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A Melhor Oferta (2013)

por Francisco Chaveiro Reis, em 25.02.14

Virgil Oldman (Geoffrey Rush) é um renomado leiloeiro, com poucos amigos, sem relações actuais ou passadas e cujo grande amor é a arte e, em especial, a sua sala secreta, onde contempla quadros valiosíssimos de mulheres, as únicas que ama profundamente. Um dia, recebe o telefonema de Claire, jovem herdeira de uma villa e do respetivo recheio, que pretende que Virgil catalogue as suas posses para que possa avaliar a possibilidade de leiloá-las. Mas, após falhar vários encontros, Claire acaba por revelar qu sofre de uma doença que faz com que não consiga sair de casa ou sequer falar com quase ninguém. O estranho amor entre o leiloeiro de cerca de 70 anos e a herdeira com menos de 30 começa a desenvolver-se, com Claire atrás de uma parede. Até que...

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Os Filmes de uma Vida | Karaté Kid (1984)

por João Ferreira Dias, em 24.02.14

Cresci com este filme e sempre me revi em Daniel-san. O vhs cá de casa está mais do que danificado, o que é uma pena, mas é também sinal de que foi visto e revisto até à exaustão. Em 1987 entrei para o Karaté, com três anos de idade e três anos depois do lançamento desta fita. Por lá fiquei durante dez anos. Talvez por isso o filme me tivesse dito tanto, me tivesse marcado de forma tão intensa. Ou talvez porque é de facto um bom filme, com mensagens paralelas, com bons momentos de relação mestre-aluno, com as dificuldades da adolescência mas também com aquela coisa que só os 80's tiveram e que não sabemos bem traduzir por palavras.

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True Detective

por Francisco Chaveiro Reis, em 21.02.14

 

True Detective é a série policial a ver. A razão é simples. É estrelada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson, dois dos melhores atores do mundo.

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Os Filmes de uma Vida | Kids (1995)

por João Ferreira Dias, em 21.02.14

Intemporal e obrigatório, realista, sem "paninhos quentes" e sem "dourar a pílula". Um filme documental de Larry Clark sobre a adolescência no submundo nova-iorquino, sobre os excessos de uma existência sem controlo e sem regras. Não há muito mais a dizer sobre "kids" a não ser que deve permanecer como documento a revistar continuamente, como um trabalho sociológico pela lente cinematográfica. 

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House of Cards (2013-??)

por Francisco Chaveiro Reis, em 19.02.14

House of Cards, cuja segunda série começou a ser transmitida dia 14 nos EUA e dia 15 em Portugal, é a melhor série do momento. Tem alguns dos melhores atores do planeta como Kevin Spacey e Robin Wright e tem uma trama de qualidade superior. Até Barack Obama se confessa fã.

 

House of Cards conta a história do casal Underwood. Frank é um político de carreira; líder da bancada do seu partido em Washington DC e, na primeira série, sente a desilusão de não ser nomeado vice-presidente. Nada que o seu génio maquiavélico não resolva. Frank tudo faz e todos domina até conseguir os seus objectivos. Ninguém lhe sabe fazer frente e os bastidores do poder do país mais poderoso do mundo são-lhe conhecidos. Frank traça a sua rota e quem se meter na frente, acaba maltratado ou morto. Às vezes, literalmente.

 

Frank, apesar de rico, não passa sem os cozinhados de Freddie, que fecha o restaurante cada vez que o poderoso Frank lá vai. Os diálogos entre os dois são dos mais interessantes de toda a série, aproveitando Frank ou apenas os escritores da série, para fazerem metáforas geniais.

 

Já a mulher, Claire, não lhe fica atrás na malvadez e ambição. Dona de uma empresa de sucesso que lidera com punho de aço, não tendo pejo em despedir quem for, por muitos anos de lealdade que tenha, Claire preza a sua carreira mas preza, ainda mais, ser a primeira dama do poder americano.

 

Cheia de guerras de bastidores, inteligentes e bem escritas, House of Cards é uma série imperdível.

 

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Os livros de uma vida / Série Adrian Mole (1982 a 2008)

por Francisco Chaveiro Reis, em 17.02.14

 

Adrian Albert Mole nasceu a 2 de abril de 1967 e é um dos meus melhores amigos. Como outros, só existe nos livros e, como outros, é também amigo ou apenas conhecido de milhões de outras pessoas. Eu nasci no dia em que ele fez 17 anos e quando eu próprio já tinha essa idade, lera já todos os livros publicados até então sobre as suas desventuras. Depois dessa idade, li os outros.

