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Trumbo (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 03.01.17

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Trumbo leva-nos até à Hollywood de 1947 onde Dalton Trumbo (Brian Cranston) é um guionista de topo. O único problema é que é assumidamente e orgulhosamente comunista (como explica à filha mais nova de forma genial a dada altura do filme). Nada interessado em abrir mão dos seus ideiais, ele e outros 9 na mesma posição como Arlen Hird (Louis CK) ou Ian McLellan Hunter (Alan Tudyk), deixam de poder trabalhar para os grandes estúdios. É nessa altura que Trumbo, como forma de ganhar a vida, defender os seus pares e prestar homenagem aos milhares de americanos colocados na "lista negra" como a virar o jogo, passando a escrever compulsivamente e cobrando menos, dominando, sob vários pseudónimos, Hollywood até que o seu envolvimento se tornou essencial para a indústria e para alguns dos seus protagonistas que o procuraram como Kirk Douglas (Dean O´Gorman) ou Otto Preminger (Christian Berkel). Pelo caminho, Trumbo, sacrifica a sua vida familiar com destaque para a relação com a mulher, Cleo (Diane Lane) e com a filha mais velha, Niki (Elle Fanning); vê antigos amigos rebelarem-se contra ele como a famosa colunista Hedda Hopper (Helen Mirren), o ator Edward G. Robinson (Michael Stuhlbarg) ou o produtor Buddy Ross (Roger Bart). Faz ainda novos amigos, como os irmãos Frank (John Goodman) e Stephen King (Hymie King), donos de uma pequena produtora que se orgulhava de fazer maus filmes e novos inimigos como o poderoso John Wayne (David James Elliott). Um elenco de luxo a contar a história fabulosa do homem que, contra quase todos, escreveu obras como Spartacus e venceu dois Óscares. 

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Rogue One (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 02.01.17

 

Habituados a longas esperas, os fãs de Star Wars podem agora contar com um novo filme por ano. É o efeito Disney, que está aqui para fazer dinheiro, sem que, até agora tenha comprometido a qualidade. Rogue One, não faz parte da história principal mas é essencial para explicar algo que sempre fez confusão. Como é que com poucos tiros, se consegue destruir uma máquina de guerra como a Estrela da Morte?

 

Em Rogue One, conhecemos os Erso. O pai, Galen (Mads Mikkelsen), tentou desligar-se do Império mas foi forçado a regressar ao trabalho e a acabar a tal arma de destruição massiva. O momento em que é obrigado a regressar ao trabalho, é o mesmo em que a filha, Jyn (mais tarde, Felicity Jones), escapa e fica à guarda do rebelde Saw Guerrera (Forest Whitaker). 

 

Adulta, Jyn, junta-se a um curioso grupo de rebeldes, constituído por Cassin (Diego Luna), piloto destemido e seu par romântico; o robot K-2SO (voz de Alan Tudyk), mordaz e a personagem mais engraçada e marcante do filme; Chirrut Imwe (Donnie Yen), uma espécie de Daredevil (cego mas letal) jedi; Baze Malbus (Wen Jiang), amigo brutamontes de Chirrut e Bodhi Rook (Riz Ahmed), que foge do Império com uma mensagem de Galen. Junto, o grupo tem como missão atacar o coração dos opressores e roubar os planos da Estrela da Morte onde Galen escondeu um pequeno defeito.

 

Como brinde, temos a reaparição de Grand Moff Tarkin (versão animada de Peter Cushing, falecido em 1994) e a aparição assustadora de Darth Vader, figura maior do universo Star Wars. A Disney voltou a acertar em cheio, num filme Star Wars cheio de aventura, novas e vibrantes personagens, vários piscares de olho aos fãs mais antigos e muito humor.  

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Passageiros (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 30.12.16

 

Num futuro não muito distante, uma nave viaja para um planeta por habitar. Lá dentro, estão 5.000 pessoas que vão colonizar o novo mundo. A viagem dura 120 anos, nos quais os colonos devem estar em sono profundo. O problema é que, 90 anos, antes da chegada ao destino, Jim (Chris Pratt), acorda. O mecânico, em busca de um mundo onde seja relevante, vê-se sozinho numa nave, tendo como única companhia, Arthur (Michael Sheen), um androide barman, que lhe serve bebidas e companhia. Depois de uma boa parte do filme de Last Men on Earth meets The Martian meets Moon , Jim cai em tentação e arranja companhia à força. Apaixonado pela ideia de Aurora (Jennifer Lawrence), o solitário homem acorda-a, avariando a sua cápsula. Perdida, Aurora não se quer render ao destino de morrer na viagem e começa a procurar soluções, ao mesmo tempo que se apaixona irremediavelmente por Jim. Até que mais uma cápsula se avaria, a do capitão Gus (Lawrence Fihsburne) e o trio percebe que a viagem pode ser encurtada rapidamente. Um bom exercício de ficção cientifica com humor e uma história de amor pelo meio. E claro, Lawrence em grande forma. 

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Monstros Fantásticos

por João Ferreira Dias, em 01.12.16

"Monstros fantásticos e onde encontrá-los" é um filme que calha bem com a época natalícia, para quem estava habituado à saga Harry Potter e sentia falta de um filme de fantasia. Não se pode tomar esta por uma fita arrebatadora. Vale pelo cenário de uma NY da década de 1920, em que a magia entra no mundo dos Muggles e nos deixa entre Harry Potter e Midnight in Paris. As mais de duas horas de filme voam, e isso diz tudo.

