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Glória aos vencedores

por Francisco Chaveiro Reis, em 29.02.16

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O Caso Spotlight foi o grande vencedor da 88 .ª edição dos Oscars, ao vencer na categoria de melhor filme, batendo o favorito O Renascido e o meu favorito Mad Max. Aliás, de entre os nomeados, perceberia melhor a vitória de Quarto ou A Ponte dos Espiões. Ainda assim, ter um filme sobre o combate à pedofilia no centro das atenções, é muito positivo, levando ao debate sobre esta epidemia. Mas, mesmo assim, Iñarritu levou para casa a estatueta de melhor realizador, pelo secundo ano consecutivo. A Academia terá achado de mais, dar ao mexicano, dois anos seguidos, o prémio de melhor realizador e melhor filme, embora me pareça estranho que o melhor filme não seja obra do melhor realizador ou que o melhor realizador, não realize o melhor filme…

Nos atores, a festa foi de Leo Di Caprio. Depois de anos a fio de desilusão, o americano festejou, num ano em que talvez não merecesse tanto como quando foi um Lobo de Wall Street, por exemplo. A melhor atriz foi Brie Larsson, mãe coragem em Quarto, superando Cate Blanchet. Nos atores secundários, a fantástica Alicia Vikander, também em grande em Ex-Machina, venceu pela´ A Rapariga Dinamarquesa, derrotando justamente a favorita Kate Winslet (o “casalinho” de Titanic esteve perto da glória conjunta). Mark Rylance, fabuloso em A Ponte dos Espiões, venceu o prémio masculino. Destaque ainda para Divertidamente, provavelmente o melhor filme do ano, que venceu “apenas” como melhor animação. Son of Saul foi o melhor filme em língua estrangeira e Amy, foi o melhor documentário.

 

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Soneto Terceiro

por Guilherme Diniz, em 28.02.16

«Inda mal porque houve tempo

e porque tudo foi terra.» | Bernardim Ribeiro

Revejo minha casa neste sol
De verão. Estive aqui. Era criança.
Quem agora o dirá? Eu, a terra, o pó?
Espelhos, ninfas e vogais e danças
Que vêm de longe, dos pomares: nada
Por espólio, só a cólera branda
Das estrelas em sonho anunciada.
Era menino, sombra e esperança.
Eram vivas as memórias e nomes,
Ouvidas entre conchas e ecos,
Lentas como um rio que ferve e some.
Espero cá, no tempo caído à terra
Que findo ainda respira. Nada peço.
A noite escorre; o dia encerra.

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Mustang (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 22.02.16

 

 

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No último dia de aulas, cinco irmãs turcas, com idades entre os 13 e os 17 anos, vão até à praia com rapazes. Sempre com os uniformes vestidos, apanham sol, tomam banho e colocam-se às cavalitas deles para brincar na água. Esse último facto, “roçar-se no pescoço dos rapazes” é-lhes fatal. Numa terra de gentes conservadoras, ganham má fama, que só pode ser contrariada com a reclusão em casa, com o uso de roupas que não mostrem nada e com aulas intensas que lhes ensinam a ser esposas exemplares. Privadas de viver no mundo real e já de si limitado de uma pequena aldeia, Lale, Nur, Selma, Ece e Sonay, órfãs, que vivem com a avó e com um tio castrador, só contam umas com as outras, mostrando ter um amor incondicional. Mas, a família mexe-se intensamente para casar as “problemáticas” irmãs e o tio, debaixo da sua capa de guardião dos bons costumes, não se abstém de visitar o quarto das sobrinhas, sempre que possível. Um filme belíssimo, sobre o amor fraternal e as amarras que existem ainda em 2016. As jovens turcas Gunes Sensoy, Doga Zeynep Doguslu, Tugba Sunguroglu, Elit Iscan e Ilayda Akdogan. Deniz Gamze Erguven, também ela atriz, estreia-se nas grandes metragens.

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Deadpool (2016)

por Francisco Chaveiro Reis, em 20.02.16

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Determinado a enterrar de vez o fracasso que foi Lanterna Verde (2011), Ryan Reynolds volta a meter-se dentro do apertado fato de um super-herói para dar vida a Deadpool, provavelmente a mais cool e divertida criação da Marvel. Deadpool é um tipo sarcástico que usa um fato vermelho para que os inimigos não o vejam sangrar e que é movido pelo sentimento de vingança para com Ajax, um bonitinho vilão, espante-se, com sotaque britânico. Antes de ser super, Deadpool era Wade, um mercenário que fazia uns trabalhinhos mais ou menos sujos. A vida até lhe corria bem junto de Vanessa (Morena Baccarin) mas um cancro estragou-lhe os planos. Iludido, pôs-se nas mãos do tal Ajax, que lhe prometia curar o cancro. Curou, mas transformou-o num amontoado de carne deformada. Wade nunca mais se aproximou de Vanessa e, lá está, só se interessava por matar Ajax. Até que Ajax chega até Vanessa…E Wade/Deadpool fica apenas com maior vontade de matá-lo. Tudo isto brilhantemente forrado com um humor sexual e escatológico, que faz de Pool um qualquer Peter Griffin com um six-pack. Deadpool mais do que fazer rir, ri-se de si próprio e de todo o universo dos super-heróis, mostrando uma capacidade incrível de autocrítica. Ah…e há pancadaria da boa.

