatura espanhola, sendo responsável por clássicos instantâneos como A Rainha do Sul (agora série do Netflix), a série Alatriste (adaptado ao cinema, com Viggo Mortensen no centro da trama) ou O Hussardo. Em 2016, lançou Homens Bons, um livro de aventuras que descreve a viagem dos espanhóis don Hermógenes Molina e almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola, em busca dos 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A escrita fluente de Reverte faz a ponte entre Madrid e Paris, pelos caminhos do Iluminismo.

 

 

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Lanzarote (2000)

por Francisco Chaveiro Reis, em 12.01.17

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O francês Michel Houellebecq conquistou-me em 2015, com Submissão, onde imaginava que França seria controlado por um partido islâmico que faria valer os seus ideais. Desde logo se notava a sua escrita mordaz e a sua obsessão por personagens autobiográficas profundamente cínicas, egoístas e com um apetite sexual voraz. Em Submissão, na Paris de 2020, François, um professor universitário que gosta mais de ter relações com alunas do que de outra coisa menor como ensinar, vê-se a braços com a escalda do Partido da Fraternidade Muçulmana, chegando a fugir da capital francesa.

 

Em Lanzarote, chegado agora às livrarias portuguesas, com 17 anos de atraso, Houellebecq, dá voz mais um homem ao qual pouco interessa na vida. Aborrecido da sua vida francesa, procura umas férias que o seu pequeno orçamento possa pagar. Calha-lhe a “lunar” Lanzarote (nada desconhecida entre os portugueses, como será da maior parte dos leitores do resto do mundo, não ibéricos) onde sente um misto de emoções: curiosidade sexual por um casal de lésbicas alemãs; curiosidade sobre um polícia belga divorciado e melancólico; surpresa agradável pela beleza da ilha e ainda algum desprezo desconcertante por situações ou seres vivos.

 

Se por um lado, expõe o ridículo de certas questões da existência humana (a forma como descreve os critérios ingleses de escolha de férias é sinal disso), por outro, relata tudo com uma voz negra que nos dá vontade de rir longamente. De nós.

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Teia de Cinzas

por João Ferreira Dias, em 18.10.16

Como o Francisco já escreveu, Camilla Läckberg não é uma escritora de Nobel, das profundezas da alma humana, das cogitações da humanidade. A sua literatura tem o condão do entretenimento, do lazer de Verão, ou de uma noite de Inverno na paisagem sueca de Fjallbacka. Teia de Cinzas entrecruza acontecimentos espassados por um século, ligados por laços de sangue, por cinzas de fogos e morte. Camilla Läckberg nunca nos defrauda.

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Ready Player One (2011, tradução portuguesa, 2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 22.08.16

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Ready Playeer One é o livro que mais me apaixonou este ano. Mesmo depois de ter lido alguns volumes bastante interessantes. Saído da mente de Ernest Cline (escritor, argumentista, pai e geek), leva-nos até 2044. A Terra é um lugar triste, em colapso graças a fome, pobreza, doenças, guerras e escassez de energia. Neste mundo, os mais pobres vivem em roulottes mas, em vez delas estarem no chão, estão amontoadas em torres. É neste novo tipo de bairro da lata que vive o adolescente Wade Watts, órfão e sem grandes esperanças na vida. Existe apenas um escape: o OASIS.

 

Criado por um mago tecnológico, o OASIS é uma plataforma de realidade virtual que permite aos seus utilizadores fazerem um pouco de tudo: desde ir gratutamente às melhores escolas até travarem batalhas num dos milhares de mundos disponíveis. Sendo o acesso à OASIS gratuito, é lá que Wade passa grande parte do seu dia, bem como o resto da humanidade. Mas o OASIS muda quando o seu criador morre. O testamento dá acesso à sua fortuna mas lança uma competição. Os jogadores terão que seguir pistas para obter três chaves e conseguir abrir três portões. E, apesar de existir uma obscura organização e milhões de gunters (jogadores deste jogo conhecido como A Caçada), é o pobre Wade o primeiro a descobrir a primeira chave, anos após o jogo se iniciar. E aí começa a aventura.