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Teia de Cinzas

por João Ferreira Dias, em 18.10.16

Como o Francisco já escreveu, Camilla Läckberg não é uma escritora de Nobel, das profundezas da alma humana, das cogitações da humanidade. A sua literatura tem o condão do entretenimento, do lazer de Verão, ou de uma noite de Inverno na paisagem sueca de Fjallbacka. Teia de Cinzas entrecruza acontecimentos espassados por um século, ligados por laços de sangue, por cinzas de fogos e morte. Camilla Läckberg nunca nos defrauda.

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3 anos de Colibri

por João Ferreira Dias, em 18.10.16

Este blogue leva já três anos a rabiscar-se sobre livros, filmes, séries e às vezes sobre música. Venham mais três de aventurosas incursões. 

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Refrigerantes e canções de amor (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 29.08.16

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"Refrigerantes e Canções de Amor" é o filme do Markl. Nuno Markl, que dispensa apresentações, começou a escrever a história quando se separou da primeira mulher e completou-o mais tarde. Só agora, passou à fita, com a realização de Luís Galvão Teles. Ficamos já conversados: esta é uma comédia romântica bem conseguida, divertida, com ideias extravagantes e com muito boa música. (acreditem, a banda sonora fica na cabeça).

 

Lucas (Ivo Canelas) e Pedro (João Tempera. Quem? O protagonista d´Os Filhos do Rock. Ah) eram uma dupla musical de grande sucesso. Quando se decidem separar, Pedro segue uma carreira de ainda maior sucesso e  acaba por roubar Carla (Lúcia Moniz) ao antigo colega e amigo. Já Lucas, compõe canções para anúncios publicitários e tem uma vida deprimente e solitária (temos um Jorge Palma imaginário para animar o nosso herói). 

 

A  vida de Lucas muda quando conhece uma doce rapariga que, por causa do seu trabalho de promoção de refrigerantes, passa o dia vestida de dinossauro cor de rosa. Lá dentro mora a líndissima Vitória Guerra, que quase não vemos durante o filme todo. Mas ouvimos. E gostamos do que ouvimos. Já sabemos no que isto vai dar, claro. Uma história de amor. Mas até lá temos cenas únicas como o nosso herói a jantar fora com a dinossaura, a beija-la ou a tentar encontrar o amor no supermercado onde ela trabalha, recorrendo à carrinhologia. Bons cameos de Gregório Duvivier, Manuel Moura dos Santos ou David Carreira, sem falar de Sérgio Godinho como Navalhas, um hitman.

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Ready Player One (2011, tradução portuguesa, 2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 22.08.16

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Ready Playeer One é o livro que mais me apaixonou este ano. Mesmo depois de ter lido alguns volumes bastante interessantes. Saído da mente de Ernest Cline (escritor, argumentista, pai e geek), leva-nos até 2044. A Terra é um lugar triste, em colapso graças a fome, pobreza, doenças, guerras e escassez de energia. Neste mundo, os mais pobres vivem em roulottes mas, em vez delas estarem no chão, estão amontoadas em torres. É neste novo tipo de bairro da lata que vive o adolescente Wade Watts, órfão e sem grandes esperanças na vida. Existe apenas um escape: o OASIS.

 

Criado por um mago tecnológico, o OASIS é uma plataforma de realidade virtual que permite aos seus utilizadores fazerem um pouco de tudo: desde ir gratutamente às melhores escolas até travarem batalhas num dos milhares de mundos disponíveis. Sendo o acesso à OASIS gratuito, é lá que Wade passa grande parte do seu dia, bem como o resto da humanidade. Mas o OASIS muda quando o seu criador morre. O testamento dá acesso à sua fortuna mas lança uma competição. Os jogadores terão que seguir pistas para obter três chaves e conseguir abrir três portões. E, apesar de existir uma obscura organização e milhões de gunters (jogadores deste jogo conhecido como A Caçada), é o pobre Wade o primeiro a descobrir a primeira chave, anos após o jogo se iniciar. E aí começa a aventura.

Wade, conhecido pelo seu avatar, Perzival, tenta manter a sua amizade com Aech e conhece Art3mis, Dairo e Shoto, à medida que persegue os seus sonhos. Uma grande aventura, escrita com muito ritmo e humor e repleta de referências directas à cultura Pop dos EUA nos anos 80 com divertidas incursões nos universos dos filmes e livros de ficção cientifica, BD e, sobretudo, videojogos.

 

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O amigo gigante (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 16.08.16

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Steven Spielberg voltou às cameras para realizar este Amigo Gigante, BFG em inglês. Nele, a pequena Sophie, com problemas em dormir à noite, no orfanato onde vive, dá de caras com um gigante. Com medo que ela contasse a outros humanos sobre a sua existencia, o gigante leva-a consigo para casa. Nasce assim uma amizade forte entre duas criaturas muito diferentes mas igualmente solitárias. Um conto muito bonito a fazer lembrar...E.T.

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Águas Perigosas (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 16.08.16

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Se por um lado temos a lindissima Blake Lively de bikini durante duas horas, por outro, temos um daqueles filmes em que ação se centra num só aspecto, o que o pode tornar chato. The Shallows, em português, Águas Perigosas, apresenta a história de Nancy, uma jovem estudante de medicina que decide aventurar-se no mundo após a morte da mãe. Vai parar a uma praia escondida, algures no México, onde a sua mãe surfara. Quer fazer o mesmo. Só não contava ver-se lá sozinha...com um tubarão. Um thriller impressionante, com boa fotografia e bons momentos de mestria cinematográfica. O final desilude mas até lá, tudo no sítio.

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