 

Saído da cabeça de Sue Towsend, Mole é-nos apresentado como um adolescente que frequenta a escola e tenta ser popular junto dos colegas e, especialmente junto de Pandora, a rapariga mais bonita da escola. Como em tudo o que se mete, Adrian falha. Aliás, seus falhanços – em ter uma namorada na adolescência; em ser um poeta publicado; em ter estabilidade financeira ou em ser um adulto respeitado pelo menos pelos filhos – são uma constante ao longo de toda a série. Mole é um falhado. E, se isso nos dá pena e nos dá o que pensar, mais depressa nos faz rir devido ao seu feitio que não admite os seus erros e limitações. Mole é um falhado e merece sê-lo.

 

Mas os livros de Towsend são mais do que Mole. Ao longo dos diários de Adrian, são-nos relatadas as mudanças na sociedade britânica, de forma provocadora e cáustica (basta ver que, depois da invasão do Iraque, temos Adrian Mole E As Armas De Destruição Em Massa).

Uma série de livros que fazem qualquer um rir à gargalhada.

 

Livros da coleção:

 

O diário secreto de um adolescente (1982)

Adrian Mole na Crise da Adolescência (1985)

As Confissões Secretas de Adrian Mole (1989)

Os Anos Amargos de Adrian Mole (1993)

Adrian Mole na Idade do Cappuccino (1999)

Adrian Mole E As Armas De Destruição Em Massa (2004)

Os Diários Perdidos De Adrian Mole, 1999-2001 (2008)

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A Gaiola Dourada (2013)

por Francisco Chaveiro Reis, em 17.02.14

Revi ontem A Gaiola Dourada do luso-descendente Ruben Alves. Com um elenco de luxo encabeçado por Joaquim de Almeida e Rita Blanco, é um hilariante retrato da comunidade portuguesa em Paris, com os seus defeitos e qualidades. É uma homenagem de Alves aos seus pais e é um festival de pormenores que não cessam de surpreender e de roubar gargalhadas. A ver e rever.

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Os filmes de uma vida / Jurassic Park (1993)

por Francisco Chaveiro Reis, em 14.02.14

Do mesmo ano que A Lista de Schindler, 1993, Jurassic Park é mais uma obra prima de Spielberg. Não tão séria e reflexiva como o filme sobre o Holocausto, o filme sobre um parque de diversões que incluía dinossauros vivos, faz parte da categoria "filme para ver em família" que Spielberg inaugurara com E.T e continuaria até aos dias de hoje com títulos como As Aventuras de Tintin ou O Cavalo de Guerra, ambos de 2011. Jurassic Park, é um parque temática, numa ilha, onde os visitantes podem ver, qual zoo, dinossauros extintos há milhões de anos, ressuscitados pelas maravilhas do ADN. Como seria de prever, tudo corre mal. O filme perfeito da infância. Míticas as cenas em que se vêm os primeiros dinoussaros; em que os raptors são alimentados e que a mesma espécie encurrala os nossos heróis numa cozinha.

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Os filmes de uma vida / A Lista de Schindler (1993)

por Francisco Chaveiro Reis, em 13.02.14

Schindler´s List é um projeto de Steven Spielberg depois de O Tubarão (1975); Encontros Imediatos do 3.º Grau (1977); Os Salteadores da Arca Perdida (1981) E.T. (1982); Os Goonies (1984); Regresso ao Futuro (1985, 1989 e 1990) ou Império do Sol (1987). Nele, e antes de O Resgate do Soldado Ryan (1998), debruça-se sobre o horror da II Guerra Mundial, centrando-se em Oscar Schindler, dono de uma fábrica na Polónia, que salvou largas centenas de judeus dos campos de concentração nazis. Será o retrato mais brutal do Holocausto, estrelado por nomes maiores do cinema como Liam Nesson, Ralph Fiennes ou Ben Kingsley. A cena em que a Amon Goeth mata um judeu, a partir do seu quarto, como desporto, fica nos anais do cinema, tal como aquela em que o mesmo personagem, mata uma arquitecta judia, antes de ordenar que determinada construção fosse feita como ela sugerira.

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Os Filmes de uma Vida | O Clube dos Poetas Mortos (1989)

por João Ferreira Dias, em 13.02.14

O filme do Carpe Diem e do "Oh captain, my captain", vencedor do óscar de 1990 para melhor roteiro original, é um poderoso, comovente e marcante drama sobre os dilemas da adolescência, num colégio conservador e fabricador de advogados e médicos, em particular do jovem Neil Perry, amedrontado e condicionado pelos projetos do seu pai, que o condenam e impedem de viver o sonho de ser ator, que se vê obrigado a recorrer ao último grito de revolta: o suicídio. Este é também um filme sobre as possibilidades educacionais que eleva o papel do professor além das fronteiras escolares e das salas de aula. John Keating (Robin Williams) é o professor que rompe as amarras e cria laços, levando os seus alunos e a nós que fixámos o olhar marinado no ecrã, ao mundo da literatura, da busca romântica dos impossíveis, e a desejarmos que todos os nossos professores fossem como ele. Um intemporal e estrondoso filme. 

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