Wade, conhecido pelo seu avatar, Perzival, tenta manter a sua amizade com Aech e conhece Art3mis, Dairo e Shoto, à medida que persegue os seus sonhos. Uma grande aventura, escrita com muito ritmo e humor e repleta de referências directas à cultura Pop dos EUA nos anos 80 com divertidas incursões nos universos dos filmes e livros de ficção cientifica, BD e, sobretudo, videojogos.

 

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A Terceira Virgem

por João Ferreira Dias, em 11.08.16

Da aclamada escritora francesa Fred Vargas, este A Terceira Virgem é um policial interessante e inteligente, onde a poesia se mistura com detalhes sociológicos da Normandia. Dos cafés e cemitérios normandos, de profecias medievais a peculiares agentes policiais. Cumpre muito bem como leitura de Verão, e é fácil imaginá-lo como um filme na linha de Código Da Vinci

 

 © Fotografia | João Ferreira Dias

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Leitura para o verão 2016

por Francisco Chaveiro Reis, em 19.07.16

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A domadora de leões - É pouco provável que Camilla Lackberg ganhe o Nobel da Literatura mas também é pouco provável que um livro seu aborreça um leitor. A tradução portuguesa dos seus livros costumam sair todos os anos no início do verão, mesmo a tempo de ser consumidos na praia. Afinal, o que melhor do que um policial sueco para ler no calor português?

 

O livro dos Baltimore - É o novo livro do autor d´A Verdade sobre o caso Harry Quebert. É preciso dizer mais?

 

O grande livro da seleção - Em ano de glória futebolistica, nada melhor do que recordar os quase-êxitos anteriores, pela pena certeira e conhecedora do grande Rui Miguel Tovar.

 

Os Vampiros - A dupla Filipe Melo e Juan Caviá regressam para se aventurarem num mergulho na Guerra Colonial. Bom argumento e excelentes desenhos. Um orgasmo visual.

 

Harry Potter and the Cursed Child Parts I & II - A 31 de julho chega mais um livro do fenómeno, ainda bem a tempo do verão.

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Bar Flaubert

por João Ferreira Dias, em 26.06.16

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Encontrado por acaso, mais ou menos como Yannis, a sua personagem principal, descobre Bar Flaubert, um romance jamais publicado e que o seu pai fez questão de o manter nesse estado de solidão literária. Stamatis oferece-nos uma narrativa intensa sobre a busca de um homem por um autor cuja obra lhe arrebata até ao mais profundo de si, arrastando-o para o drama familiar de um homem talentoso e cuja personalidade marca inúmeras vidas. Entre Barcelona, a Toscana, Berlim e a Arcádia grega, este é um romance que merece a nossa atenção, envolvendo-nos num rendilhado literário sem esquecer a ação e o romance. 

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Um Homem Chamado Ove (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 14.06.16

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Velhinhos solitários; vidas chatas que sofrem uma mudança inesperada e interessantes flashbacks ao passado. Eis a fórmula que tem conquistado leitores em todo o mundo com títulos como A Improvável Jornada de Harold Fry (Rachel Joyce, 2012) ou A Elizabeth Desapareceu (Emma Healy, 2013). Agora que está a conquistar o mundo é Ove. O sueco é um viuvo rezingão que, tendo perdido a mulher o o emprego não vê sentido na vida e quer matar-se tranquilamente. Mas, de cada vez que planeia o suicidio é interrompido por um vizinho a necessitar da sua ajuda. Ora a vizinha estrangeira de 30 anos, grávida e sem carta; ora o seu marido sem jeito para nada, ora o jovem gordinho, ora um gato vadio que insiste em ser seu amigo. E Ove não quer chegar ao outro lado sem ajudar as pessoas, afinal a sua mulher pode estar a vê-lo. Fredrik Bakman é o autor de Um Homem Chamado Ove, um sucesso mundial assente nas emoções, bem escrito e ternurento.

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