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Soneto Segundo

por Guilherme Diniz, em 19.02.16

Danse Macabre

«Caístes-me tão asinha
caíram as esperanças.» — Sá de Miranda

 

Onde estará meu Rei no obscuro
Silêncio do espírito? No exílio,
A ouvir minha voz e martírio?
Oh! Campos, travessias, do maduro

 

Amor imerecido, a inocência
Que floresce na impermanência
Das luas — o que me resta das crenças
Idas, das noites de fome, ciência

 

Sabida por meus velhos membros?
Vaguei cego no tempo invisível,
Nas rosas e gramados entardecidos.

 

Mas hei de transcender o tempo:
Corpo à terra, em regresso, na falível
Sombra que caminha a ossos vivos.

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Brooklyn (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 11.02.16

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Nos anos 50, uma jovem irlandesa, Eilis (Saoirse Ronan), parte para os EUA em busca de uma vida melhor, tal como largos milhares de compatriotas seus. Para trás deixa a irmã Rose, responsável pela sua ida para outro continente e a mãe. Nos EUA, passa a trabalhar nuns armazéns de moda e começa a rebater aos poucos as saudades, à medida que se vai apaixonando por Tony, um canalizador de origem italiana, que vence a timidez para cortejar aquela responsável rapariga irlandesa cuja ambição a faz estudar arduamente nas aulas noturnas da Universidade. Mas o romance e a vida feliz de Eilis em Brooklyn é interrompida pela morte súbita de Rose, que a faz passar umas semanas na sua terra natal, junto da mãe e do jovem Jim (Domhall Gleeson), que a faz duvidar dos seus sentimentos por Tony e da sua vontade em regressar aos EUA. Uma grande interpretação de Ronan num filme que, não sendo fabuloso, é de uma beleza e sensibilidade, únicas. A ver.

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Os Oito Odiados (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 08.02.16

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Nunca um filme de Tarantino foi chato. Violento, alucinado, disruptivo, inovador, sim. Chato, nunca. Até aqui. Este novo Os Oito Odiados cai, com demasiada frequência no marasmo. Não se ralem. Há diálogos geniais como se espera e tudo acaba, eventualmente, no demente banho de sangue que se espera mas, a sensação de aborrecimento é um facto que não pode ser desprezado. Desta vez, depois de conhecermos o ex-escravo kick-ass Django, conhecemos dois cinquentões, também eles duros, que ganham a vida a apanhar bandidos e a ganhar recompensas com eles. John Ruth (Kurt Russell) vai a caminho de uma terriola para receber 10 mil dólares por Daisy (Jennifer Jason Leigh) parte de um bando de criminosos e encontra pelo caminho, na neve do Wyoming, Marquis Warren (Samuel L. Jackson) que vai para o mesmo sítio, cobrar 8 mil euros por outros criminosos, estes já mortos. Mas o nevão não para de fazer vítimas e antes de chegarem a uma estalagem, ainda recolhem Chris Mannix, que se prepara para receber a estrela de xerife da tal terra que será o seu destino final. Mas, chegados ao local onde se vão proteger do nevão, não encontram Minnie e Sweat Dave, seu donos mas sim Bob (Demian Bichir), Oswaldo Mobray (Tim Roth), Joe Gage (Michael Madsen) e o General Sanders (Bruce Dern). Desde logo, o ambiente fica tenso…

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Anteestreia :: Carol (2015)

por Francisco Chaveiro Reis, em 02.02.16

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Na América dos anos 50, Carol (Cate Blanchett) é uma mulher forte e dona do seu nariz, com um caso lésbico no passado. Tudo isto faz com que se queira separar de Harge (Kyle Chandler). Mas Hager, filho de uma família riquíssima e fruto de uma mentalidade conservadora não aceita que a mulher o deixe e fique com a guarda da filha. Muito menos, quando a jovem Therese (Rooney Mara) entra em cena como o novo amor de Carol.

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A 5.ª vaga

por Francisco Chaveiro Reis, em 01.02.16

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Chloe Grace Moretz, antiga menina estrela de Hollywood, agora jovem adulta, estrela mais uma triologia para adolescentes comedores de pipocas, muito ao jeito de Convergente ou Maze Runner. Eis se não quando, a sua vida de festas e namoricos é interrompida pela chegada de uma nave extraterrestre à Terra. Claro que a nave estaciona nos EUA e que a nossa jovem é uma heroina que aprende a mexer em armas em três tempos, de modo a salvar o irmão da morte certa e por arrasto, o mundo. A permissa sofrivel e já vista só se torna insuportável quando a ela se junta uma história de amor melosa. Sem interesse.

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